Ao tomar posse para o segundo mandato, o prefeito de Paulistana, o médico Luís Coelho, anunciou que o município vai ganhar um aeroporto que terá uma pista de 1.300 metros, sinalização para pouso de aeronaves à noite e uma casa de apoio para os embarques. Segundo ele, o valor da obra está em estudo e a licitação será aberta no final deste mês pela Secretaria Estadual de Transportes.
“O aeroporto terá uma estrutura padrão, com uma boa capacidade para o pouso de aviões em Paulistana, inclusive durante a noite”, explicou Luís Coelho. Ele falou que a obra é um importante passo para o crescimento do município que está dentro da principal região do Estado com grandes reservas de minério de ferro e fica na área abrangida pela ferrovia Nova Transnordestina, no Estado do Piauí, que passará a cinco quilômetros da cidade de Paulistana.
Luís Coelho explicou que o Piauí é o quarto quadrilátero ferrífero do Brasil e que a população de Paulistana foi abençoada por morar na área onde existe o minério que, por ser muito valorizado pela indústria siderúrgica no mercado interno e externo, será responsável pela prosperidade do município num futuro não muito distante. “O primeiro quadrilátero ferrífero do país é o Pará, depois vem Minas Gerais, em segundo lugar; Bahia, em terceiro; e o Piauí em quarto”, frisou.
Para o prefeito, o aeroporto e as pesquisas de minério de ferro em Paulistana que são feitas representam o começo de um trabalho que prepara o município para o desenvolvimento sustentável. Luís Coelho disse que várias empresas estão realizando estudos para descobrir a real capacidade mineral existente no subsolo da região. Ele lembrou que as empresas da área de mineração serão beneficiadas com a construção do aeroporto por facilitar os deslocamentos de técnicos e diretores até Paulistana.
O prefeito falou que, em função da construção do aeroporto, da BR-407, da Transnordestina e da exploração mineral, a região de Paulistana vai crescer muito do ponto de vista econômico. Isso, segundo ele, porque há a possibilidade de ser criado um Porto Seco no município para o embarque de produtos de toda a região do semi-árido, com destaque para os municípios de Picos e Simplício Mendes que já exportam mel para vários países.
“Com a Transnordestina, Paulistana passará a ser o centro das atenções no semi-árido e pólo para o embarque em trens de produtos para a Europa e Estados Unidos. Com certeza, haverá a necessidade de se criar um Porto Seco no município, o que dará um grande salto na geração de riquezas e de empregos na nossa região, que ainda é carente de novos postos de trabalho. O setor produtivo e a economia vão crescer muito”, frisou.
Fonte: Jornal Meio-Norte