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21/07/2008 - 07h00min

Vida de médico

O Piauí tem pouco mais de 2.500 médicos. Desse total, pouco mais de 500 estão no interior. Os demais estão concentrados em
Teresina. O médico que vai trabalhar hoje no interior ganha relativamente bem. O Programa Saúde da Família (PSF) paga um salário de até R$ 10 mil. Ou seja, para a realidade salarial do Piauí, chega a ser atraente. Mas esta situação é nova.

Porém, se ainda hoje é difícil levar médico para o interior, imagine no passado, quando tudo era muito longe e o acesso era difícil. Por isso, cada cidade tinha seu médico como uma figura sagrada, já que ele era a um só tempo cientista, profeta, filósofo, louco e santo, como Isaías Coelho, em Simplício Mendes; Waldir Ribeiro Dias, em São Raimundo Nonato; Tibério Nunes, em Floriano; José Expedito Rego, em Oeiras/Floriano; Cândido Ataíde, João Silva Filho e Odival Coelho de Rezende, em Parnaíba; José Nunes e Oscar Eulálio, em Picos; José Magalhães Ribeiro, em Piracuruca; João Bandeira Monte, em Piripiri; dr. Torres, em Campo Maior ... E por aí vai. Alguns deles acabaram entrando na política, como João Silva Filho, prefeito de Parnaíba várias vezes, e Tibério Nunes, que foi governador. Sem esquecer outro exemplo mais recente, que é Mão Santa.

Esta breve introdução é para destacar a disposição e o compromisso com a medicina social de um jovem médico que há 20 anos trocou Teresina pelo interior. E procurou justamente a cidade mais distante da capital, Corrente, a 900 quilômetros, no Extremo-Sul do Estado.

Quando ele deixou Teresina, contava com 29 anos e tinha pela frente um futuro promissor como oftalmologista, pois pertencia à equipe do dr. João Orlando Ribeiro Gonçalves. Mas, vendo que de Floriano a Barreiras não havia oftalmologista, fez a mala e foi para Corrente, com a cara e a coragem. Trata-se do dr. Raimundo Santana. Ele recorda:

“Viajei num caminhão da Emater, pois tinha alguns colegas que disseram que eu era um m. e tinha que adubar os campos do Sul. Morei muito nas casas dos outros, mas atualmente moro numa casa da Caixa Econômical.” Sem militância partidária, mas com um engajamento político firme, ele adotou o lema: “Quem trabalha com amor, não trabalha, diverte-se!”

Por fim, ele resume: “Aqui em Corrente todo mundo me chama de louco, mas o mundo nada deve às pessoas normais. (Com informações de Fabrício Feijão, colunista do portal 180graus)
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20/07/2008 - 07h00min

Campanha em banho-maria

A campanha eleitoral de Teresina entra em banho-maria, com a
viagem do prefeito Sílvio Mendes aos Estados Unidos. Ele foi
assinar contrato com o Banco Mundial, no valor de R$ 50 milhões, para o Projeto Lagoas do Norte, e só deverá retornar no próximo dia 28. O prefeito estará em Washington e em Nova Iorque.

Sílvio embarcou ontem com uma dor de cabeça a menos. A Prefeitura e os médicos do HGV se entenderam, finalmente, sobre o funcionamento do Hospital Zenon Rocha. O novo pronto-socorro começa a funcionar plenamente a partir da próxima semana. Antes de viajar, ele avisou aos tucanos que não quer que eles se metam em confusão durante a sua viagem.

Na sexta-feira, o prefeito lançou o plano de governo para o seu segundo mandato, mas só poderá defendê-lo na volta. A ausência do principal candidato da campanha, logo no seu início, é algo inusitado. O candidato geralmente não abre mão de um minuto sequer de campanha.

Sílvio Mendes justificou sua ausência afirmando que a cidade é mais importante do que sua campanha. “Vou atrás de 50 milhões para investir em Teresina. Se a campanha vai parar, o que posso fazer? A cidade é que não pode ser prejudicada”.

Imagino, no entanto, que o prefeito só se dar a esse luxo de se ausentar da campanha eleitoral, sem ao menos dar o seu tom, porque aparece bem nas pesquisas de intenção de voto. Nesse item, ele tem gordura para queimar. Se seus adversários ficarem falando mal dele pelas costas, durante sua ausência, poderão ser desaprovados pelos eleitores.

Diante disso, a campanha eleitoral de Teresina entra irremediavelmente em banho-maria pelos próximos dez dias.
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19/07/2008 - 07h00min

Os 60 anos da Difusora

Na edição de ontem, fiz um registro sobre os 60 anos de fundação da Rádio Difusora de Teresina. Longe de ser uma reportagem sobre a emissora, foi um depoimento de minha vivência lá. A família do jornalista Rodrigues Filho encaminha e-mail com informações sobre a contribuição dele à história da velha Difusora. O texto é o que se segue, com meus antecipados agradecimentos:
“Caro Jornalista, Na matéria “A velha Difusora resiste!”, desse Diário do Povo, edição de 18 de julho de 2008, cabe-nos acrescentar, em respeito a história da referida emissora e aos que ajudaram na construção de sua trajetória, que alguns fatos relevantes foram omitidos na aludida matéria. Consideramos, portanto, que informá-lo quanto aos mesmos, para nós, se constitue em demonstração de respeito à memória de nosso saudoso pai, João Rodrigues de Azevedo Filho, ao tempo em que entendemos que contribuímos com a narrativa do que de fato ocorreu ao longo dos 60 anos da velha Difusora.
1. João Rodrigues de Azevedo Filho foi um dos primeiros radialistas da Rádio Difusora por ocasião de sua implantação. Naquela época, profissionais da Difusora de Parnaíba que participaram de sua implantação, tão logo retornaram àquela cidade, foram substituidos por radialistas de Teresina, dentre estes estava João Rodrigues de Azevedo Filho;
2. Rodrigues Filho, como era mais conhecido, apresentou o Jornal de maior audiência da época, o Jornal Q-3, juntamente com Trindade Júnior e Wagner Lemos;
3. Apresentou também o programa jornal “cidade chorando”, sempre ao meio-dia;
4. Rodrigues Filho foi idealizador e redator do humorístico ”mariquinha e maricota”, pelas ondas da velha Difusora;
5. Apresentou o programa de auditório mais concorrido pela platéia de Teresina à época, o “Domingo de Festa”;
6. Com sua voz inconfundível, transmitiu o desfile do miss Brasil, ao vivo, direto do Rio de Janeiro e foi um dos idealizadores do Miss Piauí.
Cordialmente, Rejane Maria Evelim Rodrigues Freire, Paulo Roberto Evelim Rodrigues, Marcos Aurélio Evelim Rodrigues, Augusto César Evelim Rodrigues, Celene Maria Evelim Rodrigues, Elnora Maria Evelim Rodrigues, Antônio de Pádua Evelim Rodrigues"
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18/07/2008 - 07h00min

Uma novela trágica

A novela do funcionamento do Hospital Zenon Rocha ganha um novo capítulo e vai se espichando. Agora os médicos-cirurgiões puseram o pé na parede e reivindicam o mesmo tratamento dispensado aos anestesiologistas. Um novo impasse foi criado, adiando, assim, mais uma vez, a abertura definitiva do novo pronto-socorro de Teresina.

O diretor do Hospital Getúlio Vargas, Noé Fortes, um dos mais interessados no funcionamento do novo hospital, pondera que, neste primeiro momento, não podem ser dadas aos cirurgiões do HZR as mesmas vantagens atribuídas aos anestesistas.
Conforme suas explicações, os cirurgiões são servidores públicos, gozando de direitos que não se estendem aos anestesiologistas, que são apenas cooperados. Nesta condição, estes não têm direito a férias, por exemplo, asseguradas aos cirurgiões.

Enquanto não se resolve a questão, agrava-se a dramática e caótica situação do Hospital Getúlio Vargas. Se antes havia doentes internados em macas espalhadas pelos corredores, hoje há pacientes que se encontram é no chão mesmo.

O presidente do Conselho Regional de Medicina, Wilton Mendes, está indignado com a situação. Ele justificou que só ainda não pediu a interdição do HGV porque a situação ficaria ainda pior, já que os doentes não teriam para onde ir.

A solução para o congestionamento no atendimento do HGV, o maior hospital público do Piauí, é o funcionamento pleno do HZR, que vem sendo adiado a cada dia, com um custo muito alto para os doentes que estão entre a vida e a morte.
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17/07/2008 - 07h00min

O eleitor do Piauí

O Tribunal Superior Eleitoral divulgou o novo perfil do eleitor do Piauí. Quanto à idade, o maior grupo é o de jovens. Entre 16 e 20 anos, eles somam 268.620 e, entre 25 e 34 anos, totalizam 544.252. Também são consideráveis os grupos entre 35 e 44 anos (393.468) e entre 45 e 59 anos (416.347).

Os candidatos devem ficar de olho também nos grupos com idade entre 60 e 69 anos (169.523) e entre 70 a 79 anos (95.122). Os eleitores com mais de 79 anos somam 41.063, segundo o levantamento do TSE, que contou um eleitorado de 2.186.386 no Piauí, o que significa um crescimento de 10% em relação às eleições de 2004.

Os dados preocupantes sobre o perfil do eleitor piauiense estão no quesito educação. Apenas 29.285 dos votantes têm curso superior completo. Mais 25.174 têm curso universitário incompleto. Os que concluíram o ensino médio chegam a 149.513 e os que não concluíram o ensino médio totalizam 266.492.

Os números estarrecedores vêm em seguida: 690.853 têm o ensino fundamental incompleto e mais 630.829 apenas lêem e escrevem. Os analfabetos chegam a 289.370 votantes. O nível de instrução é uma variante considerável na definição da representação política.

Talvez isso justifique o perfil mais conservador do eleitor piauiense, que nas últimas eleições tem feito poucas alterações em sua representação, em todos os níveis. As pesquisas de intenção de voto realizadas até agora indicam, por exemplo, que a maioria dos prefeitos candidatos à reeleição será vitoriosa.
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16/07/2008 - 07h00min

História de Pescador

O Governador Wellington Dias anunciou a construção e o início da
operacionalização do Porto de Luís Correia até o final do ano que
vem. O porto seria a redenção para o Piauí. Serve de atração turística, para baratear o preço das mercadorias comercializadas aqui. Serve para as nossas exportações. Enfim, seria ótimo se não fossem alguns problemas básicos: os recursos para dragagem do quebra-mar para aprofundar o calado. Segundo o Senador Heráclito Fortes, precisa de uma fortuna superior a R$ 100 milhões para dragar o mar, já que atualmente a profundidade não chega a três metros e o Governo quer pelo menos quinze metros de profundidade. Outro problema é a invasão da área do porto por famílias de sem-tetos. A construção de um conjunto habitacional em cima da estrada de ferro que dá acesso ao porto. A estrutura feita no local que está totalmente deteriorada. A estrutura para abrigar um porto graneleiro e de líquidos, que não se misturam as duas coisas. A parte burocrática para realizar a obra, bem como a licitação, o contrato com a Indústria Naval Cearense que detém o domínio do porto, os parcos recursos para fazer a primeira fase, são R$ 28 milhões para realizar esta etapa. Para completar, o porto de Luís Correia está estadualizado e não consta no sistema portuário do Brasil. Ou seja, o porto pode ser concluído, equipado, mas não terá nenhuma embarcação que atraque no Piauí, porque ele não existiria para o resto do mundo.

Por outro lado, há que se duvidar do anúncio feito pelo Governador Wellington Dias e o Secretário Nacional dos Portos, Pedro Britto, que a primeira fase do porto estaria concluído até o final do ano de 2009. O Governo do Estado passou pelo menos dois anos para construir 14 barracas na Praia de Atalaia. Será que conclue e equipa um porto em pouco mais de doze meses, quando se levou 24 meses para realizar a construção de 14 barracas cobertas de palha na orla? Torcemos para que realmente se tenha condições de fazer isso, porque o Piauí precisa de infra-estrutura de desenvolvimento. O porto é centenário e, segundo o Governador, se opera no próximo ano. Que não passe de mais uma promessa de político em época de eleição.
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15/07/2008 - 08h58min

Eleitoreira ou adequadora

A articulação política serviu para aprovar a reforma administrativa
do Governo do Estado que estava tramitando na Assembléia
Legislativa. A reforma cria 268 novos cargos no Estado, alguns, como disse o Governador Wellington Dias, serão apenas regulamentados. Já existem, mas não estão no organograma do Estado.

Apenas o deputado Roncalli Paulo (PSDB) votou contra a criação dos novos cargos. O voto dele foi em separado na reunião conjunta das comissões de Constituição e Justiça e de Administração.

Roncalli Paulo alega que a reforma, neste momento, era para beneficiar candidatos do Governo e os cargos comissionados seriam distribuídos por indicação política.

"O Projeto de Lei fere a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Há o vício por também acontecer em período eleitoral, portanto, é eleitoreiro. Os cargos serão providos por indicação política, influenciando diretamente no resultado das eleições municipais. Portanto, é inconstitucional e uma irresponsabilidade fazerem esse tipo de arranjo.", reclamou o parlamentar tucano.

A deputada Lílian Martins (PSB), relatora da matéria, disse que o projeto é constitucional. E não atinge a LDO ou a LRF.
"Os estudos do governo mostram que o incremento na folha é de, aproximadamente, R$ 35 mil. A maioria dos cargos, o Estado já paga estes servidores. O que está sendo feito é apenas uma adequação.", justificou Lílian Martins.

Cabe ao cidadão, sobretudo o eleitor, decidir diante dos argumentos de ambas as partes.
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14/07/2008 - 07h00min

Sete Cidades pega fogo

Uma vasta área do Parque Nacional de Sete Cidades foi tomada pelo fogo na tarde de sábado. As brigadas contra incêndio do parque foram acionadas e as chamas foram debeladas ontem. Uma equipe de 14 homens passou toda a noite de sábado para domingo combatendo o incêndio, que atingiu a região Sul do parque, na localidade Lagoa Seca, em direção a Piracuruca.

O Ibama ainda não forneceu informações sobre os estragos provocados pelo incêndio. Procurei o responsável pela administração do parque durante todo o dia de ontem, mas desde o começo ele acompanhava de perto as operações de combate ao fogo. A parte afetada fica fora da área visitada pelos turistas, daí porque o fluxo de visitação não foi interrompido.

As primeiras informações dão conta de que o fogo começou fora do parque. Com os ventos fortes que sopram nesta época do ano na região, as chamas se propagaram pelo seu interior. O último grande incêndio no parque ambiental de Sete Cidades, o mais freqüentado do Piauí, ocorreu há seis anos. A brigada do parque recebeu treinamento contra incêndio há uma semana.

Nesta época do ano, os incêndios são comuns na região. Os riscos vão até setembro, por conta das queimadas. Por isso, a brigada está sempre de prontidão. O parque conta com uma viatura para o deslocamento dos homens que combatem os incêndios, todos moradores da região que são acionados em pouco tempo, em caso de necessidade.

O Parque Nacional de Sete Cidades possui mais de 1.300 hectares. Ele está bem cuidado e com boa sinalização. Mas, para confirmar o amadorismo do Piauí em matéria de turismo, o Centro de Informações do Ibama não dispõe de um só folder sobre o parque para distribuição aos turistas. A mesma deficiência encontrei também na administração e no hotel do Ibama que funciona dentro do parque, hoje terceirizado.
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09/07/2008 - 07h00min

Justiça e violência

O presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Raimundo
Alencar, convocou para a próxima sexta-feira uma reunião para
avaliar a situação da Justiça Criminal. Do encontro participarão, a seu convite, o Ministério Público, a Defensoria Pública, a OAB e a Secretaria de Justiça do Estado, além dos representantes do Poder Judiciário.

O presidente do Tribunal tomou a decisão depois de receber, ontem, em seu gabinete, o presidente da OAB-PI, Norberto Campelo, o defensor chefe do Estado, Nelson Nery, além da desembargadora Rosimar Leite Carneiro, corregedora-geral da Justiça, do desembargador Edvaldo Moura, supervisor da Justiça Itinerante, e do desembargador Joaquim Dias de Santana Filho, que serviu durante os últimos anos à 7ª Vara Criminal de Teresina.
Alencar disse que é necessário se encontrar uma alternativa urgente para solucionar os inúmeros problemas nas Varas Criminais de Teresina. “Precisamos encontrar o gargalo dessa situação e, para isso, é preciso que todos sejam ouvidos, que participem, apontando as dificuldades e as soluções”, disse o desembargador.

Ele quer a presença, no encontro, dos representantes do Poder Judiciário ligados à questão, especialmente dos juízes criminais, bem como dos desembargadores Edvaldo Moura – já que o mutirão nas Varas Criminais é coordenado pela Justiça Itinerante - e Rosimar Leite, corregedora-geral da Justiça. Durante o encontro também deverão ser esclarecidas informações de que a Secretaria de Justiça está autorizando a transferência de presos sem ordem judicial.

No início da semana, o presidente da OAB-PI ganhou espaço na mídia nacional expondo as dificuldades da Justiça piauiense. Ele reclamou da quantidade de processos acumulados e da falta de juízes e de promotores, além da frágil estrutura dos fóruns criminais e cíveis. Teresina, com mais de 800 mil habitantes, tem apenas uma Vara do Tribunal Popular do Júri, que julga crimes contra a vida.
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08/07/2008 - 07h00min

Viola no saco

A oposição na Assembléia Legislativa pôs a viola no saco, a pedido do prefeito Sílvio Mendes, e não criará embaraços para a aprovação da nova reforma administrativa proposta pelo governador Wellington Dias. Apenas o Sindicato dos Urbanitários do Piauí levantou a voz contra a criação de novos cargos públicos.

Assim mesmo, porque a categoria será diretamente afetada.
Ontem, o Sintepi fez um tímido protesto, na sede da Agespisa, criticando o posicionamento da empresa que deixou de beneficiar os trabalhadores no acordo coletivo de trabalho, alegando que a empresa passa por condições financeiras insuficientes, e agora se contradiz onerando a folha com novas diretorias.

O sindicato distribuiu nota à imprensa denunciando que os trabalhadores da Agespisa “sentem que receberam um golpe da empresa”. Na nota, a direção do Sindicato dos Urbanitários considera essa atitude da empresa como abusiva, pois avalia o momento como sendo a época de cortar gastos, já que a empresa passa por dificuldades financeiras, como alegava a direção, quando negociava com os trabalhadores.

“Por tudo isso, a diretoria do Sintepi vem repudiar a direção da Agespisa e o Governo pela criação de mais uma Diretoria que só prejudica a nossa empresa. Não aceitamos nesse momento eleitoral o uso de nossa Agespisa como moeda de barganha num processo eleitoral”, critica o presidente do Sintepi, Francisco Marques.

Em relação ao projeto da nova reforma como um todo, o que a oposição pode fazer, se o governo justifica que precisa dela e dos novos cargos e garante que tem dinheiro para bancar todo o custo?
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04/07/2008 - 07h00min

Eleições sem caras novas

As próximas eleições terão poucas caras novas disputando mandatos majoritários no Piauí. Em Teresina, a disputa ficará bipolarizada entre o prefeito Sílvio Mendes (PSDB), concorrendo à reeleição, e o deputado federal Nazareno Fonteles (PT), que já foi candidato a prefeito em 1996 e vem disputando mandatos parlamentares em todos os pleitos.

Em Parnaíba, a novidade é ainda menor. O prefeito José Hamilton (PTB), que já havia governado a cidade, disputa um terceiro mandato. Ele concorrerá com a professora Adalgisa Moraes Souza (PMDB), ex-primeira-dama da cidade, e o deputado Tererê (PSDB). Adalgisa é apoiada pelo senador Mão Santa, ex-prefeito de Parnaíba, e pelo também ex-prefeito Paulo Eudes.

Em Picos, o prefeito Gil Paraibano (PMDB) concorre ao segundo mandato com o empresário José Néri (PP), que já foi prefeito duas vezes. Em Floriano, o prefeito Joel Rodrigues disputa a reeleição enfrentando o ex-prefeito José Leão, que também já governou a cidade duas vezes.

Em Piripiri, o ex-prefeito Luiz Menezes (PTB) e o deputado Dr. Pinto (PDT), ex-prefeito, vão se engalfinhar de novo pela Prefeitura. Em Barras, os candidatos são o prefeito Manin Rego (PMDB) e o ex-prefeito Joaquim Lucas (PTB). Em Campo Maior, concorrem à prefeitura o prefeito Joãozinho Félix (PPS), o ex-prefeito Bona Carbureto (PMDB) e o deputado Paulo Martins (PT), que já disputou o cargo uma vez.

Em Oeiras, o deputado B. Sá (PSB) tenta voltar à Prefeitura, concorrendo com Aleksandra Tapety (PMDB), ex-primeira-dama. Em Esperantina, estão na disputa o prefeito Felipe Santolia (DEM), o ex-prefeito José Ivaldo (PTB) e o ex-deputado federal Themístocles Sampaio (PMDB). A cara nova na eleição de lá é o ex-secretário Chico Antônio (PT).

O quadro se repete em dezenas de outros municípios. Se, de um lado, há a desvantagem de não haver novidade, por outro existe a vantagem de isso facilitar a escolha, pois todos os candidatos já são conhecidos do eleitor, com seus defeitos e suas virtudes.
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03/07/2008 - 07h00min

Da necessidade das listas

A Associação dos Magistrados do Brasil (AMB) ingressou com
Mandado de Segurança junto ao Supremo Tribunal Federal, a fim
de que a Corte declare inelegíveis todos os políticos que respondem a processo por improbidade ou que tenham Ação Penal grave em andamento. O processo tem como relator o ministro Celso de Melo, que de pronto negou a liminar. O caso agora vai para o pleno do STF decidir. Como a Corte entrou em recesso, a matéria só será apreciada agora na primeira semana de agosto. No Supremo, já tem ministro que admite ser legal impedir candidatos de ficha suja disputar o pleito.

Mas a matéria é polêmica e deve ser analisada com o máximo cuidado para não se cometer injustiça. O certo é que, daqui até o julgamento, muitos dos que estão listados vão perder o sono, pois eles sabem exatamente o tamanho da encrenca em que se meteram, com desvios de verbas, compras com notas frias, peculato, abuso do poder, sonegação, enfim, um emaranhado de delitos que não acaba mais.

A punição mais rigorosa para esses maus gestores deve partir, entretanto, do eleitor. E ele que, diante da urna eletrônica, escolhe seu representante. As opções são muitas. Se ele opta por um candidato com o nome sujo na Justiça, fica sem o direito de reclamar depois.

Se o eleitor tivesse consciência da importância de seu voto, certamente não haveria a necessidade dessas listas de maus gestores que correm por aí em tempo de eleição. Mesmo que não tornem os candidatos inelegíveis, elas já sinalizam o que o eleitor pode esperar de cada um deles, em caso de vitória nas urnas. (Colaborou Pedro Alcântara)
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02/07/2008 - 07h00min

A lista dos maus gestores

Não é tão fácil escolher um bom candidato. Mas também não é tão difícil. Os candidatos às eleições municipais devem ter alguns pré-requisitos específicos. Um deles é que morem ou tenham fortes vínculos com as cidades que se propõem a representar. Se já exerceram atividade pública, a escolha se torna ainda mais fácil. Basta lembrar o que fizeram ou deixaram de fazer.

As instituições têm procurado melhorar a representação política municiando os eleitores de informações que os orientem para uma boa escolha. A legislação estabelece que, no início de cada campanha eleitoral, os Tribunais de Contas da União e dos Estados apresentem à Justiça Eleitoral os nomes dos gestores que tiveram suas contas rejeitadas.

A medida pode ensejar que o Ministério Público peça a impugnação dos candidatos que venham a figurar nessa relação, partino do pressuposto de que eles ou foram relapsos ou desonestos. Mas a divulgação da lista dos ex-gestores com os nomes sujos tem também um sentido pedagógico. O eleitor fica sabendo como ele trata a coisa pública.

Há poucos dias, o Tribunal de Contas da União divulgou uma relação com os nomes de 141 gestores públicos que não tiveram suas prestações de contas aprovadas porque incorreram em algum tipo de irregularidade na aplicação de recursos federais que passaram por suas mãos.

Ontem, foi a vez do Tribunal de Contas do Estado liberar a sua lista. Mais de 700 pessoas foram relacionados como maus gestores. O lamentável é que a relação esteja defasada e incompleta. Os julgamentos das prestações de contas são feitos sempre com atraso. Os atuais prefeitos, por exemplo, ainda não tiveram mais que dois anos de mandato avaliados pelo TCE.
De qualquer forma, a amostragem já indica quem é quem.
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30/06/2008 - 07h00min

A saúde vai mal

Só um serviço funciona a contendo nos hospitais que foram municipa lizados recentemente pelo Governo do Estado: a ambulância. A constatação é do Conselho Regional de Medicina, que mandou uma comissão examinar o funcionamento de vários deles. A comissão, da qual participou o presidente do CRM, Wilton Mendes, retornou a Teresina escandalizada com a situação.

Nesses hospitais, aparelhos essenciais ao diagnóstico e tratamento de doenças estão desativados por falta de conserto, outros funcionam precariamente e as instalações físicas são inadequadas para o atendimento dos pacientes. Também há carência de profissionais e, em conseqüência, uma sobrecarga de serviço para os que prestam serviços nesses hospitais.

Quando receberam os hospitais do Governo do Estado, os prefeitos se entusiasmaram porque estavam ganhando mais poder. Na empolgação, se esqueceram do ônus e não notaram que na verdade estavam recebendo um presente de grego.
Sábado à tarde, viajei a Picos. Encontrei no percurso seis ambulâncias em direção a Teresina. Contei mais duas voltando para o interior. Uma ilustração do relato do Conselho Regional de Medicina. Quem quiser uma ilustração melhor, basta visitar o Pronto-Socorro do Hospital Getúlio Vargas, para verificar o movimento de ambulâncias de todos os lugares em sua porta.
Mas não é apenas no interior que os serviços de saúde pública funcionam mal, de acordo com o diagnóstico do CRM. Isso se dá também em Teresina, conforme o secretário estadual de Saúde, deputado Assis Carvalho. Ele declarou que os hospitais de bairro são uma ficção e que, por isso, também colaboram para o estrangulamento do atendimento no HGV.
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27/06/2008 - 07h00min

Governo aposta no clientelismo

O aumento de 8 por cento no valor dos benefícios do Bolsa Família
dominou os debates de ontem na Assembléia Legislativa. Governis
tas e oposicionistas travaram acalorada discussão sobre o assunto, com ataques e defesas apaixonadas do programa, que é a menina dos olhos do governo do PT. Com o reajuste, valor mínimo do Bolsa Família sobe de R$ 18 para R$ 20 e o máximo, de R$ 172 para R$ 182 reais.
Duas verdades são inquestionáveis: 1) o Bolsa Família é um programa social da maior relevância e 2) o programa virou um instrumento eleitoreiro nas mãos do PT. Não há quem, em sã consciência, desconheça essa realidade. Para os que duvidam, os indicadores sociais e os mapas eleitorais das últimas eleições estão aí a comprovar isso.

Então, não há o que discutir: ao elevar o valor do Bolsa Família acima da inflação, no início de uma nova campanha eleitoral, o governo aposta, mais uma vez, no clientelismo para angariar mais votos para o seu partido. O plano é eleger, à custa do programa, o maior número possível de prefeitos e vereadores aliados.

No Piauí, por exemplo, quase metade da população vive do Bolsa Família. O governo se orgulha disso, quando o fato não deveria ser motivo de comemoração. Haveria motivo para festa se a maioria dos que entraram no programa já tivessem obtido as condições de deixá-lo, porque conseguiram renda. Mas não é isso o que acontece.

Quando esteve em Teresina, no início deste mês, para fazer uma palestra no Salão do Livro do Piauí, o frei Betto (petista, um dos ideólogos do Fome Zero e ex-assessor especial do presidente Lula) criticou duramente o uso eleitoral do Bolsa Família. O frei recordou que o programa foi criado para funcionar em caráter emergencial, mas depois o governo descobriu que ele tinha mais eficácia como ação eleitoral.
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26/06/2008 - 07h00min

Hospital vira palanque

O presidente da Fundação Municipal de Saúde, João Orlando Gonçalves, ficou sem entender a decisão do Governo do Estado de romper com o acordo firmado com a Prefeitura para a manutenção do Hospital Zenon Rocha, o novo pronto-socorro de Teresina.

João Orlando disse que a garantia de repasse de R$ 1,2 milhão, mensalmente, para complementar na cobertura das despesas de custeio do hospital, havia sido dada pela secretária de Administração, Regina Sousa, em documento entregue ao Ministério Público.

Mas, ontem, ao dar entrevista à TV Meio Norte, o secretário da Saúde, deputado Assis Carvalho, disse que profetizou que a Prefeitura iria deixar o Hospital de Urgência Zenon Rocha sem funcionar até a véspera da eleição. Segundo Assis Carvalho, sua profecia se confirmou.

Assim, pelo que se vê, não é apenas senhor do trânsito, das águas e agora dos hospitais. Ele conseguiu a proeza também de conversar com Deus.

A profecia de Assis Carvalho tem um defeito: quem é que, em campanha de reeleição, iria deixar um hospital fechado? Só sendo maluco para optar por este caminho de impopularidade e crueldade. Mas pode ser também que a profecia concretizada ajude Nazareno Fonteles, temente a Deus e cardeal até no nome.
O fato é que desde a semana passada repousa sobre as mesas das autoridades estaduais, municipais e de membros dos Ministério Públicos do Estado, Federal e do Trabalho a minuta do Termo de Ajuste de Conduta para abertura do HZR. Tudo estava acertado para a abertura, mas alguém achou um cabelo em ovo e pôs tudo a perder.

Porém, não é a primeira vez que o Estado deixa de cumprir acordos firmados com a Prefeitura de Teresina para a manutenção de serviços de Saúde. Inaugurado em 2004, o Samu previa contrapartidas mensais do Governo do Estado. Já passaram quatro anos e a verba estadual nunca saiu para o Samu.

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25/06/2008 - 07h00min

Palmas para o Dr. Alberto!

O Dr. Alberto Silva já pode, se quiser, encerrar a sua longa e vitoriosa carreira política, iniciada há exatamente 60 anos, como prefeito de Parnaíba. Todos os seus adversários, mesmo aqueles mais ferrenhos, já se reconciliaram com ele. O período em que ele mais colecionou inimigos políticos foi quando era governador, no primeiro e no segundo mandatos.

O governador Lucídio Portella, que lhe fez duro combate, nos anos 70 e início dos 80, ameaçou dar-lhe uma surra em praça pública com uma chibata. Depois, em 1986, elegeu-se vice-governador em sua chapa. O senador Helvídio Nunes, que também era seu adversário, foi candidato ao Senado em seu palanque, naquela eleição.

Os prefeitos Wall Ferraz e Heráclito Fortes também andaram se estranhando com Alberto. O primeiro chegou a homenageá-lo no início do seu último mandato, outorgando-lhe a Comenda Conselheiro Saraiva. Foi, aliás, a única homenagem que o Dr. Alberto recebeu na capital. Heráclito também já fumou o cachimbo da paz com ele há muito tempo.

Dos seus adversários mais duros daqueles tempos, restou o senador Hugo Napoleão. Quando retornou ao governo do Estado, em 2001, por decisão da Justiça Eleitoral, Hugo fez as pazes com Alberto, que foi transformado em “engenheiro do governo Vida Nova”.

A última “intriga” política que restava na vida política do Dr. Alberto foi desfeita. Era com o PT, que aprontou todas contra ele. Mas, desde o primeiro mandato, o governador Wellington Dias procurou integrá-lo ao governo petista, apropriando-se de suas idéias e projetos, porém sem executar nenhum.

Por fim, para coroar essa relação, o PT acolheu o ex-vice-prefeito Marcos Silva, filho do Dr. Alberto, como companheiro de chapa do deputado federal Nazareno Fonteles. Aí zerou tudo, pois, quando deputado, Nazareno era aquele parlamentar que fazia oposição radical e moveu céus e terra pelo impeachment do governador Alberto Silva.
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24/06/2008 - 07h00min

PT de cabo a rabo

O PT já definiu seu discurso para a próxima campanha eleitoral em Teresina. O partido tentará convencer o eleitorado da capital que a cidade vai ganhar mais se o futuro prefeito da capital for do mesmo partido do governador e do presidente da República. O apelo foi lançado pelo governador Wellington Dias, na convenção de sábado passado.

Segundo o governador, Teresina pode virar um canteiro de obras públicas se for entregue a um petista. Ele disse que não haverá mais a necessidade de parcerias administrativas, como as que vêm sendo feitas com os tucanos. A ação de um prefeito petista seria programática, já estaria no programa do partido.

Esse discurso funcionou nas eleições estaduais de 2002 e de 2006. Na primeira, a “onda vermelha” levou o deputado federal Wellington Dias ao Palácio de Karnak. Na segunda, com a caneta na mão, o governador montou um esquema de reeleição que operou como um rolo compressor e deu a vitória ao PT.

Os petistas já tentaram o discurso da importância de o prefeito ser do mesmo partido do governador e do presidente. Foi nas eleições de 2004. Mas, naquela época, os eleitores da capital não lhes deram ouvidos. Os petistas acabaram, assim, em quarto lugar e foram eliminados da campanha ainda no primeiro turno. Cada eleição tem sua história.

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23/06/2008 - 07h00min

O Piauí no Ideb

O Piauí tem o que comemorar na educação. O último resultado do
Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgado
no sábado pelo Ministério da Educação, através do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mostra que o Estado começou a reagir no quesito ensino público.
Pelos números apresentados, o sistema estadual de ensino saltou de 2,6 (1ª. fase – 1ª a 4ª séries do Ensino Fundamental), no ano de 2005, para 3,2, em 2007. No mesmo período, a 2ª. fase do Ensino Fundamental (5 a 8ª. séries) saiu de 2,6 para 3,1. Os números são animadores. Trata-se da avaliação da escola pública, que demonstra estar em franca recuperação.
Na avaliação do MEC, várias escolas puxaram a nota para cima em diversos municípios piauienses. Água Branca, por exemplo, está acima da média estadual. Dez escolas foram avaliadas na cidade e os índices apurados foram de 4,2 (1ª fase) e 3,8 (2ª fase). Angical também conseguiu um desempenho fantástico: 4,2 (1ª fase) e 4,0 (2ª fase).
Os números de outros municípios: Campo Maior alcançou 3,5 na 1ª fase e 2,9 na 2ª; Ipiranga, atingiu 3,8 na 1ª fase e 4,6 na 2ª; Fronteiras ficou com 4,3 e 4,2; e Monsenhor Hipólito conseguiu 3,3 e 4,9. Mas o melhor desempenho no interior foi registrado em Castelo do Piauí, com 4,1 (1ª fase) e 4,7 (2ª. fase).
Nessa última avaliação do Ideb, Teresina apresentou um desempenho excepcional. Enquanto as escolas da rede estadual conseguiram os índices de 3,9 e 2,9, na capital, para a 1ª e a 2ª fases do Ensino Fundamental, respectivamente, as escolas do município ficaram com 4,4 e 3,9. A média nacional foi de 4,2. A média brasileira das escolas públicas foi de 4 (1ª fase). Ou seja, a capital piauiense ficou acima da média nacional.
Teresina ficou na 6ª posição entre as capitais, ultrapassando cidades como Belo Horizonte, Porto Alegre e São Paulo. Só ficou atrás de Campo Grande (5,1/4,5), Curitiba (5,1/4,5), Florianópolis (5,0/4,2), Rio de Janeiro (4,5/4,3) e Boa Vista (4,4/4,5). No Nordeste, as escolas de Teresina ficaram na primeira colocação. São Luís ficou com a segunda posição (4,0/3,5) e Recife, com a terceira (3,8/2,5).
A avaliação do Ideb é feita de dois em dois anos. A meta do MEC é que Ideb do Brasil chegue a 6,0 (na primeira etapa do ensino fundamental), a média dos membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico. A entidade reúne países como Estados Unidos, Austrália, Inglaterra, Suíça, Alemanha, França, Japão e Coréia do Sul.
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20/06/2008 - 07h00min

A lista assusta

A sugestão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro
Carlos Ayres Britto, de se divulgar uma lista com os nomes dos
candidatos que tenham “ficha suja” na Justiça pegou e está tirando o sono, além de deixar em caldo de pinto vários pré-candidatos que têm culpa no cartório. O presidente do TSE voltou atrás, mas outras instituições levarão a idéia adiante.
A Associação dos Magistrados do Brasil (AMB) anunciou que vai divulgar em sua página na internet a lista com os candidatos às eleições municipais de outubro que respondem a processos na Justiça. A entidade vai encaminhar as informações aos juízes eleitorais de todo país, recomendando a divulgação local das listas. Entretanto, ela ficará a critério de cada juiz.
A ação da AMB faz parte da campanha “Eleições Limpas”, lançada quarta-feira, em Brasília, com a presença do presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Várias ONG´s estão se articulando para reproduzir as tais listas nos Estados. O procurador eleitoral Marco Túlio Caminha, do TRE, disse que a lista é pedagógica e tem por objetivo alertar o eleitor sobre a vida pregressa de seu candidato, para que possa, enfim, decidir se ele merece ou não o seu voto.
Enquanto isso, candidatos com os nomes sujos já estão se movimentando no sentido de impedir a divulgação. O primeiro veio de Barras, onde um gestor público impugnado pelo Tribunal de Contas, por improbidade administrativa, tenta, agora, a todo custo, na Justiça, evitar que seu nome conste da lista.
É muito provável que não consiga, por que o processo não correu e nem corre em segredo de justiça. A divulgação da lista é legal, porquanto a Constituição exige moralidade, probidade e publicidade no serviço público.
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