Em dia de agenda modesta, as taxas dos contratos de DI futuro encerraram a sexta-feira (3) em nova queda na BM&F Bovespa. Durante a sessão de pouca liquidez, por conta de um feriado nos Estados Unidos, o mercado se atentou para os poucos indicadores revelados na cena interna.
O destaque do dia ficou por conta do saldo comercial, que pode apresentar seu primeiro déficit desde dezembro do último ano. O saldo registrou o montante negativo de US$ 88 milhões na parcial do mês, refletindo as exportações de US$ 10,641 bilhões e importações de US$ 10,728 bilhões no período.
Na noite de quinta-feira foi anunciado que o saldo de recursos de investidores estrangeiros na bolsa brasileira encerrou junho com variação negativa de US$ 1,09 bilhão, ante os quatro resultados positivos consecutivos que foram observados entre fevereiro e maio.
Europa
Entre os poucos indicadores externos, as bolsas europeias repercutiram o anúncio de que as vendas no varejo dos países da Zona do Euro sofreram variação negativa de 0,4% no último mês.
No Reino Unido, os britânicos se apressaram a pagar as hipotecas nos primeiros três meses deste ano, atingindo um total líquido de £ 8,1 bilhões. Os números, apurados pelo Banco Central da Inglaterra, representam o quarto semestre consecutivo de aumento nos pagamentos.
Contrato de agosto de 2009 fechou com taxa de 8,99%
O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em agosto de 2009, registrou uma taxa de 8,99%, mesmo percentual observado no fechamento de quinta-feira.
Infomoney
Após operar alternando entre perdas e ganhos, o dólar comercial encerrou esta sexta-feira (3) em estabilidade, sendo cotado na venda a R$ 1,953, mesmo patamar alcançado no fechamento da sessão anterior.
A sessão foi marcada pela ausência dos mercados dos Estados Unidos, em virtude da véspera do feriado de 4 de julho, o Dia da Independência daquele país. Isso contribuiu para a forte volatilidade vista na bolsa brasileira, diante do baixo volume de negociações presenciado no Ibovespa.
Por aqui, o Banco Central realizou mais uma intervenção no câmbio, ao comprar dólares através de leilão realizado no mercado à vista. Segundo dados do Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais), a operação teve início às 14h57 e terminou às 15h07 (horário de Brasília), cuja taxa aceita ficou em R$ 1,9505.
Agenda fraca
Sem eventos relevantes na agenda de indicadores doméstica, repercutiu a divulgação feita no final da sessão anterior sobre o saldo de recursos estrangeiros no mercado de ações brasileiro. Em junho, o desempenho foi negativo em R$ 1,09 bilhão.
Em virtude do feriado nacional na principal economia do mundo, os investidores ficaram atentos aos indicadores divulgados na Europa, onde tanto os números da atividade no setor de serviços quanto às vendas de varejo decepcionaram os investidores.
Confira as cotações do dólar
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,9510 na compra e R$ 1,9530 na venda, estável em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$ 2,0900, representando um ágio de 7,12% em relação ao dólar comercial.
O dólar acumula desvalorização de 0,51% em julho, frente à baixa de 0,61% registrada no mês passado. No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 16,43%.
Dólar futuro na BM&F
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em agosto encerrou o dia cotado a R$ 1.964, leve baixa de 0,08% em relação ao fechamento de R$ 1.965 da última quinta-feira. O contrato com vencimento em setembro, por sua vez, fechou em baixa de 0,56%, atingindo R$ 1.971 frente à R$ 1.982 do fechamento de quinta-feira.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,95050000.
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,30% para setembro de 2009, estável em relação ao fechamento anterior.
Infomoney
Do início do ano para cá, a demanda pelo minério de ferro brasileiro custa a mostrar uma recuperação mais abrangente. Os números vêm melhorando gradativamente, mas nada muito expressivo. Na espera por esta recuperação, as ações da Vale (VALE5, VALE3) aparecem com valorização de pouco mais de 25% desde o início deste ano.
Como a negociação dos contratos de longo prazo parece bem encaminhada - na falta de um acordo com os chineses, ao menos o mercado já possui a referência de preços para japoneses, coreanos e para a gigante ArcelorMittal -, o futuro das ações da Vale parece depender mais dos sinais de vida da demanda pelo minério brasileiro no mercado internacional.
Os últimos dados de exportação da Secex (Secretaria de Comércio Exterior) revelam relativa melhora em junho, mas sugerem que apesar da participação positiva da China nos números, o restante do mundo segue preocupando. Em relação às ações, a cautela começa a aparecer como consenso entre os analistas.
Recuperação?
Os dados referentes às exportações de junho do setor foram divulgados na véspera pela Secex. O volume de exportações de minério de ferro avançou expressivos 40% na comparação com maio, totalizando 21,4 milhões de toneladas no mês anterior.
O percentual à primeira vista impressiona, mas a equipe do Santander faz algumas ressalvas. Primeiro pela fraca base comparativa de maio, mês que enfrentou condições climáticas adversas e diferentes referências de preço. Outra questão é que este dado não remete diretamente ao desempenho da Vale, mas do total exportado pelo setor.
"Os dados anteciparam que os embarques de minério de ferro da Vale no segundo trimestre podem não apresentar uma recuperação significativa em relação ao primeiro trimestre", pontuou a instituição.
Projeções um tanto otimistas
Partindo da perspectiva de que os fundamentos da indústria de aço chinesa continuem a melhorar e os mercados se estabilizem na Europa, o Morgan Stanley prefere uma avaliação mais otimista.
Mas mesmo com sinais de rápida recuperação nos últimos meses na Europa, os analistas não ignoram o fato da produção mundial de aço, excluindo a China, ter registrado retração de 36% no acumulado dos cinco primeiros meses do ano.
Neste contexto, "os dados de junho das exportações brasileiras de minério de ferro sugerem que nossa projeção de 55,8 milhões de toneladas embarcadas pela Vale no segundo trimestre pode se provar um tanto otimista", completa o Morgan Stanley.
Cautela com a ação
Na balança, as perspectivas para o mercado de aço internacional e a boa valorização acumulada pelas ações este ano apontam para o lado da incerteza. "Estamos cautelosos com as ações da Vale no curto prazo depois deste rali", enfatiza o Morgan Stanley.
A visão é semelhante à do Santander, cujos analistas "continuam cautelosos em relação às ações", recomendando a manutenção dos papéis.
Infomoney
Sem a referência dos mercados norte-americanos, fechados devido ao feriado do Dia da Independência, as bolsas internacionais operam sem tendência nesta sexta-feira (3). Por aqui, o Ibovespa futuro opera em alta de 0,50%, indicando uma abertura no positiva da bolsa paulista.
O início devagar desta sessão une poucas novidades internacionais, uma agenda doméstica tranquila e um noticiário corporativo ainda lento pela manhã. Em destaque, ficam notícias sobre o pré-sal e novos pedidos de análise de oferta de ações.
Vale observar ainda os dados divulgados pela BM&F Bovespa, que mostram um fluxo de recursos de investidores estrangeiros negativo em junho. Conforme as informações da bolsa, o saldo de -US$ 1,09 bilhão é resultado de vendas de R$ 41,543 bilhões contra compras de R$ 40,450 bilhões.
Pré-sal
A Petrobras (PETR3, PETR4) informou que iniciou o refino da primeira carga de petróleo produzido na camada pré-sal da Bacia de Santos. A operação está sendo feita na Refinaria de Capuava, em São Paulo.
De acordo com o comunicado enviado pela empresa, "o processamento deste petróleo será importante para avaliar o rendimento e a qualidade dos derivados produzidos".
Oferta de ações
Em um movimento já anunciado anteriormente, a Natura (NATU3) protocolou pedido de análise de oferta secundária de ações na Anbid ( Associação Nacional dos Bancos de Investimentos). Vale lembrar que, à época em que a empresa confirmou intenções de realizar tal operação, a Ativa Corretora avaliou a decisão como marginalmente negativa para as ações.
Fusões & Aquisições
Por fim, a Cyrela Realty informou que sua diretoria aprovou, em reunião, a aquisição de 50% das ações da empresa uruguaia Liveck, com a consequente celebração do contrato de compra e venda.
Infomoney
Devido ao feriado de Independence Day nos Estados Unidos, a agenda norte-americana é vazia de indicadores. Com o feriado nos EUA e uma agenda local também vazia, no Brasil, o pregão não deve registrar muitos negócios.
Todos os horários de eventos e divulgação de dados no exterior são de Brasília.
EUROPA
Zona do Euro/Varejo: às 6 horas, é informado o total de vendas no varejo em maio.
MERCADO LOCAL
BM&FBOVESPA/Palestras: A Bolsa estará em Campos de Jordão, entre os dias 3 de julho e 1º de agosto, no programa "BM&FBOVESPA Vai até Você". No stand montado na cidade é possível tirar dúvidas sobre investimentos. Também serão realizadas palestras gratuitas, sobre os temas: Educação Financeira, Tesouro Direto e Introdução ao Mercado de Ações. O stand para a apresentação do mercado fica aberto ao público a partir das 10 horas, no Espaço Cultural Veja São Paulo (Rua Mário Otoni Resende, 173, Vila do Capivari). Confira a grade de palestras:
Educação Financeira
12 horas às 12h30 (sábados); 11 horas às 11h30 (domingos)
Tesouro Direto
15 horas às 15h30 (sábados); 12 horas às 12h30 (domingos)
Introdução ao Mercado de Ações
18 horas às 18h30 (sábados); 15 horas às 15h30 (domingos)
AE
Abandonando a indefinição observada nas duas últimas sessões, as taxas dos contratos de DI futuro encerraram a quinta-feira (2) em queda na BM&F Bovespa.
Em dia de agenda movimentada, chamaram a atenção do mercado novos números acerca da inflação no País, assim como dados da indústria brasileira. Lá fora, os destaques da sessão ficaram por conta de indicadores do mercado de trabalho norte-americano e de ações de política monetária na Europa.
A Pesquisa Industrial da Produção Física, formulada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostrou variação positiva de 1,3% na produção industrial doméstica em maio frente a abril. No acumulado do ano, o indicador aponta crescimento de 7,8% para o setor.
No âmbito inflacionário, o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor - Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), mostrou inflação de 0,13% em junho, o que representa desaceleração de 0,33 ponto percentual frente a última apuração. O índice veio abaixo da mediana das projeções do último relatório Focus.
Estados Unidos
Nos EUA, o Relatório de Emprego, divulgado pelo Departamento de Trabalho norte-americano, mostrou que a economia do país perdeu 467 mil postos de trabalho em junho. O resultado representa o décimo oitavo recuo consecutivo de vagas.
A taxa de desemprego atingiu 9,5%, número superior aos 9,4% registrados no mês anterior. Já os ganhos por hora trabalhada permaneceram estáveis, enquanto o mercado esperava uma alta de 0,1%.
Por sua vez, a média de horas trabalhadas por semana (Average Workweek) se apresentou em 33,0 horas, um pouco abaixo das 33,1 antecipadas pelo mercado.
Por fim, o Initial Claims registrou 614 mil novos pedidos de auxílio-desemprego nos EUA durante a última semana. O número ficou em linha com as expectativas do mercado, que estavam em torno de 615 mil. No entanto, cabe ressaltar que o índice ficou abaixo da medição passada, que foi revisada para 630 mil.
Europa
Neste dia, o mercado também avaliou a decisão do Banco Central Europeu de manter inalterada sua política monetária ao optar pela permanência da taxa básica de juro da Zona do Euro no patamar de 1,0% ao ano.
A decisão reflete o fraco desempenho econômico da região nos últimos tempos, em decorrência da crise econômica mundial. Nesta sessão, fora revelada também a taxa de desemprego na Zona do Euro, que atingiu o maior nível em 10 anos, aos 9,5%.
Ainda na Europa, o Banco Central da Islândia decidiu manter a taxa básica de juro em 12% ao ano, enquanto os analistas de mercado esperavam um corte de 100 pontos-base, para 11% ao ano.
Contrato de janeiro de 2011 fechou com taxa de 9,92%
O contrato de juros de maior liquidez nesta quinta-feira, com vencimento em janeiro de 2011, registrou uma taxa de 9,92%, 0,05 ponto percentual abaixo do fechamento de quarta-feira.
Infomoney
A agência de classificação de risco Fitch Ratings avaliou a atual situação do setor bancário brasileiro. Passado o baque inicial da crise, a agência acredita que os bancos brasileiros seguem bem posicionados para administrar o cenário de desaceleração econômica.
"Os recentes resultados mostraram uma esperada queda na rentabilidade, tendo em vista que o crescimento menos acelerado dos empréstimos afetou as taxas de retorno e as provisões de perdas cresceram de maneira constante no quarto trimestre de 2008 e primeiro trimestre deste ano", afirma a Fitch.
Mas apesar da pressão exercida por estes fatores, a agência destaca que indicadores de rentabilidade continuam a mostrar retorno sobre o patrimônio líquido de dois dígitos, entre outras medidas em níveis expressivos se comparados ao obtido pelo setor no restante do mundo.
Ratings
A avaliação da agência sugere que os ratings das principais instituições do setor devem permanecer inalterados. "Os ratings foram mantidos relativamente estáveis e o cenário para a Fitch permanece estável de modo geral".
Apesar dos últimos resultados trimestrais terem evidenciado os impactos da crise sobre o setor, a agência classifica a desaceleração observada como "esperada". Ainda assim, os fundamentos básicos do segmento mostraram certa resistência aos choques externos.
Desafio
Em relação ao futuro, a mudança de cenário para o sistema financeiro brasileiro engloba, entre outros fatores, a necessidade das instituições operarem em meio a juro básico de um dígito. Para a Fitch, os retornos devem ser menores que os verificados recentemente, mas em níveis sustentáveis e significativos na comparação os pares globais.
Infomoney
Prevendo que ainda há riscos de declínio no curto prazo, o banco suíço Credit Suisse manteve o preço-alvo para o Ibovespa ao final de 2009 em 55 mil pontos. Apesar de ressaltar a possibilidade de queda nos próximos meses, a instituição acredita que a situação pode melhorar no final deste ano.
"Mais tarde neste ano, nós vemos espaço para que o mercado acionário brasileiro ganhe força novamente, assim que os investidores começarem a descontar os lucros previstos para 2010 e 2011", informa o banco, em relatório.
O preço-alvo estabelecido para o principal índice da bolsa paulista sugere um P/L (múltiplo que mede a relação entre preço e lucro projetado) de 12 meses de 11,8 vezes.
Setores preferidos
Na análise setorial, a preferência do Credit Suisse recai sobre nomes voltados ao mercado doméstico, tendo como ponto de partida os sinais de que a economia brasileira atingiu sua mínima no primeiro trimestre de 2009.
De onde saem esses sinais? "O mercado de trabalho está se estabilizando, a confiança do consumidor voltou aos níveis de setembro de 2008, a confiança do produtor está aumentando pelo sexto mês consecutivo, a produção industrial está se recuperando e os resultados de investimento externo em maio foram os melhores na história desse mês", justifica o banco.
Já entre os setores que despertam cautela estão os ligados a commodities. Para os analistas do Credit Suisse, a relutância em apostar nas grandes cíclicas se deve à percepção de que suas cotações subiram mais do que os fundamentos justificariam.
Mudanças nas recomendações
Na estratégia de julho, o Credit Suisse aumentou o peso da Lojas Renner, ao mesmo tempo em que reduziu a exposição aos papéis do Grupo Pão de Açúcar. O banco também optou por elevar o peso do Itaú Unibanco em detrimento do Bradesco, mudando também a preferência de curto prazo de Eletropaulo para CPFL.
Nas recomendações por setor, as mudanças foram: o aumento da posição overweight (acima da média) dos setores de alimentos e mídia e redução da sugestão de marketweight (em linha com o mercado) para underweight (abaixo da média) para empresas de telefonia fixa.
Dessa forma, as recomendações do Credit Suisse são as seguintes:
Overweight: telefonia móvel, concessionárias rodoviárias, energia e saneamento, saúde, financeiro, mídia, petroquímico, varejo, alimento e construção.
Marketweight: bebidas.
Underweight: petróleo e gás, mineração, agricultura, papel e celulose, logística, aéreo, siderúrgico, telefonia fixa e processo de pagamentos.
No portfólio do banco de investimento composto por ações de empresas latino-americanas, aparecem GVT (GVTT3), Eletropaulo (ELPL6) e OGX (OGXP3) - todas com recomendação outperform -, além da CPFL Energia (CPFE3), com recomendação neutra.
Infomoney
Dados de empregos nos Estados Unidos chamam a atenção dos investidores. O Nonfarm Payroll, com a variação do número de postos de trabalhos criados ou fechados em toda a economia norte-americana, é informado juntamente com a taxa de desemprego dos EUA em junho.
No Brasil, o destaque é a produção industrial em maio. Na comparação mensal, pode haver alta de 0,6%, de acordo com análise de especialistas. Na comparação anual, porém, pode haver queda de 12,2%.
Na Europa, a agenda de quinta-feira reserva o anúncio da taxa de juros básica da Zona do Euro. Atualmente, ela é de 1% ao ano e a expectativa é de manutenção.
Todos os horários de eventos e divulgação de dados no exterior são de Brasília.
EUA
EUA/ Nonfarm Payroll: às 9h30, o Departamento do Trabalho dos EUA anuncia o índice de emprego Nonfarm Payroll em junho.
EUA/Desemprego: às 9h30, o Departamento do Trabalho norte-americano também divulga a taxa de desemprego de junho.
EUA/Auxílio-desemprego: às 9h30, o Departamento do Trabalho dos EUA informa o número de pedidos de auxílio-desemprego feitos na semana até 27 de junho.
EUA/Encomendas: O Departamento do Comércio dos EUA divulga, às 11h00, as encomendas da indústria ocorridas em maio.
EUROPA
Zona do Euro/Emprego: às 6 horas, a Zona do Euro informa a taxa de desemprego de maio.
Europa/Juros: O Banco Central Europeu (BCE) anuncia, às 8h45, a decisão sobre a taxa de juros européia.
MERCADO LOCAL
FIPE/IPC: às 5 horas, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, da USP, anuncia o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-Fipe), referente à primeira quadrissemana de junho.
IBGE/Produção Industrial: às 9 horas, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga os dados da produção industrial em maio,além da capacidade instalada da indústria.
AE
As taxas dos contratos de DI futuro encerraram a sessão desta quarta-feira (1) sem tendência definida na BM&F Bovespa. Os destaques do dia ficaram por conta de indicadores norte-americanos, enquanto que, no âmbito interno, a agenda mais calma trouxe novos números inflacionários e dados acerca da balança comercial.
De acordo com números divulgados pela FGV (Fundação Getulio Vargas), o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal) de 30 de junho apresentou inflação de 0,12%, o que representa uma contração de 0,08 ponto percentual frente à última apuração.
Já o fluxo cambial acumulou o montante negativo de US$ 1,227 bilhão durante os 19 primeiros dias úteis de junho, conforme reportou o Banco Central no final da manhã. O resultado representa uma expressiva retração na comparação com o superávit das três primeiras semanas do mês, que somou US$ 380 milhões.
Por sua vez, a balança comercial do País registrou saldo superavitário de US$ 1,249 bilhão na última semana de junho. Segundo o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio), o acumulado do ano já soma a cifra de US$ 13,9 bilhões.
Cena externa
Nos Estados Unidos, o ADP Employment apresentou variação negativa no número de postos de trabalho do setor privado norte-americano na passagem de maio para junho. No período, 473 mil vagas foram fechadas no mercado de trabalho dos EUA, surpreendendo negativamente o mercado, que esperava por 394 mil postos a menos.
Em linha com o esperado pelo mercado, o ISM Index, que mede o nível de atividade industrial nos Estados Unidos, atingiu 44,8 pontos em junho, conforme os dados divulgados pelo Institute for Supply Management.
Já o Construction Spending, que mede os gastos com construção civil nos Estados Unidos, recuou 0,9% no mês de maio, segundo dados divulgados pelo Departamento de Comércio dos EUA. O resultado frustrou as expectativas do mercado, que antecipava variação negativa de 0,6% para o indicador no período.
Contrato de outubro de 2009 fechou com taxa de 8,82%
O contrato de juros de maior liquidez nesta quarta-feira, com vencimento em outubro de 2009, registrou uma taxa de 8,82%, mesma variação observada no fechamento de terça-feira.
Infomoney
Depois de fecharem o melhor trimestre em uma década, as bolsas norte-americanas operam em alta nesta quarta-feira (1), com a contribuição de indicadores econômicos. O dado que revela as assinaturas de contratos de vendas de casas traz certo otimismo.
Ademais, na próxima sessão será divulgado o Employment Report. Os analistas esperam que junho tenha registrado menos cortes de emprego que o mês anterior, sugerindo uma melhora do setor e indicando certa estabilidade.
No setor alimentício, a General Mills elevou suas projeções para os ganhos de 2010 para US$ 0,42 por ação, graças aos menores custos com ingredientes. Além disso, a empresa aumentou em 94% a previsão de ganhos para o quarto trimestre do ano. Neste contexto, os ativos da companhia sobem 3,76%.
Montadoras
A Ford disse que suas vendas recuaram 11% em junho com relação ao mesmo mês de 2008. O declínio é mais moderado que o apresentado nos meses anteriores, sustentado as expectativas de que a indústria automotiva pode estar se recuperando. Deste modo, os papéis da empresa recuam 0,19%.
Da mesma forma, a Chrysler viu suas vendas caírem durante o mesmo período, mas a queda de 42% foi mais acentuada. Já as vendas da General Motors declinaram 33% e seus ativos têm desvalorização de 20,83%.
IPOs
Nas notícias de IPOs (Initial Public Offerings), os papéis da produtora de softwares LogMeIn operam com forte alta de 28,8% em sua estreia na Nasdaq. Todos os IPOs do ano tiveram preços ou acima ou em linha com os esperados, exceto os da universidade Bridgepoint Education, cujas ações caem 4,18%.
FMI
Pela primeira vez, o FMI (Fundo Monetário Internacional) pode emitir US$ 150 bilhões de títulos, visando incrementar o financiamento às atividades da instituição, às voltas com intervenções bilionárias em várias economias balançadas com a crise.
Bolsas dos EUA em alta
O índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, opera em valorização de 0,90% e atinge 8.523 pontos.
O Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, negocia em alta de 0,81% a 1.850 pontos.
Infomoney
Os mercados globais iniciam o mês de julho em território positivo. O Ibovespa sobe nesta quarta-feira (1), beneficiado pela valorização dos preços de commodities ao redor do globo. Além de usufruir do bom humor em Wall Street e na Europa, diante de referências favoráveis da agenda econômica.
Sob o impulso das cotações de matérias-primas, que refletem um maior grau de confiança em relação às condições de demanda na China, os papéis da Vale ajudam a sustentar o índice paulista. Nos EUA, 29 das 30 principais blue chips do Dow Jones operam em alta.
Agenda
O PMI (Purchasing Managers' Index) chinês marcou avanço pelo quarto mês consecutivo no decorrer de junho, indicando uma melhora sensível da atividade industrial. Segundo o Banco Mundial, a crise econômica chegará ao fim com a recuperação das economias emergentes, especialmente a chinesa.
O ISM Index, que mede o nível de atividade industrial nos EUA, avançou em relação ao mês anterior e ficou em linha com o esperado no mês de junho.
Enquanto a NAR (Associação Nacional de Corretores de Imóveis dos Estados Unidos) divulgou que o número de contratos de compra e venda de casas usadas apresentou avanço de 0,1% em maio, ficando acima das expectativas.
Treasuries
Com a ideia de que o pior pode ter ficado para trás, a menor procura por Treasuries influencia o preço das notas do Tesouro dos EUA, que opera em queda, empurrando para cima seus rendimentos.
Petróleo
Por sua vez, o preço do barril de petróleo é negociado com desvalorização em Londres e Nova York. Apesar de os estoques dos Estados Unidos terem caído pela quarta vez consecutiva, terminando a última semana no patamar dos 350,2 milhões de barris.
No Brasil
Por aqui, o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal) de 30 de junho marcou inflação de 0,12%, taxa 0,08 ponto percentual inferior à registrada na medição anterior, de 0,20%.
Já a balança comercial registrou um saldo positivo de US$ 1,249 bilhão na quarta semana de junho. Com isso, o saldo acumulado no ano avançou para US$ 13,987 bilhões, segundo os dados divulgados pelo MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).
E o fluxo cambial acumulado nos 19 primeiros dias úteis de junho ficou negativo em US$ 1,227 bilhão, informou o Banco Central do Brasil. O resultado mostra uma piora substancial em relação ao superávit acumulado nas três primeiras semanas do mês, de US$ 380 milhões.
Dólar e DI
No mercado de câmbio, a moeda norte-americana registra queda de 1,63% frente ao real, sendo cotada a R$ 1,931. Os juros futuros operam sem tendência definida na BM&F Bovespa.
Bolsa
O Ibovespa apresenta alta de 1,13% nesta tarde e atinge 52.049 pontos. O volume financeiro é de R$ 3,067 bilhões.
O principal destaque positivo fica com as ações preferenciais da TAM (TAMM4), que registram valorização de 4,36% e são cotadas a R$ 21,08. Com essa variação, a alta acumulada desde o início do ano chega a 10,42%.
Por outro lado, o pior desempenho fica com os papéis PN da AmBev (AMBV4), que são cotados a R$ 125,99 e apresentam baixa de 1,11%.
Infomoney
Na quarta-feira, o número de empregos formais criados no setor privado dos EUA é informado pela consultoria ADP. Há expectativa de fechamento de 375 mil vagas. O resultado divulgado pela ADP é importante porque é considerado uma prévia dos números do Nonfarm Payroll, que aponta a variação do número de postos de trabalhos criados ou fechados em toda a economia norte-americana.
Todos os horários de eventos e divulgação de dados no exterior são de Brasília.
EUA
EUA/Hipotecas: às 8 horas, a Associação de Bancos de Hipoteca (MBA, na sigla em inglês) anuncia o índice de solicitações de empréstimos hipotecários na semana até 26 de junho.
EUA/Emprego: a ADP Employment Report e a Macroeconomic Advisers anunciam, às 9h15, o total de postos de trabalho criados nos EUA em junho.
EUA/ISM Indústria: o Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM, na sigla em inglês) disponibiliza, às 11 horas, números do setor industrial dos EUA referentes a junho.
EUA/Construção: o Departamento do Comércio dos EUA anuncia, às 11 horas, os gastos em construção civil referentes a maio.
EUA/Imóveis: às 11 horas, a Associação Nacional dos Corretores de Imóveis (NAR, na sigla em inglês) dos EUA anuncia o resultado das vendas de imóveis pendentes em maio.
EUA/Petróleo: o Departamento de Energia norte-americano divulga, às 11h30, o relatório semanal dos estoques de petróleo e derivativos.
EUA/Vendas de Veículos: em horário não informado, o Departamento do Comércio norte-americano anuncia o total de vendas de veículos no mês de junho.
MERCADO LOCAL
FGV/IPC-S: a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulga, às 8 horas, o Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S), em junho.
MDIC/Balança Comercial: o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) anuncia, às 11 horas, os números da balança comercial (exportações, importações e saldo) de junho.
Bacen/Fluxo Cambial: o resultado semanal do fluxo cambial será anunciado pelo Banco Central durante o dia.
AE
Quando vai operar no mercado de ações, o investidor encontra três módulos de análise: fundamentalista, técnica ou sorte. Deixando de lado a última, por razões óbvias, as duas primeiras encontram amplo respaldo entre os investidores, apesar das diferenças.
Com base nos fundamentos e múltiplos das empresas, ou subsidiado pelos padrões das cotações das ações, as duas análises almejam um objetivo: antecipar o movimento do mercado.
Por ora, os analistas procuram antever o desempenho do mercado no mês de julho, que tem início na próxima quarta-feira, após um junho predominantemente de venda e marcado por rompimentos consecutivos de suportes importantes no mercado doméstico e internacional.
Neste mês...
O Ibovespa perdeu o suporte dos 51.100 pontos, representado pela retração de 50% de toda perna de baixa vinda desde o topo histórico até o fundo do mercado, ao passo que encaminha-se, neste sentido, para romper os 49.500 pontos, como também há possibilidade de testar o topo do mercado este ano (54.955 pontos).
Já o Dow Jones, índice que mede o desempenho das 30 principais blue chips dos EUA, deixou para trás o suporte em 8.500 pontos e aproxima-se dos 8.250 pontos, região testada inúmeras vezes nos últimos meses.
Diante este cenário de tendência secundária e terciária de queda, quais são as perspectivas para o próximo mês de julho com base nos conceitos de análise técnica?
Para o próximo mês...
Mercado brasileiro
A principal expectativa gira em torno do O-C-O (Ombro-Cabeça-Ombro) formado pelo índice brasileiro no gráfico diário, como o primeiro ombro próximo dos 52.100 pontos, cabeça na máxima do mercado em 2009 e o segundo ombro sendo formado neste pregão de segunda-feira (29), que necessariamente deve ser confirmado ao final do dia e na próxima sessão.
O padrão gráfico, que segundo os conceitos de análise técnica sinaliza baixa, é interpretado como um sinal alerta pelo analista técnico da Ativa Corretora, Eduardo Collor. Segundo Collor, a figura pode ser traduzida como uma antecipação do próximo movimento de baixa por parte dos investidores, que, por este motivo, optam por não entrar no mercado neste momento.
Tendo em vista o padrão, é necessário estar atento ao rompimento da linha do pescoço do O-C-O próxima à casa dos 48.400 pontos, afirma Christian Cayre, analista do CHR Investor, uma vez que confirma a tendência de baixa e impulsiona o índice para seu principal suporte nos 46.500 pontos, como também oficializa a média móvel de 21 dias como resistência do mercado, antes um dos principais suportes.
A figura só é anulada caso o Ibovespa ultrapasse o linha dos ombros, deixando para trás a resistência dos 52.100 pontos, com objetivos em 55.000 pontos e em 58.300 pontos, de acordo com os analistas do Itaú.
Fluxo das 10 Mais
Formulado por Cayre, o Fluxo das 10 Mais resume o saldo financeiro das 10 principais corretoras internacionais que operam na BM&F Bovespa, um estudo cujo objetivo é identificar a movimentação do capital externo nos papéis do índice, sem contar os investidores que aplicam por meio de corretoras nacionais. Na lista, estão, por exemplo, Morgan Stanley, Merrill Lynch, UBS e Credit Suisse Hedging-Griffo.
Neste comparativo entre desempenho do papel e fluxo de investimento das corretoras estrangeiras, o analista do CHR Investor verificou que houve uma saída de recursos das blue chips.
Como destaque da semana passada, as corretoras internacionais venderam mais de R$ 314 milhões papéis preferenciais da Vale, que vem liderando nas últimas semanas as saídas dos estrangeiros, ao passo que compraram R$ 113,8 milhões e R$ 70,1 milhões de ações do Bradesco e Petrobras, respectivamente.
Mercado norte-americano
Enquanto isso, o Dow Jones segue operando dentro de sua congestão entre 8.600 pontos e 8.260 pontos, que, por acaso, configura a formação de um O-C-O em seu gráfico diário, com o primeiro ombro na banda superior da congestão e a linha do pescoço próxima da linha inferior do canal lateral.
Caso venha romper a resistência de 8.460 pontos, o índice tem espaço para formar exatamente o segundo ombro do padrão de baixa, salienta Collor, ascendo o sinal de alerta no mercado norte-americano, como no caso do Ibovespa.
Contudo, ao avaliar outros indicadores do mercado dos EUA, Cayre vislumbra um viés positivo, como no caso do VIX (Volatility Index), que na sexta-feira (26) testou seu suporte principal e pode voltar permear a casa dos 20 pontos caso confirme nos próximos pregões o rompimento.
Outro indicador favorável, ao menos no curto prazo, é a LAD de Nova York, que é o saldo diário das ações que subiram e caíram na bolsa, que rompeu sua resistência e encaminha-se para a máxima do ano caso mantenha o movimento ascendente, ressalta Cayre, como também há possibilidade de ser impedida pela média móvel de 21 períodos, tornando-se, assim, sua principal resistência a ser superada.
Portanto...
É de fundamental importância acompanhar de perto o movimento de mercado, principalmente em relação aos O-C-O formados nos índices acionários, com também ao movimento dos investidores estrangeiros em julho, fundamental para definir a tendência do mercado doméstico.
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O BNDES ( Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) anunciou a conclusão da captação de US$ 1 bilhão em títulos com vencimento em 10 anos no mercado internacional. Segundo a instituição, os juros pagos ao investidor ficaram em 6,546%, o que representa um premio de 3% sobre os Treasuries de prazo equivalente.Os recursos captados irão compor o orçamento da instituição.
Em junho deste ano, duas equipes de executivos do banco realizaram uma apresentação institucional em diversas capitais norte-americanas, tendo obtido bom retorno dos investidores, o que levou o BNDES a rapidamente anunciar a operação.
Ainda de acordo com o documento divulgado, a demanda pelos títulos foi "muito superior" ao valor oferecido ao mercado, sendo que a instituição ressalta o fato de que uma parcela significativa dos papéis ser adquirida por investidores de longo prazo, demonstrando uma maior confiança no risco de crédito dos títulos do BNDES.
Histórico
O prêmio registrado nesta operação também ganha destaque quando comparado a outras emissões do banco. No ano passado, o prêmio pago no mercado secundário sobre títulos com vencimento em 2018 foi de 0,20%, abaixo da média de 0,50% que vinha sendo observada nas emissões primárias no mercado internacional.
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Seguindo sua política fiscal expansionista, o governo federal decidiu prorrogar na segunda-feira (29) a redução do IPI para alguns produtos eletrodomésticos da linha branca, materiais de construção e automóveis, além de novas medidas para estimular o setor de bens de capital.
Após o anúncio, vários órgãos representantes da indústria, como Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e Abimac (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), comemoram as desonerações do Imposto Sobre Produto Industrializado, assim como os analistas de Ativa, Ágora, Link Investimentos e Rosenberg & Associados.
Para as equipes, as medidas adotadas são positivas para o setor automotivo, que, por ser uma indústria chave, refletirão em outros aglomerados industriais como o setor de autopeças e siderurgia. Os efeitos positivos também se estendem ao varejo, através da prorrogação da redução do IPI da linha branca.
Principais medidas
Entre as medidas anunciadas, os analistas da Ágora destacam aquelas que devem influenciar tanto a performance da economia brasileira, como também as ações vinculadas aos setores beneficiados:
Extensão por mais de três meses da redução do IPI para veículos, que passa a vigorar até setembro deste ano. A partir desta data, a volta do imposto será gradual. No setor de caminhões, a isenção do IPI valerá até o final do ano
Prorrogação para até 31 de outubro da redução do IPI da linha branca;
Prorrogação para até 31 de dezembro da desoneração do IPI para determinados materiais de construção civil, além da inclusão de vergalhões de aço e cobre;
No setor de bens de capital, foi implementada a redução do IPI para 70 itens até 31 de dezembro;
Para a corretora, as medidas adotadas são positivas para o setor siderúrgico, uma vez que estas iniciativas deverão impulsionar a demanda por aço no decorrer deste ano.
Ainda sobre os setores afetados favoravelmente, a Ativa destaca os segmentos de automóveis, tendo em vista o impulso nas vendas de veículos nos últimos meses, e "menos sensíveis" ao setor de caminhões, "pois tem uma decisão de compra mais racional", ao passo que antevê uma recuperação mais consistente somente conforme a melhora do cenário macroeconômico.
Positivo também para a linha branca, destaca a Ativa, pois deve impulsionar as vendas do setor de varejo especializado em eletrodomésticos. Contudo, a equipe não vê o mesmo sucesso para os bens de capital, tendo em vista o baixo nível de utilização da capacidade instalada da indústria neste momento.
Ainda assim, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e o Banco do Brasil serão os administradores de um novo fundo garantidor de crédito para micro, pequenas e médias empresas e compras de bens de capital, com cobertura de 80% da operação e R$ 4 bilhões de aporte do Governo, o que, segundo os analistas da Rosenberg, deve trazer um alento em termos de crédito a pessoa jurídica.
Quais ações serão beneficiadas?
Na visão da Ágora, as desonerações serão benéficas, principalmente, para Usiminas e Gerdau, uma vez que a primeira é a principal fornecedora de aços para a indústria automobilística, enquanto a segunda companhia é a principal fornecedora de vergalhões no território nacional.
Um pouco menos otimista em relação ao setor siderúrgico frente às medidas e ao desempenho das vendas de automóveis, a Link mantém sua recomendação de neutro para os papéis da indústria siderúrgica, com os analistas ainda preocupados com o nível da demanda por aço.
Já a Ativa é mais incisiva sobre as medidas adotadas: positivo para Tegma (TGMA3), Lupatech (LUPA3), para as varejistas Lojas Americanas (LAME4), B2W (BTOW3) e Pão de Açúcar (PCAR4) e, em menor escala, para Randon (RAPT4), Iochpe-Maxion (MYPK3), WEG (WEGE3) e Indústrias Romi (ROMI3).
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Com a agenda repleta de indicadores domésticos, as taxas dos contratos de DI futuro encerraram a sessão desta segunda-feira (29) em alta na BM&F Bovespa. Entre os destaques do dia está o anúncio do governo acerca da prorrogação de desonerações tributárias, assim como a versão atualizada do relatório Focus e novos números de inflação.
Sinalizando que a economia brasileira ainda se recupera dos efeitos da crise, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou no início da tarde a prorrogação da redução de IPI (Imposto de Produtos Industrializados) para os setores que eram contemplados com o estímulo como, por exemplo, transportes e bens de consumo.
O Ministério da Fazenda prevê que, com a extensão do período em que os impostos estarão reduzidos, o governo deixará de arrecadar cerca de R$ 3,342 bilhões este ano, sendo que a maior contribuição para o montante virá da redução do IPI incidente sobre os automóveis, R$ 1,405 bilhão.
Economia brasileira
Na publicação semanal do Banco Central, as expectativas acerca do PIB (Produto Interno Bruto) ao final de 2009 foram mais positivas frente as estimativas da última semana, passando de -0,57% para -0,50%. Para o final do próximo ano a projeção permaneceu no patamar de +3,50%.
Por sua vez, a Nota de Política Fiscal mostrou que o superávit primário foi de R$ 1,119 bilhão durante o mês de maio. No mês anterior, o indicador apontara saldo superavitário de R$ 11,950 bilhões, já no quinto mês do ano passado foi registrado o montante de 8,421 bilhões, conforme dados divulgados pelo Banco Central.
Inflação
No âmbito inflacionário, a FGV (Fundação Getulio Vargas) divulgou nesta data o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), que mostrou variação negativa de 0,10% em junho. O resultado surpreendeu o mercado, que antecipava alta de 0,20% para o índice no período.
Ainda sobre a inflação, o mercado se atenta ao longo da semana para a reunião do CMN (Conselho Monetário Nacional), que irá discutir as metas para a inflação nos próximos dois anos.
Contrato de janeiro de 2011 fechou com taxa de 10,05%
O contrato de juros de maior liquidez nesta segunda-feira, com vencimento em janeiro de 2011, registrou uma taxa de 10,05%, 0,09 ponto percentual acima do fechamento de sexta-feira.
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O Ministério da Fazenda anunciou nesta segunda-feira (29) novas medidas de incentivo a indústria nacional com alteração temporária nas regras de empréstimos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Por decisão do Conselho Monetário Nacional, a taxa de juro de longo prazo foi reduzida de 6,25% para 6,00% ao ano, o que serviu de base para um série de repasses ao juro de financiamentos do banco.
Entre os cortes citados está a equalização até o fim de 2009, por parte do Tesouro Nacional, das taxas de juro de contratantes de crédito de até R$ 42 bilhões para a aquisição e produção de bens de capitais e para inovação em até 5,5 pontos percentuais ao ano.
Segundo o release da instituição, a forte redução dos juros de seus financiamentos visa ampliar o apoio ao setor de bens de capital e à inovação da engenharia nacional.
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O Governo apresentou um superávit primário de R$ 1,119 bilhão durante o mês de maio, frente ao superávit registrado em abril de R$ 11,950 bilhões e de R$ 8,421 bilhões apurado em igual período do ano passado, conforme dados divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira (29) por meio da Nota de Política Fiscal.
O resultado foi o primeiro em que "as estatísticas de dívida líquida e necessidades de financiamento do setor público passaram a excluir de sua abrangência as empresas do Grupo Petrobras", informou o BC, que reviu os dados passados para que a comparação pudesse ser feita de modo coerente.
Em base mensal, o pagamento de juros caiu ao passar de R$ 12,890 bilhões em abril para R$ 12,593 bilhões em maio.
O resultado nominal, que inclui o resultado primário e os juros nominais, registrou déficit de R$ 11,474 bilhões durante o mês passado. "Contribuiu (...) o desempenho menos favorável da arrecadação em 2009, que vem refletindo os efeitos da crise financeira internacional sobre o nível de atividade, bem como a atuação anticíclica do governo federal", afirmou o BC.
Resultados em relação ao PIB
Em relação ao PIB e considerando o fluxo acumulado no ano, a participação dos gastos com juros nominais ficou em 5,53% no período, enquanto a parcela fora de 5,44% no mês anterior, ainda considerados os dados da Petrobras. Sem a estatal, a participação foi de 5,7%, informou o BC.
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Em sua oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês), a Redecard,processadora de transações dos cartões da bandeira Mastercard, levantou mais de R$ 4 bilhões e gerou, em um curto prazo, ganhos extraordinários aos investidores que participaram do IPO. Para se ter uma idéia, mesmo com a crise, a Redecard continuou a apresentar índices robustos de crescimento e suas ações, atualmente, estão cotadas a um valor superior ao de sua estréia na bolsa (R$ 32,16 contra R$ 27,00 no lançamento).
Hoje é a vez da concorrente da Redecard chegar à BM&F Bovespa, o que está gerando muita expectativa entre os investidores. A Visanet, que processa as transações com os cartões Visa, é maior e mais lucrativa que a rival. Ela possui um modelo de negócios que lhe dá exclusividade para o processamento das transações da Visa - a Redecard não tem um vínculo tão forte com a Mastercard.
Os sócios da Visanet - Bradesco (39% do capital), Banco de Brasil (31%), Santander (14,4%) e Visa (10%) - planejam há um bom tempo ter as ações da empresa na BM&F Bovespa e tinham todo o interesse em fazer o IPO o mais rapidamente possível, ainda com a atual legislação em vigor. Assim, a recuperação do mercado acionário mundial criou a janela necessária para a concretização desse objetivo.
De acordo com reportagem publicada em jornal de circulação nacional, o governo não quer que a Visanet continue sendo credenciadora exclusiva da bandeira Visa. Também não aceita que a Visanet e a Redecard mantenham a atual estrutura verticalizada, na qual controlam também a prestação de serviços de rede (captura e processamento de transações e aluguel dos terminais utilizados para os pagamentos, conhecidos como POS) e as operações de compensação e liquidação dos pagamentos feitos com o cartão. O governo quer desmontar essa estrutura para permitir a entrada de outras empresas no mercado. Atualmente há no Congresso quatro projetos em amitação que aumentam a regulação do setor de cartões, todos voltados para os interesses dos lojistas.
Não obstante esse risco regulatório, os bons fundamentos da Visanet amenizaram a desconfiança dos investidores e garantiram o sucesso da oferta. A empresa é líder do setor de cartões de pagamento no mercado brasileiro, com participação de 46,8% no volume total movimentado, que foi de R$ 375,4 bilhões em 2008 (dados da Abecs, a associação do setor de cartões). Além disso, é a que possui a maior abrangência no território nacional, contando com 1,4 milhões de estabelecimentos credenciados.
Os resultados operacionais da empresa nos últimos anos também têm se mostrado robustos e contínuos. Entre 2006 e 2008, a Visanet teve uma expansão anual de 25,9% em volume financeiro de transações, tendo atingido a cifra de R$ 175,6 bilhões no fim de 2008. Sua receita líquida foi de R$ 2,875 bilhões e o lucro, R$ 1,393 bilhão (26% superior ao da concorrente Redecard).
Assim, não é à toa que as ações que começarão a ser negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo nesta segunda (29) representam o maior IPO da história do mercado acionário brasileiro.Nem mesmo a exclusão de 22 das maiores corretoras para investidores pessoas físicas do Brasil, por conta de divulgação de material publicitário não autorizado pela CVM - entre as maiores, somente a corretora Spinelli, representada no Piauí pela Econométrica Investimentos, não foi excluída do IPO - foi capaz da atrapalhar o processo, uma vez que 80% da oferta ficará nas mãos de investidores institucionais. O processo de bookbuilding fixou o preço da ação em R$ 15,00, o que totalizou um volume captado de R$ 8,397 bilhões.
Impulsionado pelo desempenho positivo dos mercados externos e pelo IPO (Initial Public Offering) da VisaNet nesta segunda-feira (29), o Ibovespa inicia a sessão com ganhos de 0,70%, a 51.845 pontos. Sem indicadores nos Estados Unidos, mercados acompanham dados econômicos na Europa e na Ásia, além de destaques corporativos.
Embora a principal referência financeira internacional - Wall Street - não forneça dados mais relevantes aos investidores neste dia, importantes números favoráveis sobre produção industrial e confiança do consumidor, respectivamente no Japão e na Europa, favorecem os negócios.
A semana também se inicia sob a divulgação de diversas notícias a respeito de aquisições corporativas, como a compra de ações da Rio Tinto pela Chinalco, ou a possível proposta da Vodafone pela T Mobile UK, subsidiária da Deutsche Telekom no Reino Unido.
Perspectivas
"Em linhas gerais, os indicadores devem seguir apontando um menor ritmo de deterioração da economia, mas confirmando que o processo de recuperação será gradual e relativamente lento, o que deve fazer com que os mercados continuem mais otimistas em alguns momentos e realizando lucros em outros", afirma Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK Corretora.
Para os analistas técnicos da corretora Spinelli, o Ibovespa "trabalha praticamente em cima do nível de 51,6 mil pontos e da média móvel de 21 dias, cujos rompimentos podem anular os sinais de baixa, recentemente apresentados".
Papéis em destaque
Dentre os papéis que são negociados nesta manhã, destaque para Sabesp ON (SBSP3, R$ 29,51, +2,43%), BM&F Bovespa ON (BVMF3, R$ 11,75, +2,17%), Telemar ON (TNLP3, R$ 37,79, +2,14%), Usiminas ON (USIM3, R$ 40,80, +1,97%) e Aracruz PNB (ARCZ6, R$ 3,11, +1,97%).
Último pregão
O principal índice da bolsa paulista fechou o pregão de sexta-feira em leve baixa de 0,06%, atingindo 51.485 pontos e registrando uma alta acumulada no ano de 37,11%. O volume financeiro foi de R$ 3,82 bilhões.
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A última semana de junho é mais nos Estados Unidos, devido ao feriado na próxima sexta-feira de Independence Day. Nesta segunda-feira, o destaque recai sobre a agenda local, com o anúncio do Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) de junho. Há perspectiva de queda de 0,10% no preço dos produtos.
Além disso, o mercado fica de olho no Boletim Focus, com a projeção para algumas variáveis macroeconômicas, e nos números do governo (superávit primário e relação Dívida/PIB).
Todos os horários de eventos e divulgação de dados no exterior são de Brasília.
EUA
EUA/Atividade: o escritório de Chicago do Federal Reserve (Banco Central dos EUA) divulga o índice de atividade da região em maio, às 9h30.
EUA/Manufatura: o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos) de Richmond anuncia, às 11h30, o índice de manufatura de junho.
EUROPA
Inglaterra/Preço dos imóveis: nesta semana, a Inglaterra divulga a variação do preço dos imóveis no país.
Inglaterra/Crédito: às 5h30, o país anuncia o total disponibilizado de crédito ao consumidor em maio.
Zona do Euro/Confiança do consumidor: às 6 horas, é informada a confiança do consumidor europeu em junho.
MERCADO LOCAL
FGV/IGP-M: a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulga, às 8 horas, o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) de junho.
Bacen/Focus: O Banco Central do Brasil apresenta, às 8h30, a Pesquisa Focus, que aponta as perspectivas das instituições financeiras para quatro variáveis macroeconômicas nacionais (inflação, câmbio, juros e PIB).
Banco Central/Superávit Primário: às 10h30, o Banco Central disponibiliza uma nota sobre o superávit primário em maio. A relação entre a dívida pública e o Produto Interno Bruto (PIB) no período também será informada.
MDIC/Balança Comercial: às 11 horas, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) anuncia a balança comercial semanal (exportações, importações e saldo).
CMN/Reunião: O Comitê Monetário Nacional realiza sua reunião mensal durante o dia.
AE
Acompanhando o ritmo da abertura, as taxas dos contratos de DI futuro encerraram a sessão desta sexta-feira (26) em queda na BM&F Bovespa, repercutindo o Relatório Trimestral de Inflação, no qual o Banco Central aumentou suas expectativas inflacionárias para o final de 2009, mas apostando que a subida não deve comprometer o centro da meta de 4,5%, fixada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional).
Segundo o BC, a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) deverá fechar o ano a 4,1%, frente aos 4,0% que eram esperados anteriormente. Já para o final do próximo ano as expectativas acerca da inflação sofreram revisão para baixo, passando de 4,1% para 3,9%.
Por sua vez, em 2011, é esperado que a inflação encerre o ano a 4,0%. Os contratos de vencimento mais longos repercutiram as projeções para os próximos dois anos e apresentaram as quedas mais acentuadas da sessão.
Cena norte-americana
Nos EUA, tomou a pauta do dia o núcleo do índice de preços PCE (Personal Consumption Expenditures), um dos indicadores mais observados pelo Banco Central norte-americano, que registrou variação positiva de 0,1% em maio, segundo revelou o Departamento de Comércio dos EUA.
No quinto mês do ano, o Personal Income, que se refere à renda dos norte-americanos, registrou alta de 1,4% frente às expectativas do mercado de avanço de 0,3%. O resultado anterior marcara elevação de 0,7%.
Também apresentando variação positiva, o Personal Spending, referente aos gastos da população, subiu 0,3% em maio. O resultado ficou em linha com as expectativas de mercado. Em abril, o indicador não registrara variação.
Contrato de janeiro de 2011 fechou com taxa de 9,92%
O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em janeiro de 2011, registrou uma taxa de 9,92%, 0,11 ponto percentual abaixo do fechamento de quinta-feira.
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O que parecia ser mais um pregão de baixas para o mercado brasileiro, quinta-feira (25) ficou marcada pela retomada inesperada do Ibovespa, que fechou o dia em alta de 3,70%, aos 51.514 pontos.
O teste do suporte em 49.530 pontos estimulou novas compras por parte dos investidores, como também confirmou a linha do pescoço de um aparente O-C-O (Ombro-Cabeça-Ombro) sendo formado no gráfico diário do índice, conforme alerta Eduardo Collor, analista técnico da Ativa Corretora.
Tendo em vista o padrão gráfico formado, com o primeiro ombro nos 52.100 pontos e a cabeça na máxima do mercado deste ano, ou seja, os 54.955 pontos, basta o teste na região dos 52.100 pontos para configurar o potencial segundo ombro, e, assim, fechar a figura por completo.
Portanto, vale a atenção do investidor nos parâmetros traçados, tendo em vista que o O-C-O é uma figura de reversão baixista, sendo ela baseada em um topo do mercado. Anulando a formação, resistências em 53.092 pontos e 54.100 pontos.
Mais O-C-O pelos mercados
Ainda pelo mercado brasileiro, Collor identificou um possível O-C-O nos papéis preferenciais da Petrobras (PETR4), sendo o primeiro ombro na resistência entre R$ 33,40 e R$ 33,70, enquanto a linha do pescoço passa pelos R$ 31,00.
Segundo o analista, a expectativa é de alta para a ação, em virtude da formação do segundo ombro, mas não descarta um segundo ombro menor do que o primeiro, implicando uma realização prévia ao esperado.
Deste modo, a ação da estatal encontra resistência em R$ 32,60 e R$ 33,40, finalizando o padrão, com suporte principal suporte entre R$ 31,00 e R$ 30,60, na linha do pescoço do provável O-C-O. Abaixo deste patamar, o papel abre caminho para R$ 29,70 e R$ 28,15.
Mais claro que as formações no mercado doméstico, o Dow Jones também vem formando um O-C-O, com o primeiro ombro nos 8.587 pontos, cabeça em 8.878 pontos e a linha do pescoço postada próxima de 8.220 pontos.
O caso BVMF3
Junto à necessidade de prestar atenção nos principais drivers do mercado, o investidor tem que estar atento às oscilações dos papéis para garimpar oportunidades de lucro. E uma ação que vem se destacando neste quesito são os papéis ordinários da BM&F Bovespa (BVMF3).
O martelo (candle com corpo pequeno e sombra inferior longa) formado no dia 22 de maio com um volume acima da média, sobre o suporte de R$ 9,75, garantiu uma valorização ampla às ações, que encontraram nos R$ 12,00 sua principal resistência.
Em tendência de alta no gráfico diário, segundo a equipe do Bradesco, o papel mais uma vez abriu com um gap de alta, e, por enquanto, acompanhado de um Doji, sugerindo muita atenção por parte do investidor, uma vez que sinaliza reversão para baixo.
Confirmando tal formação gráfica no fechamento, abaixo da faixa de R$ 10,40, a ação, segundo o banco, sofre realização e encontra suportes em R$ 9,80 e R$ 8,15. Do outro lado, acima dos R$ 12,71, o principal objetivo está nos R$ 13,00.
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Com os IPOs de volta ao noticiário em meio à oferta da VisaNet, Pregões Incríveis lembra de uma das sessões mais movimentadas da bolsa brasileira nos últimos anos. Em números, a abertura de capital da Bovespa Holding já foi superada por outras empresas. Simbolicamente, continua como maior IPO da história da bolsa.
A primeira bolsa de valores da América Latina a abrir capital marca um período de esplendor do mercado doméstico, o período do boom de aberturas de capital na BM&F Bovespa. A promessa de ganhos surpreendentes em curto intervalo de tempo seduziu um grande número de novatos para seu primeiro contato com a renda variável.
Quem entrou não se decepcionou. Fora o limite de R$ 12.098 do rateio, consequência desta elevada procura, a ideia de ganhos rápidos rendeu 52% em um dia para quem a bancou. Os muitos que não conheciam a rotina das bolsas e passaram a conhecer através da Bovespa Holding e levaram a história adiante, ajudaram a popularizar ainda mais o mercado de ações.
Acima de todos os recordes
Com cinco anos seguidos de ganhos, a bolsa já despontava para a pessoa física como uma alternativa viável de aplicação. Para as empresas, era a oportunidade de captar recursos. No meio de um período de estreias diárias na bolsa brasileira, o IPO da Bovespa quebrou todos os recordes.
Antes desta, nenhuma outra oferta havia registrado o mesmo volume, captação, número de negócios ou valorização. Os 52,13% de alta daquele 20 de outubro de 2007 são recorde até os dias atuais. As ações movimentaram R$ 5,06 bilhões naquele dia, inflando o volume financeiro do pregão para R$ 10,05 bilhões. O cenário externo de ganhos também contribuiu.
Flippers
Além dos recordes, o IPO da Bovespa foi histórico por algumas controvérsias. Até então não havia aparecido o famoso filtro antiflippers, que tentava evitar uma participação meramente especulativa de investidores de varejo que haviam vendido as ações de General Shopping, Cosan Limited, Satipel ou Sul América em suas respectivas estreias.
Não ficou por aí, as "pessoas vinculadas" foram excluídas da operação. Paralelamente, os institucionais realizaram seus lucros de maneira descomedida. O filtro contra os flippers fez com que muitos utilizassem o CPF de familiares para abocanhar uma fatia maior no rateio. Esta prática ficaria ainda mais evidente depois, no IPO da BM&F.
Legado
Não bastasse incluir uma infinidade de novos cadastros, ou novatos, na bolsa, o IPO da Bovespa Holding gera algumas suposições questionáveis. Por tratar de um período de esplendor e confirmar sua promessa de retorno, gerou certa frustração para quem não obteve o mesmo sucesso em estreias posteriores ou pegou pela frente a avalanche da crise sem a experiência suficiente para administrar perdas.
Pelo filtro antiflippers, pela popularização da bolsa, por alimentar a tentação de ganhos rápidos e expressivos. Seja para os que estavam lá, seja para quem ficou imaginando, a oferta da Bovespa Holding sempre desperta da mente quanto se pronuncia a palavra IPO.
Infomoney
As principais bolsas norte-americanas abrem em baixa nesta sexta-feira (26), em sessão marcada pela divulgação de balanços contábeis e de indicadores.
Visando uma maior regulação sobre o sistema financeiro, o governo do Japão ordenou ao Citigroup a suspensão de suas vendas na unidade de varejo do banco, alegando que falta supervisão contra lavagem de dinheiro. Paralelamente, o banco norte-americano está perto de fechar a venda da Nikko Asset Management para o Sumitomo Mitsui, por cerca de ¥ 100 bilhões. Os papéis do Citigroup recuam 0,5%.
Após adiar o lançamento das novas aeronaves por falta de estrutura na base dos aviões, a Boeing sofreu nova baixa em seu projeto Dreamliner, à medida que a companhia aérea australiana Qantas Airways, um dos principais consumidores da norte-americana, cancelou os pedidos de trinta jatos. Inseridas no cenário, as ações da Boeing declinam cerca de 1,5% no pregão.
Resultados e indicadores
Revelando seu resultado operacional ao mercado, a fabricante de aparelhos celulares Palm relatou prejuízo líquido de US$ 0,40 por ação no decorrer do último trimestre, perdas abaixo do estimado por analistas, que previam US$ 0,66 por papel. Como resposta à surpresa positiva, os papéis da tecnológica disparam 9,5% nas negociações de Wall Street.
Por fim, a agenda econômica ganha corpo, através da quadra composta por: Personal Income, que mede os ganhos dos cidadãos dos EUA; Personal Spending, que mede os gastos dos consumidores do país; Michigan Sentiment, responsável por medir a confiança do consumidor norte-americano; e núcleo do PCE (Personal Consumption Expenditures), referência de preços acompanhada pelo Federal Reserve.
Confira as cotações
O índice S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, apresenta leve desvalorização de 0,28% e atinge 918 pontos.
Já o Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, abre em leve baixa de 0,21%, enquanto o Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, cai 0,15%.
Infomoney
A queda das receitas do Governo neste ano, resultado das desonerações feitas e da crise econômica, promoveu um déficit primário de R$ 120 milhões durante o mês de maio, o primeiro desde 1999.
A notícia é um dos principais destaques nos jornais e cadernos de economia desta sexta-feira (26). Veja também as demais manchetes referentes a economia e finanças que são ou poderão ser assunto no mercado:
O Estado de S. Paulo
B1 - Queda de arrecadação provoca déficit de R$ 120 milhões em maio;
B4 - Inadimplência atinge nível mais alto desde 2000;
B8 - Vale quer explorar o pré-sal;
B16 - Visanet faz maior IPO da história;
B16 - Governo prepara novo leilão da banda larga;
Folha de S. Paulo
Dinheiro - Inadimplência atinge recorde, aponta BC;
Dinheiro - Governo tem 1º maio com déficit em 10 anos;
Dinheiro - Vale se alia à Petrobras para explorar gás;
Dinheiro - Usinas assinam acordo sobre corte de cana;
Dinheiro - Revisão final aponta queda de 5,5% no PIB dos EUA no 1º tri;
Dinheiro - PDVSA emitirá US$ 3 bi para pagar dívidas;
O Globo
Economia - Varejo pede prorrogação de IPI reduzido;
Economia - Ação da VisaNet sai a R$ 15 e confirma maior IPO no país, de R$ 8,397 bilhões;
Jornal do Brasil
Economia - Empresários defendem continuidade da redução do IPI;
Economia - CSN anuncia pagamento de dividendos;
Valor Econômico
A11 - Governo registra novo déficit em maio;
B2 - Fundos de pensão garantem presença no conselho da Oi;
B7 - Vale amplia gastos em exploração e tem interesse no pré-sal;
B9 - Eletrobrás descarta ter controle de Belo Monte;
C4 - Com oferta da VisaNet, Brasil lidera aberturas de capital no mundo.
Infomoney
A semana se encerra nesta sexta-feira com dados sobre o consumo norte-americano. O rendimento pessoal e os gastos da população dos Estados Unidos em maio são disponibilizados meia hora antes da abertura da Bolsa paulista, às 9h30. A projeção dos analistas é de que os dois indicadores subam 0,3% no período.
Todos os horários de eventos e divulgação de dados no exterior são de Brasília.
EUA
EUA/PCE: O Departamento de Comércio dos Estados Unidos anuncia, às 9h30, o indicador de rendimento e gastos pessoais (PCE - Personal Income and Consumption) referente a maio.
EUA/Consumidor: A Universidade de Michigan divulga, às 11 horas, o dado final da confiança do consumidor referentes a junho.
EUROPA
Alemanha/Inflação: O país anuncia em horário não divulgado a estimativa de inflação em junho.
MERCADO LOCAL
STN/Resultado Primário: Em horário não informado, a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) disponibiliza o resultado primário do Governo Central em maio.
AE
Bem diferente das fugas do final do ano passado, a presença menor dos estrangeiros na BM&F Bovespa em junho não deve ser encarada como um fator de preocupação. Não há perda de apetite por aplicações no Brasil: além de embolsar lucros recentes, esse tipo de investidor tem à sua frente a oportunidade de diversificar a carteira em grandes ofertas de ações.
Essa é a conclusão dos especialistas consultados pela InfoMoney nesta quinta-feira (25). A saída líquida de R$ 2,12 bilhões até o dia 22 de junho - após quatro meses seguidos de balanço positivo - representa uma correção normal, que vem sendo absorvida pelos investidores locais, preservando o equilíbrio de preços. Em setembro e outubro de 2008, tratava-se de uma debandada geral.
Necessidade de ajuste
Como de praxe, o Ibovespa sentiu o baque do movimento. Acumula queda de mais de 4% neste mês, mas ainda têm ganhos de 35% em 2009. Assim como o fluxo de recursos externos, que está positivo em, aproximadamente, R$ 9,76 bilhões no ano.
"Houve uma alta importante da bolsa, saindo de 30 mil pontos para quase 55 mil pontos, e com o dólar caindo. Ou seja, em dólares, praticamente dobrou os ativos dos estrangeiros", lembra André Gordon, sócio-fundador da GT Investimentos.
"O mercado subiu muito rápido, antecipou uma melhora muito grande, sobretudo em termos de emergentes, então é normal uma acomodação de curto prazo e uma procura por outros países que não subiram tanto", segundo Daniel Doll Lemos, analista da Socopa. Ou até mesmo uma busca por diversificação no próprio Brasil.
Interesse em ofertas
Isso porque, desde a melhora do humor das bolsas nos últimos meses, têm pipocado anúncios de empresas interessadas em distribuir papéis no mercado. O grande destaque é o IPO (Initial Public Offering) da VisaNet, cuja base de estrangeiros é predominante e, se considerado o limite superior do intervalo estimativo de preços e se as opções de lotes suplementar e adicional forem exercidas, a captação poderá atingir R$ 9,7 bilhões.
Além dessa, há a expectativa em torno das operações de BR Malls (BRML3), Hypermarcas (HYPE3) e da Perdigão (PRGA3), que pretende captar R$ 4 bilhões. Para Gordon, perto do que vai entrar de dólares nas ofertas, a saída de junho é marginal: "É preciso ver o resultado líquido após essas ofertas, porque, às vezes, o estrangeiro vende ações até para fazer funding para entrar nos IPOs".
O gerente-geral do INI (Instituto Nacional de Investidores), Paulo Portinho, concorda com o efeito das distribuições no capital externo. "A oferta da VisaNet é um volume enorme, então eles podem ter aproveitado que a bolsa subiu demais e separado uma grana para entrar em outra oportunidade". O sócio da GT Investimentos vê indícios claros de um apetite por Brasil, "mesmo num momento que a economia lá fora ainda sofre e não há geração de renda nova".
InfoMoney
O Credit Suisse reiterou sua recomendação "outperform" - acima da média do mercado - para as ações da Copel (CPLE6). No entanto, o banco de investimentos reduziu o preço-alvo de R$ 39,00 para R$ 37,00 - o que representa um upside de 36,48% em relação à cotação de fechamento da quarta-feira (24).
Repercutiu para a redução do preço esperado para o final do ano o impasse em torno das tarifas cobradas pela companhia. Após a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) ter aprovado o reajuste de 13% na taxa cobrada pela empresa, o governo do Estado do Paraná, controlador majoritário da companhia, não autorizou o repasse aos consumidores.
Buscando uma solução alternativa, representantes da geradora de energia pediram que o reajuste fosse diferido ao longo dos próximos três anos, de forma que as tarifas fossem implementadas de forma gradual. No entanto, a Aneel indeferiu o pleito, o que surpreendeu negativamente os analistas do banco.
Segundo a instituição, o envolvimento político mais uma vez tem repercutido negativamente na Copel, já que prever os desempenhos futuros de uma companhia que pode sofrer intervenções governamentais a qualquer momento aumenta os riscos dessas projeções não se tornarem realidade.
Queda nas projeções
Com a imposição do governo diante do reajuste tarifário, a equipe de análise do Credit Suisse, além de reduzir o preço-alvo das ações, também revisou para baixo seu desempenho operacional para 2009 e 2010. Os novos números apontam que a não implementação da tarifa reduziu em 23% as estimativas para o Ebitda (geração operacional de caixa) anual, sendo esperado agora um total de R$ 468 milhões.
"Esperamos que a empresa forneça um desconto de 13% sobre as tarifas aos seus clientes e não recebam qualquer compensação futura. Em nossa visão, este desconto será mantido em vigor até o final de 2010, quando o mandato do governador Requião chegará ao fim", espera o banco de investimentos.
Recomendação outperform
O Credit Suisse afirma que, apesar da reação negativa do mercado na última terça-feira (23) - o que levou suas ações a despencarem na sessão -, mantém sua recomendação outperform.
"Acreditamos que ao longo dos próximos 12 meses, a visibilidade sobre a mudança do cenário político atual do Paraná deva conduzir a uma mudança gradual, porém significativa para as perspectivas da empresa", conclui o banco.
Infomoney
Chega o fim de semana, e o evento do momento é o Piauí Pop 2009, que acontece neste sábado. O 180graus quer saber: Qual destas atrações nacionais você acha que vai fazer o MELHOR SHOW?
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