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04/09/2008 - 10h11min

Inflação da população de baixa renda foi de 6,27% até agosto

O IPC-C1 (Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1) acumulou variação de 6,27% nos oito primeiros meses do ano, de acordo com dados divulgados pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) nesta quinta-feira (04).
No mesmo período, a inflação geral, medida pelo IPC-BR, registrou taxa da 4,54%. Nos últimos 12 meses encerrados em agosto, a elevação dos preços para a baixa renda é de 8,45% e para a média do Brasil, de 5,93%.
Entre julho e agosto, o IPC-C1 apresentou variação de -0,32%. A desaceleração é resultado do ligeiro decréscimo do grupo dos alimentos, vestuário, saúde e cuidados pessoais. Considerando o segmento de educação, leitura e recreação, o índice subiu de 4,36% para 4,85% no período. O grupo de transportes subiu de 2,53% para 2,56%, e o grupo despesas diversas, de 4,36% para 5,55%.
Alimentação
Segundo a FGV, entre setembro de 2007 e agosto de 2008, a taxa do grupo alimentação subiu 15,85%. Porém, o resultado foi menor do que o apurado nos últimos 12 meses até julho de 2008, quando a variação foi de 18,85%.
Entre os principais destaques para a desaceleração estão os itens: arroz e feijão (80,21% para 68,12%) e hortaliças e legumes (26,92% para 12,71%).
Habitação
A variação da taxa de habitação foi de 3,69% no período entre setembro de 2007 e agosto de 2008. Em 12 meses houve um pequeno acréscimo na taxa, já que entre agosto de 2007 e julho de 2008 a variação foi de 3,34%.
Até agosto, o principal item que apresentou alta em sua taxa de variação foi as tarifas de telefone fixo (2,16% para 3,50%).

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27/08/2008 - 11h34min

Petrobrás apresenta projeto para explorar camada do pré-sal

As especulações quanto às novas medidas de regulação do setor petrolífero, principalmente em torno dos impactos à Petrobras (PETR3, PETR4), movimentaram o mercado nos últimos dias.
No ímpeto de resolver o impasse, o presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, divulgou na última terça-feira (26) o projeto para exploração do petróleo dos campos da camada do pré-sal, segundo reportagem do jornal Folha de São Paulo na edição desta quarta-feira (27).
O documento, classificado como "confidencial", foi impedido de ser divulgado ao público, revela o jornal, a fim de evitar especulações no mercado acionário.
Mesmo assim, a reportagem destaca que uma das propostas apresentadas na reunião no Planalto é de um aumento do capital da empresa via participação do Estado, confirmando assim os rumores instaurados nesta semana.
Gastos e lucros
Dados de técnicos da Petrobras apontam gastos na casa de US$ 600 bilhões para explorar as reservas já leiloadas, cifra a ser compartilhada entre a estatal e os consórcios envolvidos.
Já sobre os lucros oriundos, o presidente Lula voltou a ressaltar que pretende investir o excedente em projetos sociais, ao passo que deverá adotar o modelo norueguês de administração, no qual uma empresa cuida da gestão do patrimônio dos campos de petróleo e outra da exploração.
Divulgação oficial do projeto
O Governo marcou para o dia 19 de setembro o pronunciamento em que apresentará as propostas finais para o novo modelo de exploração do setor petrolífero.

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18/08/2008 - 15h46min

HSBC recomenda investimentos de longo prazo na Bovespa

Com o Ibovespa acumulando perdas de 25% desde o final de maio, o HSBC afirma que aumentou sua exposição em ações, em carta mensal dirigida a clientes. O banco argumenta que as perdas foram conseqüência do recuo nas cotações internacionais de commodities, principalmente no preço do petróleo e dos metais - que afetam as principais blue chips brasileiras.
Outro ponto a causar turbulência no mercado interno foi a crise norte-americana do subprime, que ainda tem desdobramentos no mercado financeiro.
"Investigando os dados e interpretando a realização dos mercados, podemos ter relativa convicção de que, apesar de reconhecer os riscos, o nível de preços atual, após uma queda por volta de 20% na maior parte das Bolsas de países emergentes, justifica uma posição mais otimista para a Bolsa brasileira", argumenta o banco.
Conjuntura: uma visão otimista
A visão do HSBC é baseada em três pilares principais. Em primeiro lugar, o banco afirma ter feito um prognóstico positivo para a Bolsa brasileira, uma vez que a crise advinda do mercado de crédito parece estar sendo mitigada, na medida em que o governo dos Estados Unidos já está tomando medidas para solucioná-la.
Em segundo lugar, a equipe de gestão do HSBC acredita que, mesmo após a realização nos preços das commodities, a perspectiva para crescimento dos lucros das empresas se mantém forte.
Por fim, os preços das ações de países emergentes normalizados pelos lucros estão no nível mais baixo dos últimos dois anos, avaliam os gestores, que completam: "Acreditamos que o tempo trará os preços para níveis compatíveis com a média dos últimos anos".
Recomendação por mercados
Assim, o HSBC aumenta a recomendação para Bolsa e mantém visão positiva para os fundamentos de longo prazo. Os setores em que o banco mantém alocação superior ao benchmark nos seus fundos de ações são mineração e siderurgia, enquanto os setores de papel e celulose e telefonia fixa estão com exposição abaixo do benchmark.
Nas carteiras balanceadas, a alocação em ações foi aumentada. Os gestores continuam não recomendando a alocação de recursos em fundos cambiais: "Os juros mais baixos nos EUA e a decisão do Banco Central de aumentar o passo do aperto monetário no Brasil tornam a moeda brasileira mais atrativa para investidores de curto prazo, assim, não vemos uma forte reversão na tendência de valorização do real frente ao dólar no curto prazo", justifica a análise.
"Nos fundos de renda fixa, apesar da diminuição significativa no ritmo de piora nas expectativas de inflação, o cenário continua preocupante". Por isso, os gestores não vêem prêmios interessantes na curva e não recomendam a exposição a fundos de renda fixa. "Porém, para os clientes com recursos já aplicados nesses fundos, não recomendamos a migração para os fundos DI em virtude da perda do benefício fiscal".
Nos fundos de renda fixa, o HSBC tem posições em títulos atrelados ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), protegidas em parte por posições tomadas em juros pré-fixados. As alocações em IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) e juros pré-fixados estão zeradas.

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07/08/2008 - 14h33min

Desvalorização do dólar está próxima do fim?

Após registrar forte valorização entre os anos de 2001 e 2003, muito em decorrência das eleições presidenciais no Brasil, o dólar desde então vem engatando um processo de forte desvalorização perante a moeda nacional.

De 2003, quando encerrou o ano próximo aos R$ 2,90, a divisa norte-americana chegou à mínima de R$ 1,56 na última segunda-feira (4), uma desvalorização de cerca de 46% em um período de aproximadamente apenas cinco anos.

Alberto Furuguem, economista do Banco Cruzeiro do Sul, lembra que no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a valorização do real perante o dólar era gratificada, já que derrubava os preços e combatia a inflação, que à época, permeava a casa de 9,3% ao ano, conforme apontava o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

Entretanto, a manutenção da tendência declinante da moeda dos EUA passou a ser tida como vilã. Com a inflação dentro das metas estipuladas, a excessiva queda do dólar começou ameaçar o saldo em conta-corrente, fato que, em contrapartida, era compensado pela acumulação de reservas cambiais, que hoje, já passam dos US$ 200 bilhões.

Culpa do Banco Central?
Criado em 31 de dezembro de 1964, o BACEN (Banco Central do Brasil) tem a função de gerir a política econômica com máxima competência, ao passo que a taxa de câmbio, teoricamente, também passa pela gestão da autarquia. Entretanto, tal atribuição fica mesmo mais para a teoria, já que o regime de câmbio flutuante inibe uma influência direta.

Portanto, como ressalta Furuguem, não será uma intervenção do Banco Central que deverá frear a valorização do real, mas sim uma mudança do cenário macroeconômico internacional, em especial na economia norte-americana.

Além deste contexto, a queda nos preços das commodities, engatilhada nas últimas semanas, pode ser mais um sinal da retomada ascendente do dólar, já que a fuga dos investidores para os Treasuries norte-americanos, ativos considerados altamente seguros, pode garantir uma retração na oferta da moeda, culminando na elevação da cotação ante à demanda.

Influência da taxa de juro
Por outro lado, o economista do Banco Cruzeiro do Sul também destaca o contraste entre a taxa de juro doméstica e a norte-americana, que colabora para manter o dólar sob pressão de baixa por aqui. Mas segundo Furuguem, uma tendência de convergência entre os dois juros no futuro, com alta nos EUA e baixa no Brasil, pode favorecer a valorização do dólar.

O cenário corrobora a tese. Após uma expressiva flexibilização monetária, o juro básico norte-americano tem tudo para entrar em tendência de alta pelo Federal Reserve, tão logo sejam mitigados os riscos do setor financeiro.

Já por aqui, avalia o economista, o juro poderá começar a cair em concordância com o ajuste dos preços à meta de inflação, resultado do aperto monetário imposto pelo Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) e da queda nos preços internacionais, em especial, dos alimentos.
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05/08/2008 - 11h58min

Saída de estrangeiros da Bolsa bateu recorde de R$ 7,6 bi

A Bolsa de Valores de São Paulo fechou julho com saída líquida recorde de R$ 7,6 bilhões de investimentos estrangeiros no mercado à vista.
Foi o segundo mês seguido em que as vendas de ações realizadas pelos chamados não-residentes na Bovespa superaram fortemente as compras. Em junho, recorde anterior, a saída líquida atingira R$ 7,415 bilhões.
Assim, em apenas dois meses, o saldo negativo no setor já ultrapassa R$ 15 bilhões. Nesse período, o Ibovespa acumulou desvalorização de 18%.
Com isso, os resgates feitos por estes investidores chegaram à cifra de R$ 14,3 bilhões no acumulado em 2008. É mais que o triplo dos resgates feitos durante todo o ano passado, de R$ 4,2 bilhões.
Em julho, os estrangeiros mantiveram-se como a principal classe de investidores na Bovespa, respondendo por 35,3% dos R$ 116 bilhões movimentados no mercado à vista.
O giro total, considerando negócios com opções e a termo, totalizou R$ 124,2 bilhões, o que representa uma queda de 6,3% em relação aos R$ 132,5 bilhões em junho.

Fonte: UOL
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04/08/2008 - 09h37min

Lucro líquido do Bradesco sobe 2,4% e passa de 4 bilhões

O Bradesco, maior banco privado do país, fechou o primeiro semestre com um lucro líquido de R$ 4,105 bilhões, um aumento de 2,4% em relação ao valor registrado no mesmo período do ano passado.
A instituição não divulgou o resultado separado do segundo trimestre.
O lucro semestral corresponde a R$ 1,34 por ação e uma rentabilidade de 28,6% sobre o patrimônio líquido médio, informou o banco em comunicado ao mercado.
A carteira de crédito, que inclui avais, fianças e valores a receber com cartões de crédito, atingiu R$ 181,602 bilhões ao final de junho, um aumento de 38,8% em relação ao registrado nos seis primeiros meses de 2007.
As operações com pessoas físicas cresceram 32,2%, para R$ 65,872 bilhões.
No caso das pessoas jurídicas, o avanço foi de 42,9%, para R$ 115,730 bilhões.
O Bradesco encerrou o primeiro semestre com um patrimônio líquido de R$ 33,711 bilhões, um aumento de 22,5% em relação ao apurado no primeiro semestre de 2007.

Fonte: UOL
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01/08/2008 - 11h17min

Ibovespa deverá contar com 65 ações em sua composição em Setembro

A Bovespa divulgou nesta sexta-feira (1º) a primeira prévia para a carteira teórica do Ibovespa, o principal índice da bolsa paulista, que vigorará entre os dias 1º de setembro e 31 dezembro de 2008.

Em relação à carteira vigente entre maio e agosto deste ano, as novidades são o ingresso das ações ordinárias da Redecard (RDCD3) e saída dos papéis da Telemig Participações e da Cyrela Commercial Properties. Se confirmados os dados desta primeira prévia, o número de ações que fazem parte da composição do índice deve ser elevado para 65 no próximo quadrimestre. As ponderações dos papéis listados também serão modificadas.

Premissas
A escolha dos papéis componentes do Índice Bovespa, bem como suas respectivas ponderações, atendeu aos seguintes critérios básicos:
1- Os 65 ativos escolhidos estiveram entre os 80% do índice de negociabilidade;
2- Apresentaram liquidez em pelo menos 80% dos pregões até o dia 31 de julho;
3- Movimentaram pelo menos 0,1% do volume total da Bovespa.


Composição da primeira prévia do Ibovespa
Confira abaixo a composição da primeira prévia da carteira teórica do Ibovespa que vigorará no segundo quadrimestre de 2008:

COD. ACAO PART. %
ALLL11 ALL AMER LAT 1,572
AMBV4 AMBEV 1,166
ARCZ6 ARACRUZ 0,781
BBDC4 BRADESCO 3,733
BRAP4 BRADESPAR 1,387
BBAS3 BRASIL 2,497
BRTP3 BRASIL T PAR 0,314
BRTP4 BRASIL T PAR 0,469
BRTO4 BRASIL TELEC 0,443
BRKM5 BRASKEM 0,725
BTOW3 B2W VAREJO 1,065
CCRO3 CCR RODOVIAS 0,717
CLSC6 CELESC 0,147
CMIG4 CEMIG 1,669
CESP6 CESP 1,456
CGAS5 COMGAS 0,146
CPLE6 COPEL 0,738
CSAN3 COSAN 0,807
CPFE3 CPFL ENERGIA 0,600
CYRE3 CYRELA REALT 1,247
DURA4 DURATEX 0,752
ELET3 ELETROBRAS 0,890
ELET6 ELETROBRAS 0,983
ELPL6 ELETROPAULO 0,732
EMBR3 EMBRAER 0,762
GFSA3 GAFISA 1,021
GGBR4 GERDAU 2,872
GOAU4 GERDAU MET 0,886
GOLL4 GOL 1,022
ITAU4 ITAUBANCO 3,341
ITSA4 ITAUSA 2,463
JBSS3 JBS 0,574
KLBN4 KLABIN S/A 0,428
LIGT3 LIGHT S/A 0,242
LAME4 LOJAS AMERIC 1,295
LREN3 LOJAS RENNER 1,004
NATU3 NATURA 0,755
NETC4 NET 1,393
BNCA3 NOSSA CAIXA 0,346
PCAR4 P.ACUCAR-CBD 0,652
PRGA3 PERDIGAO S/A 1,039
PETR3 PETROBRAS 2,938
PETR4 PETROBRAS 15,725
RDCD3 REDECARD 0,936
RSID3 ROSSI RESID 0,591
SBSP3 SABESP 0,472
SDIA4 SADIA S/A 1,054
CSNA3 SID NACIONAL 3,257
CRUZ3 SOUZA CRUZ 0,496
TAMM4 TAM S/A 0,878
TNLP3 TELEMAR 0,512
TNLP4 TELEMAR 1,282
TMAR5 TELEMAR N L 0,246
TLPP4 TELESP 0,207
TCSL3 TIM PART S/A 0,262
TCSL4 TIM PART S/A 0,872
TRPL4 TRAN PAULIST 0,336
UGPA4 ULTRAPAR 0,406
UBBR11 UNIBANCO 2,586
USIM3 USIMINAS 0,571
USIM5 USIMINAS 3,134
VCPA4 V C P 0,699
VALE3 VALE R DOCE 3,417
VALE5 VALE R DOCE 13,199
VIVO4 VIVO 0,792
QUANTIDADE TEORICA TOTAL 100,000

PREGAO BASE:31/07/2008
Metodologia
Para manter a representatividade dos índices, a Bovespa promove a reclassificação das carteiras ao final de cada quadrimestre, vigorando para os períodos de janeiro a abril, maio a agosto e setembro a dezembro.
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30/07/2008 - 18h35min

Ibovespa tem forte recuperação e sobe 3,37% no dia

Cercado por referências favoráveis, o mercado doméstico enfim mostrou potencial para forte recuperação. A quarta-feira (30) preocupava pelos indicadores esperados e volume de resultados trimestrais, mas os eventos surpreenderam. Nem mesmo a forte alta do petróleo abalou o apetite dos investidores.
A ansiedade com a agenda virou otimismo após o ADP Employment, tido como prévia do importante Employment Report, apontar a criação de 9 mil postos de trabalho nos EUA em julho, número que surpreendeu até os mais otimistas.
Paralelamente, a temporada de resultados destacava o ótimo desempenho operacional da ArcelorMittal, fator que puxou grande parte da valorização da Bolsa brasileira, através da disparada das siderúrgicas e da Vale.
O dia ainda contou com a aprovação do plano de socorro às financiadoras Fannie Mae e Freddie Mac pelo governo norte-americano, o que estendeu o viés de alta ao segmento financeiro em Wall Street.
Único fator contrário, o forte avanço do petróleo não mostrou força o bastante para barrar a expressiva retomada dos mercados, e ainda ajudou na amplitude da alta do Ibovespa, pelo impacto sobre as ações da Petrobras.
Ibovespa cola nos 60 mil pontos; dólar cai
Amparado por Wall Street e com expressiva participação de suas principais blue chips, o Ibovespa encerrou uma quarta-feira de ganhos generalizados com significativa valorização de 3,37%, que o puxou para próximo dos 60 mil pontos, exatamente a 59.998 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 6,4 bilhões.
No mercado de câmbio, o dólar comercial estendeu sua tendência de perdas frente ao real e acumulou baixa de mais 0,45% ante a moeda brasileira. O dólar fechou o dia cotado a R$ 1,5620.

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29/07/2008 - 14h29min

Consenso do mercado indica quais ações podem trazer ganhos

As ações ordinárias da Telesp (TLPP3) são as preferidas dos analistas, de acordo com o MCI, que é o índice de consenso de mercado elaborado pela InfoMoney.

O indicador, que compila a análise de 24 corretoras e bancos de investimentos, atribui a nota máxima (5,00) aos papéis ordinários da companhia. Muito embora não apresentem grande liquidez e, portanto, tendam a ficar em segundo plano para boa parte dos investidores, os papéis parecem contar com boas perspectivas.

Para uma melhor interpretação do MCI, é sempre importante considerar o número de avaliações atribuídas a cada ativo. Uma maior quantidade de opiniões tende a tornar mais robusta a sugestão. Neste caso especificamente, vale destacar que as ações da companhia receberam três opiniões.

Outro ponto importante do indicador é que ele considera os princípios de análise fundamentalista, sendo, portanto, mais recomendado para investidores que atuam buscando rentabilidade de longo prazo.

Dividendos em meio a cenário promissor
De um modo geral, a visão positiva em relação à distribuição de proventos aparece como o principal elemento motivador das perspectivas otimistas à Telesp, que deve marcar um dos maiores dividend yields da bolsa nos próximos dois anos, segundo o Santander.

"Esse é, sem dúvida, o principal atrativo da Telesp, cuja forte geração de caixa tem sido distribuída quase que integralmente aos seus acionistas", afirma a equipe da corretora Ativa.

No mesmo sentido, o Citigroup aponta o crescimento nas taxas de dividendos distribuídos pela empresa e sua geração de fluxo de caixa livre razoavelmente segura para sustentar o otimismo com as ações.

Em adição, os analistas do Santander também destacam como ponto favorável o objetivo da companhia de ampliar sua participação nos mercados de banda larga e TV a cabo, que apresentam um cenário promissor.

Cale lembrar que um dos destaques do elogiado resultado da empresa no segundo trimestre foi justamente o bom desempenho do serviço de TV por assinatura, cuja receita de R$ 102,4 milhões no período compensou, em parte, a queda no faturamento com telefonia pública.

Segundo lugar dividido
Dividindo o segundo lugar, com nota 4,75, os papéis ordinários da M. Dias Branco e os preferenciais classe A da Vale também aparecem como boa opção de investimento na avaliação dos analistas.

Dentre os aspectos que embasam o otimismo com a indústria alimentícia estão a diversificação e a penetração geográfica dos seus produtos, sua expressiva atuação na região nordeste, além das recentes aquisições, avalia a Coinvalores, que ainda projeta bons resultados para os próximos trimestres.

O bom cenário macroeconômico do Brasil também é bastante favorável para as atividades da M. Dias Branco. Para os analistas, as perspectivas de um maior crescimento econômico do País atreladas ao aumento da renda influenciam positivamente.

Por fim, o UBS Pactual destaca que a empresa oferece uma combinação interessante entre forte crescimento e grande geração de caixa, por meio do preenchimento de sua grande capacidade ociosa. O banco espera um bom pagamento de dividendos no futuro e oportunidades atrativas de fusões e aquisições.

Já no caso da mineradora, os analistas destacam as perspectivas de manutenção da forte demanda por minério de ferro nos próximos anos e os bons fundamentos da empresa.

As projeções de longo prazo do Citigroup incorporam um cenário em que a oferta da commodity de alta qualidade - como a produzida pela Vale - mantém-se aquém da demanda, fato positivo para as exportações da mineradora. De maneira semelhante, a Ágora Corretora conclui que o horizonte para o mercado de mineração continua favorável devido à grande procura.

A nova oferta global de ações da companhia também é levada em conta pelos analistas. Para a corretora SLW, além de a operação melhorar a estrutura de capital da empresa, pode contribuir para que a Vale inicie a busca por novos aquisições no plano internacional, movimento visto com viés positivo.

Em adição, os analistas mantém uma visão bastante positiva para o reajuste de preços do minério de ferro no mercado, além de destacarem de forma favorável o forte volume de investimentos da empresa previstos para os próximos cinco anos, que totalizam expressivos US$ 59 bilhões.

O que é o MCI?
O Market Consensus Indicator (MCI) tem como principal objetivo facilitar as decisões de investimento dos usuários do site no mercado de ações.

Considerando uma amostra com informações e projeções de diversos bancos de investimento e corretoras, o indicador busca trazer um indicador de consenso entre os analistas de mercado a respeito das recomendações de uma determinada ação.

Variando em uma escala de 0 (venda forte) a 5 (compra forte), o indicador é calculado a partir das recomendações dos analistas consultados, trazendo um resumo do consenso. É importante destacar que o MCI é calculado apenas para ações com ao menos três recomendações de analistas distintos.

As mais recomendadas
Ação MCI
Telesp ON 5,00
Vale PNA 4,75
M. Dias Branco ON 4,75
Petrobras ON 4,69
Fertilizantes Heringer ON 4,69
Totvs ON 4,66
Datasul ON 4,64
Localiza ON 4,58
Vale ON 4,58
Copasa ON 4,58
Randon PN 4,58
MMX ON 4,58

Fonte: Infomoney
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23/07/2008 - 17h31min

Crescimento brasileiro cria nova geração de milionários

Quando Fabio Calderaro era um cadete de 23 anos da academia militar em 2000, ele investiu pouco mais de 3 mil reais no mercado acionário.
No início, o valor de seu investimento caiu. Mas à medida que ganhou mais conhecimento sobre o mercado, sua sorte mudou --de tal forma que poucos anos depois deixou o Exército e começou a viver de seus ganhos.
Quando tinha 29 anos, Calderaro tinha muito mais que um milhão de reais graças às apostas em ações de metalúrgicas, mineradoras e bancos no momento em que a economia brasileira decolava após décadas de baixo crescimento. Desde então, sua fortuna aumentou, confirmando seu status de membro do clube brasileiro de novos ricos.
"Eu estava no lugar certo na hora certa", disse Calderaro, que hoje tem 31 anos e apresenta seminários sobre o mercado acionário quando não está gerenciando sua própria carteira. "Tudo isso foi possível por causa da economia."
Graças ao rápido avanço das commodities e do crédito, o Brasil está crescendo e tirando milhões da condição de pobreza em um país mundialmente conhecido por sua desigualdade. No topo dessa onda, surfando em um mercado acionário que triplicou em quatro anos, existe uma porção de milionários como Calderaro sendo criados a um ritmo alucinante --pelo menos 23 mil no último ano.
Apenas Índia e China criaram milionários num ritmo mais rápido que o Brasil em 2007, segundo relatório do Merrill Lynch e Capgemini sobre a riqueza mundial. O número de brasileiros com mais de um milhão de dólares saltou 19,1 por cento no último ano, para mais de 143 mil, ante crescimento de 10 por cento em 2006.
O clube brasileiro dos bilionários também está crescendo em ritmo inédito. Segundo pesquisa da revista Exame, pelo menos 14 brasileiros se tornaram bilionários no último ano, quase cinco vezes mais que o crescimento de 2006.
Como Calderaro, muitos ganharam com a bolsa de valores, entrando na onda de ofertas públicas iniciais (IPO, na sigla em inglês). Um recorde de 62 empresas abriram capital no último ano no Brasil.
A moda do IPO perdeu força este ano devido à turbulência nos mercados globais, mas agora parece dar sinais de recuperação. No mês passado, a OGX Petróleo e Gás Participações levantou 4,1 bilhões de dólares no maior IPO da história do mercado brasileiro, com investidores fazendo fila para conseguir parte da riqueza do petróleo recém encontrado na costa do país.
A OGX é uma empresa do empresário bilionário Eike Batista, cuja fortuna cresceu nos últimos anos. Um ex-campeão de corrida de barcos a motor que possui uma Mercedes-Benz SLR McLaren estacionado em sua sala de estar, Batista diz abertamente que seu objetivo é se tornar o homem mais rico do mundo em cinco anos.
ROUPAS DA MODA E AVIÕES PRIVADOS
Não existe lugar onde o salto de renda é mais aparente do que em São Paulo, a capital financeira e maior cidade do país. Num sábado recente, as lojas da Oscar Freire estavam tão cheias que os compradores quase se debatiam pelas peças de roupas da última moda.
Shoppings especializados para ricos estão sendo inaugurados por todo o país, com butiques exclusivas como Giorgio Armani e Hermes. As vendas de novos carros estão batendo recordes mês após mês, e apartamentos de luxo brotam em massa.
Segundo um estudo recente da firma de consultoria MCF, o mercado de bens de luxo no Brasil cresceu 17 por cento no último ano, gerando 5 bilhões de dólares em vendas. A economia como um todo, em contraste, cresceu 5,4 por cento.
"Não está lá ainda, mas o Brasil está a caminho de se tornar um mercado prioritário para as marcas de luxo", disse Carlos Ferreirinha, fundador da MCF e ex-presidente da Louis Vuitton no Brasil.
O crescimento do número de indivíduos de alta renda também deu impulso para fabricantes de helicópteros e aviões privados. A Embraer está vendendo tanto seu pequeno avião empresarial Phenom no Brasil que a empresa espera que ele se torne em breve maioria na frota nacional de aviões privados.
A venda de helicópteros está crescendo quase 13 por cento ao ano. O mercado mais aquecido é a cidade do tráfego travado de São Paulo, onde já existem mais de 500 helicópteros, uma das maiores frotas urbanas do mundo.
A TAM Taxi Aéreo Marília, companhia de taxi aéreo e representante de vendas do Cessna e do Bell Helicopter, costumava atender os pedidos em menos de um ano. Agora clientes precisam esperar até quatro anos por um helicóptero novo.
"Em todos os meus anos no negócio, nunca vi demanda tão forte", disse Rui Aquino, presidente-executivo da empresa.
Mas nem todos os novos membros do clube brasileiro de milionários são grandes gastadores. Calderaro, o "cadete-investidor", ainda vive em um apartamento alugado e prefere investir seu dinheiro na bolsa de valores a gastá-lo em carros exuberantes e casas na praia.
"Minha mãe gosta de dizer que sou econômico, e não um pão-duro", disse. "Eu acho que eu tenho mais prazer em ganhar dinheiro no mercado do que em gastá-lo."

Fonte: Yahoo
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17/07/2008 - 14h37min

Cresce a inadimplência dos brasileiros no primeiro semestre

A taxa de inadimplência dos brasileiros apresentou alta de 6,1% no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2007, revela o "Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Física" divulgado nesta quinta-feira (17). Em junho, houve alta de 7,1%, na comparação com o mesmo mês do ano passado, e queda de 4,5% frente a maio.

De acordo com os técnicos da entidade, o aumento dos juros e da inflação resulta em menor renda disponível e, conseqüentemente, em um menor controle do orçamento doméstico. Com a evolução do crédito, parte dos consumidores ultrapassou o limite de endividamento em relação à renda.

"De forma geral, a inadimplência do consumidor ainda não é alarmante, mas merece ser monitorada, considerando-se que adiante há uma expectativa de crescimento dos preços e dos juros, com menor evolução de renda", informaram os técnicos.

Tipos de dívidas
Mais uma vez, as dívidas com os bancos permaneceram em primeiro lugar no ranking de representatividade: a participação desta categoria foi de 43,2% do total de vencimentos não pagos nos primeiros seis meses de 2008. No mesmo período do ano passado, este percentual era de 37,9%.

Já os débitos com cartões de crédito e financeiras ficaram com a segunda posição e 32% de participação, pouco mais do que os 31,1% dos primeiros seis meses de 2007.

Cheques sem fundos e protestos
Os cheques sem fundos, por sua vez, ficaram em terceiro lugar na representatividade das dívidas, com 22,5% do total, percentual menor do que o registrado no acumulado nos seis primeiros meses do ano anterior (28,4%).

Por último e com menor impacto no indicador, aparecem os títulos protestados, cuja proporção foi de 2,3%, inferior à do mesmo período de 2007 (2,7%).
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15/07/2008 - 13h49min

Com o pessimismo nos EUA, a BOVESPA cai quase 2%

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) opera em forte baixa nesta terça-feira, influenciado negativamente pelo mau humor nos mercados americano e europeu. Os investidores continuam preocupados com a crise do crédito imobiliário de alto risco ("subprime") nos Estados Unidos e seus efeitos sobre a economia.
Às 13h10, o Ibovespa, principal indicador da Bolsa paulista, operava em baixa de 1,96%, aos 59.228 pontos. O giro financeiro é de R$ 2,6 bilhões. Já o dólar comercial está em alta de 0,25%, vendido a R$ 1,59.
As principais Bolsas européias apontam perdas na casa dos 3%. Em Wall Street, o Dow Jones recuava 0,48% e o Nasdaq Composite operava estável, após perder mais de 1,55%.
O mercado segue preocupado com a saúde financeira dos bancos devido aos problemas causados pela crise do "subprime". Além das gigantes hipotecárias Freddie Mac e Fannie Mae, que já vêm atraindo a atenção nos últimos dias, há ainda tensão sobre alguns bancos que divulgam seus resultados trimestrais essa semana --entre eles o Merrill Lynch e o Citigroup.
Os papéis da Fannie Mae caem 20,35%, e as do Freddie Mac perdem 25%. Outros bancos também apresentam baixas importantes, como o Wachovia (-19,7%), Citigroup (-7,1%), Bank of America (-6,45%), US Bancorp (-6,3%) e AIG (-10,4%).
Os comentários do presidente do Fed, Ben Bernanke, também foram recebidos com pessimismo pelos investidores. Ele disse que a economia americana passa por "inúmeras dificuldades", entre elas a piora no mercado de trabalho (a taxa de desemprego no país está em 5,5% e em junho foram fechados 62 mil postos de trabalho), a queda de preços dos imóveis e a situação do sistema financeiro.
Outras grandes empresas também divulgam seus resultados hoje, e devem ajudar a balizar o mercado. A gigante do setor de consumo Johnson & Johnson, por exemplo, informou que seu lucro no segundo trimestre avançou 8% sobre o mesmo período do ano passado, ao atingir US$ 3,3 bilhões. O lucro de US$ 1,17 por ação veio acima do esperado pelos analistas (US$ 1,12). A fabricante de microprocessadores Intel também divulga seus resultados hoje.
Uma das empresas que mais sofreu com a atual crise na economia americana, a General Motors, divulgou hoje um plano para cortar gastos. O plano inclui, entre outros, o corte de 20% do gasto total com funcionários e a busca de US$ 3 bilhões em empréstimos para quitar dívidas.
A inflação também ajuda no mau humor. O PPI (índice de preços no atacado, na sigla em inglês) dos EUA registrou em junho uma alta de 1,8%, depois de altas de 1,4% em maio e 0,2% em abril. Os preços da energia tiveram alta de 6% no mês passado, depois de uma alta de 4,9% em maio e de uma deflação de 0,2% em abril. No acumulado dos 12 meses, o índice teve alta de 9,2% (dado sem ajuste sazonal), maior avanço nessa comparação desde junho de 1981.
No Brasil, o mercado deve repercutir as vendas do comércio varejista, que cresceram 0,6% em maio na comparação com o mês anterior e 10,5% em relação a maio de 2007. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o resultado em relação a abril expressa uma pequena aceleração no ritmo de vendas.
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14/07/2008 - 16h18min

Especialista acredita em queda de mais de 50% do IBOVESPA

Segue análise feita por renomado estudioso do mercado financeiro, tratando de suas expectativas quanto ao IBOVESPA.

ANÁLISE TÉCNICA ENFOQUE

São Paulo 3 de Julho de 2008

O IBovespa está com um potencial de baixa muito grande. Essa queda que deve ser de mais de 50% conforme mostra o estudo anexo, deverá acontecer assim que os mercados americanos romperem os atuais níveis de suporte. Isso é no meu entender uma questão de tempo.

Analista: Fausto de Arruda Botelho

Um dos únicos fatores comuns a todas as bolhas especulativas foi o fato de que no topo dos mercados ou quando eles começaram a cair, não havia sobrado nenhum analista sério prevendo a queda pois todos já haviam ficado pelo caminho. Eu fui um dos que previu a queda dos mercados em julho do ano passado. Tivemos sim a baixa do Sub prime mas em seguida, a Bolsa subiu mais de 100% (em dólar), até 30 de maio passado. Nesse momento em que enxergo uma capotagem dos mercados
mundiais ocorrendo em câmera-lenta, não quero me omitir. O estudo anexo em slides mostra que estamos diante da maior alta da história conhecida da Bolsa Brasileira de ações, desde 1963, tanto no quesito "tempo de duração", como no de "variação percentual". Talvez por esse motivo, eu e muitos outros analistas estivemos prevendo antecipadamente a virada dos preços.
Da minha parte, o que eu achava nas análises que tenho feito desde julho do ano passado sobre a baixa, agora eu acho com uma convicção ainda maior.
No meu entender, estamos na beira do precipício. N. York está prestes a ter uma queda muito grande já que a reta suporte do S&P de 25 anos foi rompida na semana passada. Agora só falta o rompimento do suporte a 1257 (SP500 cash), testado hoje e destacado no gráfico, para que os preços caiam uns 15% rapidamente, e depois muito mais.
Se isso ocorrer como acredito, o IBovespa teria que rever os seus
planos de "Decoupling" do S&P que na minha visão é quem manda no mundo e ainda continuará a mandar por muito tempo.
Neste momento, tomando como base o fundo do pânico inicial do
Sub-Prime ocorrido em 16 de agosto de 2007, se fosse para ocorrer o "Acoplamento" de novo, o Bovespa precisaria cair aproximadamente 46%, só para chegar a esse fundo. Como o S&P já teria caído mais outros tantos 15 a 20%, teríamos uma queda de aproximadamente 60% por aqui que acho está também na iminência de acontecer. De qualquer maneira o potencial de acontecer está aí, armado como um gatilho no meu entender. Poucos, aqui no Brasil, se dão conta disso.
Agora, definitivamente, não é a hora de se estar nos mercados de ações sem um seguro "contra incêndio" ou seja sem a proteção de ordens de stop.
Seguem abaixo, alguns gráficos que ilustram a análise acima:
Esse primeiro gráfico mostra como os Americanos vêm o Dow Jones, sem indexar e numa grande tendência de alta desde o fundo de 1929, com apenas uma grande acumulação de 16 anos entre 1966 e 1982.
Note que a reta suporte foi rompida, o suporte foi penetrado sugerindo teste da reta suporte de Longo prazo.
Na verdade, quando olhamos o gráfico indexado em CPI ( Índice de Inflação americano - Consumer Price Index) vemos uma perspectiva muito mais realista e que sugere, na minha visão, que uma grande correção no Dow Jones é iminente.
Os americanos não entendem de inflação (por enquanto) e conseqüentemente não indexam os seus gráficos. No Google, procurando imagens você só achará gráficos como esse acima. Terá que procurar muito para achar um gráfico como o abaixo, que desconta a inflação americana.
Note o que ocorre na acumulação de 1966 a 1982 mostrada no gráfico de cima. Ela vira uma tendência de baixa de proporções comparáveis a 1929 (gráfico de baixo) e mostra que o fundo do poço foi em 1982 e que desde então, estamos na atual tendência de alta.
São 25 anos de tendência de alta. Nunca imaginei que iria trabalhar com uma reta suporte de 25 anos, mas aí está ela. Rompida!
Isso em análise técnica significa que a tendência de alta foi revertida e que agora teremos uma tendência de baixa. Próxima parada, no meu entender, o fundo de 2002/2003 a 9.000 pontos
Detalhe do mesmo gráfico no curto prazo. A reta azul inclinada é a
reta suporte de 25 anos. Como vimos acima entretanto, os americanos não estão vendo esse gráfico.
Veja agora o S&P que o Americano está vendo ou seja sem indexação.
Abaixo do suporte a 1270 / 1260 têm ordens de stop do mundo todo. Por isso acho que estamos na beira do precipício. Se romper esse nível acho que vai dar um mal estar nos USA que vai respingar no mundo todo.
Para mim o rompimento desse suporte com a conseqüente queda é iminente e será o fator que irá detonar a queda mais forte do Índice Bovespa.
Mesmo gráfico mostrando o nível de suporte do S&P em 1257. Sugere que a reta suporte já rompida no Dow Jones pode ter sido rompida no S&P igualmente.
Enquanto isso a Bovespa, está na reta guia desse canal de alta
cinqüentenário. Veja que interessante as correlações entre os fundos e topos. Neste endereço você encontra esse gráfico abaixo em Flash atualizado, mostrando todos os eventos importantes ocorridos desde 1963 e pode inclusive baixar para o seu computador.
No momento o Ibovespa testa a reta suporte de médio prazo da tendência iniciada com o Lula e parece que está caminhando para testar a reta de longo prazo tem que cair quase 50% para chegar no fundo do subprime, a 36.000 conforme mostra o gráfico abaixo (Indexado em Dolar) Agora veja como estão a China e a India, os outros componentes do BRIC. A China está em tendência de baixa há meses e bem abaixo do fundo do Subprime e a India está muito próximo do fundo do Subprime.
A India está a 2,2% acima do fundo do Subprime. Acho que ela é o
Brasil de amanhã.
Na apresentação de slides anexa está a razão estatística pela qual
acredito que o Bovespa está na iminência de cair uns 60%
Saudações e bons trades.

Fausto de Arruda Botelho CFTe; CNPI
Certified Financial Technician – IFTA
Certificado Nacional de Profissionais de Investimento - registrado na CVM
Diretor Geral da Enfoque Informações Financeiras Ltda. (Enfoque).


Em conformidade com as disposições da Instrução CVM nº 388, eu Fausto
de Arruda Botelho, analista de investimento responsável pela
elaboração deste relatório declaro que:

1. As análises e recomendações refletem única e exclusivamente minhas opiniões pessoais, às quais foram realizadas de forma independente e autônoma, inclusive em relação à (Enfoque).
2. Não mantenho vínculo com qualquer pessoa natural que atue no âmbito das companhias cujos valores mobiliiários foram alvo de análise neste Relatório.
3. A Enfoque não administra fundos, carteiras e clubes de investimentos
4. A Enfoque não possui participação acionária direta ou indireta,
igual ou superior a 1% (um por cento) do capital social de quaisquer das companhias cujos valores mobiliários foram alvo de análise neste relatório.
5. A Enfoque não está envolvida na aquisição , alienação ou
intermediação de valores mobiliários objeto de análise neste
relatório.
6. Não sou titular, direta ou indiretamente, de valores mobiliários de emissão da(s) companhia(s) objeto da análise neste Relatório, que representem 5% (cinco por cento) ou mais de meu patrimônio pessoal, e não estou envolvido na aquisição, alienação e intermediação de tais valores mobiliários no mercado.
7. Nem eu nem a Enfoque recebemos remuneração por serviços prestados e não temos relações comerciais com qualquer das companhias cujos valores mobiliários foram alvo da análise neste relatório, ou pessoa natural ou pessoa jurídica, fundo ou universalidade de direitos, que atue representando o mesmo interesse desta(s) companhia(s).
8. Minha remuneração não está, atrelada à precificação de quaisquer dos valores mobiliários de emissão da(s) companhia(s) objeto de análise neste Relatório, nem às eventuais receitas provenientes dos negócios e operações financeiras realizadas pela Enfoque com esta(s) companhia(s).
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11/07/2008 - 17h20min

Agronegócio: uma grande oportunidade de investimentos

As oportunidades que o País pode ter com o atual cenário das commodities agrícolas e as altas nos custos de produção foram as tônicas do seminário “Perspectivas para o Agribusiness 2008 e 2009” promovido pela BM&FBOVESPA e pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em 24 de junho, em São Paulo. Na conferência de abertura do evento, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, lembrou que o mundo passa por novo momento e que o Brasil tem área suficiente para aumentar a oferta de alimentos mundiais. Em sua avaliação, o País tem pelo menos 50 milhões de hectares de áreas degradadas de pastagens a serem utilizadas pela agricultura e número semelhante ainda não explorado.

Stephanes acredita que os patamares de preços mundiais dos alimentos continuem nos níveis atuais em 2009, podendo ter “novo choque” no ano seguinte. Quanto aos custos elevados de produção, o ministro disse que o Brasil tem dependência grande da importação de alguns insumos, mas espera em cinco a 10 anos ser auto-suficiente na produção de fósforo.

O presidente do Conselho de Administração da BM&FBOVESPA, Gilberto Mifano, destacou, na abertura do evento, o tamanho do agronegócio brasileiro, que responde por 23% do Produto Interno Bruto (PIB) e 36% das exportações, lembrando que o atual cenário de preços mais altos dos alimentos é, na verdade, uma oportunidade. Acrescentou que “a agricultura é uma ilha, cercada de riscos por todos os lados” e, nesse sentido, que a cobertura de hedge ainda é muito pequena em face do tamanho do agronegócio. Por sua vez, o vice-chairman do CME Group, Charles Carey, também destacou as oportunidades de negócios no País: “O Brasil é um mercado muito atrativo.”

Carlo Lovatelli, presidente da Associação Brasileira de Agribusiness (Abag), apoiadora do seminário, disse que “tudo se desenha para um recorde em 2008/09”. Mas se mostrou preocupado com a questão do crédito para o financiamento do setor, uma vez que os custos estão mais altos. Segundo ele, será importante uma compensação do governo (via instrumentos de comercialização), além da necessidade de desoneração tributária do setor.

O otimismo frente ao cenário mundial só foi desfeito pelo economista Paulo Rabello de Castro, sócio-diretor da RC Consultores. De acordo com ele, a recessão nos Estados Unidos pode provocar um freio na expansão da economia de outros países e, por conseqüência, os preços das commodities teriam queda de 7%.

O secretário de Política Agrícola do ministério, Edílson Guimarães, destacou a importância do aporte do seguro rural e também do desenvolvimento de novos mecanismos de financiamento do agronegócio, como os títulos agropecuários.

O diretor de Produtos de Agronegócio e Energia da BM&FBOVESPA, Ivan Wedekin, disse que o setor ainda tem grande possibilidade de crescimento, lembrando que os contratos futuros financeiros giram oito vezes o PIB nacional, enquanto os agropecuários giram apenas 1/3 de todo o PIB da agropecuária brasileira. Wedekin acredita que a parceria da BM&FBOVESPA com o CME Group possibilitará a expansão desses contratos e anunciou novos papéis criados para o setor, em análise pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Esses contratos foram detalhados pela gerente de Pecuária e Energia da BM&FBOVESPA, Fabiana Perobelli. Segundo ela, o contrato de milho terá base local (seis praças) e o do algodão formação de preço em Santos (SP). Também será lançado o contrato do Índice de Commodities Agrícolas.

O encontro foi encerrado por Gustavo Franco, da Rio Bravo Investimentos, que destacou a importância de o País fazer a lição de casa e reduzir os gastos, sem aumentar os juros.
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11/07/2008 - 17h10min

Índice da Bolsa de Valores atinge 60 mil pontos

Influenciada pelas bolsas norte-americanas (que caem mais de 1%), a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) segue em queda e há pouco registrava desvalorização de 0,57%, aos 59.900 pontos. O giro financeiro somou R$ 2,28 bilhões. Pela manhã, o índice apresentou discreta melhora puxado principalmente por empresas que refletem o movimento de commodities como aço e petróleo no mercado internacional. Instantes atrás, as ações da Petrobras (PETR4) subiam 1,42% e Vale (VALE5) recuava 0,90 %.
Hoje pela manhã, o preço do petróleo voltou a bater recorde, tanto em Nova York como em Londres, alcançando US$ 145,85 e US$ 147,50 respectivamente. Apesar de positivo para a estatal brasileira, esse comportamento afetou negativamente as companhias aéreas nacionais. Nesta manhã as ações preferências da GOL(GOLL4) e preferenciais da TAM (TAMM4) recuaram 5,53% e 4,02% respectivamente.
Ainda no front externo, o Departamento do Comércio dos Estados Unidos divulgou que houve um recuo do déficit comercial em maio registrando US$ 59,8 bilhões, ante US$ 60,9 bilhões em abril. O total de importações foi US$ 217,3 bilhões, enquanto que as exportações somaram US$ 157,5 bilhões.
Já os preços dos produtos importados pelos Estados Unidos avançaram 2,6% em junho, puxado principalmente pela alta do petróleo. E o preço dos produtos exportados sofreram incremento de 1%.
Enquanto isso a confiança do consumidor, medido pela Universidade de Michigan, veio acima do esperado pelo mercado registrando 56,6 pontos em junho.
Por aqui, a Fundação Getúlio Vargas divulgou a primeira prévia de julho do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) que veio acima do esperado pelo mercado, reportando alta de 1,55%. O índice subiu 1,97% no mês passado.
Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o Ibovespa com vencimento em junho registrava alta de 0,008%, a 60.905 pontos.
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