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27/10/2008 - 17h56min
PT e PMDB ampliam número de prefeituras, e DEM e PSDB perdem
O Partido dos Trabalhadores teve crescimento de 36,10% no número de prefeituras sob seu comando, das eleições municipais de 2004 para 2008. Este ano, o número de administrações com dirigentes petistas é de 558 – há quatro anos, o PT havia conquistado nas urnas 410 municípios.
O PMDB foi o segundo partido com maior aumento absoluto no número de prefeituras: em 2004, o partido conseguiu eleger o dirigente de 1.060 cidades. Com as eleições de 2008, o número saltou para 1.207 – o que representa aumento de 13,87% no número de administrações municipais sob o comando da legenda.
O PSB foi o terceiro partido com maior ganho absoluto de prefeituras: ao todo, nas eleições de 2008, foram mais 140 prefeitos eleitos, com relação a 2004. Há quatro anos, a legenda tinha conquistado 174 administrações (agora passou a ter 314). O crescimento foi de 80,46%.
Entre os que tiveram diminuição no número de prefeituras estão o DEM e o PSDB. O Democratas perdeu 293 administrações, de 2004 para 2008. Nestas eleições, o partido conquistou a prefeitura em 501 cidades – em 2004, a legenda obteve a gestão de 794 municípios. A diminuição foi de 36,90%, ou seja, mais de um terço do número de suas prefeituras.
Já com o PSDB a queda foi mais sutil. Em 2008, os tucanos elegeram administradores para 788 cidades – só que em 2004 o número de gestores tucanos era de 870, o que mostra queda de 9,43% no total de administrações municipais.
O PPS, por sua vez, foi o que teve a segunda maior diminuição absoluta no número de prefeituras. Em 2004, a legenda tinha 309 gestões municipais; agora são 129 administrações sob seu comando (uma diminuição no número de prefeitos de 58,25%).
Ao todo, 14 partidos tiveram perdas no número de administrações municipais de 2004 para 2008; 11 legendas, por sua vez, conseguiram acréscimo no número de gestores. Os maiores crescimentos relativos
O maior crescimento relativo no número de prefeituras foi do PC do B. O partido conseguiu crescimento de 300% de 2004, para 2008, deixando de administrar 10 cidades, para gerir 40. Em seguida, aparece o PTN, com crescimento de 200%. Em números absolutos, o partido assumiu o comando de mais dez gestões, com 15 prefeitos eleitos em 2008.
Em 2004 estavam em disputa a administração de 5.562 municípios. Nas eleições 2008, foram disputadas as prefeituras de 5.564 cidades. Os números de prefeituras por partido nas eleições municipais deste ano ainda estão sujeitos a mudanças, devido a recursos em andamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O PMDB foi o segundo partido com maior aumento absoluto no número de prefeituras: em 2004, o partido conseguiu eleger o dirigente de 1.060 cidades. Com as eleições de 2008, o número saltou para 1.207 – o que representa aumento de 13,87% no número de administrações municipais sob o comando da legenda.
O PSB foi o terceiro partido com maior ganho absoluto de prefeituras: ao todo, nas eleições de 2008, foram mais 140 prefeitos eleitos, com relação a 2004. Há quatro anos, a legenda tinha conquistado 174 administrações (agora passou a ter 314). O crescimento foi de 80,46%.
Entre os que tiveram diminuição no número de prefeituras estão o DEM e o PSDB. O Democratas perdeu 293 administrações, de 2004 para 2008. Nestas eleições, o partido conquistou a prefeitura em 501 cidades – em 2004, a legenda obteve a gestão de 794 municípios. A diminuição foi de 36,90%, ou seja, mais de um terço do número de suas prefeituras.
Já com o PSDB a queda foi mais sutil. Em 2008, os tucanos elegeram administradores para 788 cidades – só que em 2004 o número de gestores tucanos era de 870, o que mostra queda de 9,43% no total de administrações municipais.
O PPS, por sua vez, foi o que teve a segunda maior diminuição absoluta no número de prefeituras. Em 2004, a legenda tinha 309 gestões municipais; agora são 129 administrações sob seu comando (uma diminuição no número de prefeitos de 58,25%).
Ao todo, 14 partidos tiveram perdas no número de administrações municipais de 2004 para 2008; 11 legendas, por sua vez, conseguiram acréscimo no número de gestores. Os maiores crescimentos relativos
O maior crescimento relativo no número de prefeituras foi do PC do B. O partido conseguiu crescimento de 300% de 2004, para 2008, deixando de administrar 10 cidades, para gerir 40. Em seguida, aparece o PTN, com crescimento de 200%. Em números absolutos, o partido assumiu o comando de mais dez gestões, com 15 prefeitos eleitos em 2008.
Em 2004 estavam em disputa a administração de 5.562 municípios. Nas eleições 2008, foram disputadas as prefeituras de 5.564 cidades. Os números de prefeituras por partido nas eleições municipais deste ano ainda estão sujeitos a mudanças, devido a recursos em andamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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27/10/2008 - 10h16min
Análise Eleitoral: A lição das urnas
O eleitor tem, às vezes, razões que a própria razão desconhece. Mas mais de duas décadas ininterruptas de exercício do voto em regime plenamente democrático, entre outros fatores, parecem ter formado um eleitor mais pragmático, maduro e - por que não? – sábio. As urnas de 2008 mostram, em sua maioria, escolhas orientadas sobretudo pela racionalidade dos quesitos administrativos, deixando num segundo plano as paixões políticas conjunturais e imediatistas. É o que mostra, por exemplo, o festival inédito de reeleições por todo o Brasil. Nas capitais onde os prefeitos atuais concorreram, apenas Serafim Corrêa não obteve do eleitor sinal verde para continuar à frente da prefeitura de Manaus.
A rodada eleitoral teve muitos vencedores. A base governista, que ficou com a maioria das prefeituras e reduziu espaços da oposição pelo país; o PMDB, que emplacou seis capitais, o maior número de prefeitos e engordou consideravelmente seu cacife político; o governador José Serra, que com a eleição de Gilberto Kassab se fortalece como candidato do PSDB em 2010; o presidente Lula, cujo apoio foi o sonho de consumo de candidatos de governo e de oposição e que sai da campanha sem nenhum arranhão; o PT, que também fez seis prefeitos de capitais e aumentou seu espaço no grupo das 70 maiores cidades; a dupla Aécio Neves-Fernando Pimentel, que por pouco não viu sua aliança PSDB-PT fracassar em Belo Horizonte e conseguiu virar o jogo no segundo turno...
Mas não restam dúvidas de que o maior vitorioso de 2008 foi o instituto da reeleição. A esta altura, são cada vez mais rarefeitas as chances de aprovação de alguma das propostas que pretendem acabar com a reeleição – quase sempre apresentadas muito mais em função de questões políticas e partidárias circunstanciais do que de um desejo sincero de aprimoramento institucional. Pois agora, com o instituto consolidado definitivamente nas bases municipais e o eleitor acostumado com ele, a operação vai ficar mais difícil ainda. Até mesmo o argumento mais do que razoável sobre o uso da máquina por candidatos à reeleição, ainda que flagrante em alguns lugares, perdeu um pouco da força. Em 2008, boa parte das reeleições registradas, ao menos nas capitais, bate com boas avaliações anteriores das administrações dos reeleitos.
Parece estar se confirmando, de fato, aquela previsão de que o mandato executivo, no Brasil, passou a ter oito anos, com direito a uma revogatória no meio. Será isso tão ruim assim? Pelo jeito, o eleitorado não acha.
Consciente ou não, a sabedoria política do eleitor se traduz no mapa político que emergiu das urnas. No cômputo geral, noves fora, fica claro que, embora demonstrando clara preferência pelos candidatos governistas, o eleitorado não colocou todos os ovos no mesmo cesto. O PT, legenda de um presidente recordista em popularidade, cresceu e obteve vitórias importantes em cidades médias e grandes. Em milhões de votos, é o segundo maior partido do país. Mas ficou longe da hegemonia. No governo, terá que dividir a ribalta com o PMDB, que agregou o Rio de Janeiro às capitais que já governava, ficou com o maior número de prefeituras e, em termos partidários, sai como o maior vitorioso da eleição.
As oposições, por sua vez, devem governar cerca de 10 milhões de eleitores a menos em relação a 2004. Mas, se PSDB e DEM minguaram no resto do país, ficaram com a maior das jóias da coroa: a prefeitura de São Paulo. É a lição das urnas. O eleitor ensina, os políticos aprendem. Até o próximo teste, em 2010.
A rodada eleitoral teve muitos vencedores. A base governista, que ficou com a maioria das prefeituras e reduziu espaços da oposição pelo país; o PMDB, que emplacou seis capitais, o maior número de prefeitos e engordou consideravelmente seu cacife político; o governador José Serra, que com a eleição de Gilberto Kassab se fortalece como candidato do PSDB em 2010; o presidente Lula, cujo apoio foi o sonho de consumo de candidatos de governo e de oposição e que sai da campanha sem nenhum arranhão; o PT, que também fez seis prefeitos de capitais e aumentou seu espaço no grupo das 70 maiores cidades; a dupla Aécio Neves-Fernando Pimentel, que por pouco não viu sua aliança PSDB-PT fracassar em Belo Horizonte e conseguiu virar o jogo no segundo turno...
Mas não restam dúvidas de que o maior vitorioso de 2008 foi o instituto da reeleição. A esta altura, são cada vez mais rarefeitas as chances de aprovação de alguma das propostas que pretendem acabar com a reeleição – quase sempre apresentadas muito mais em função de questões políticas e partidárias circunstanciais do que de um desejo sincero de aprimoramento institucional. Pois agora, com o instituto consolidado definitivamente nas bases municipais e o eleitor acostumado com ele, a operação vai ficar mais difícil ainda. Até mesmo o argumento mais do que razoável sobre o uso da máquina por candidatos à reeleição, ainda que flagrante em alguns lugares, perdeu um pouco da força. Em 2008, boa parte das reeleições registradas, ao menos nas capitais, bate com boas avaliações anteriores das administrações dos reeleitos.
Parece estar se confirmando, de fato, aquela previsão de que o mandato executivo, no Brasil, passou a ter oito anos, com direito a uma revogatória no meio. Será isso tão ruim assim? Pelo jeito, o eleitorado não acha.
Consciente ou não, a sabedoria política do eleitor se traduz no mapa político que emergiu das urnas. No cômputo geral, noves fora, fica claro que, embora demonstrando clara preferência pelos candidatos governistas, o eleitorado não colocou todos os ovos no mesmo cesto. O PT, legenda de um presidente recordista em popularidade, cresceu e obteve vitórias importantes em cidades médias e grandes. Em milhões de votos, é o segundo maior partido do país. Mas ficou longe da hegemonia. No governo, terá que dividir a ribalta com o PMDB, que agregou o Rio de Janeiro às capitais que já governava, ficou com o maior número de prefeituras e, em termos partidários, sai como o maior vitorioso da eleição.
As oposições, por sua vez, devem governar cerca de 10 milhões de eleitores a menos em relação a 2004. Mas, se PSDB e DEM minguaram no resto do país, ficaram com a maior das jóias da coroa: a prefeitura de São Paulo. É a lição das urnas. O eleitor ensina, os políticos aprendem. Até o próximo teste, em 2010.
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20/10/2008 - 10h01min
Análise: Derrotados criticam a direção do PT nas Eleições
O vereador Odaly Medeiros (PT) acredita que seu o partido poderia ter um desempenho melhor nessas eleições municipais, uma vez que por dois mandatos já elegeu o Presidente da República, o Governador do Estado e tem bastante força política na Assembléia Legislativa.
"O PT não teve uma estratégia boa para essas eleições. Não ampliamos nossa bancada na Câmara Municipal. Mas a candidatura do vereador Jacinto Teles, assim como a minha, foi uma campanha de base, na busca pelo voto nas associações e sindicatos que militamos, nas entidades de classe e nas comunidades de Teresina", diz.
Odaly Medeiros afirma que os deputados estaduais como Flora Isabel, Assis Carvalho e o secretário de Fazenda, Antônio Neto, bem como outras lideranças do partido priorizaram candidaturas específicas e trabalharam de forma incisiva àquelas candidaturas que mais o convinham. "O secretário de Fazenda Antônio Neto, com um dos possíveis candidatos a governador do Estado, em 2010, encarou como questão de honra eleger a esposa Rosário Bezerra à Câmara Municipal, se ele não demonstrasse a força política para eleger Rosário como poderia pleitear uma candidatura ao governo do Estado?", questiona.
"Não comento sobre esse assunto", assim se referiu Jacinto Teles (PT) quando questionado sobre a reunião do Partido dos Trabalhadores que avaliou o desempenho dos seus candidatos nessas eleições. Jacinto e Odaly Medeiros não foram reeleitos à Câmara Municipal e demonstram insatisfação com fato de não terem logrado êxito nesse pleito eleitoral.
"O PT não teve uma estratégia boa para essas eleições. Não ampliamos nossa bancada na Câmara Municipal. Mas a candidatura do vereador Jacinto Teles, assim como a minha, foi uma campanha de base, na busca pelo voto nas associações e sindicatos que militamos, nas entidades de classe e nas comunidades de Teresina", diz.
Odaly Medeiros afirma que os deputados estaduais como Flora Isabel, Assis Carvalho e o secretário de Fazenda, Antônio Neto, bem como outras lideranças do partido priorizaram candidaturas específicas e trabalharam de forma incisiva àquelas candidaturas que mais o convinham. "O secretário de Fazenda Antônio Neto, com um dos possíveis candidatos a governador do Estado, em 2010, encarou como questão de honra eleger a esposa Rosário Bezerra à Câmara Municipal, se ele não demonstrasse a força política para eleger Rosário como poderia pleitear uma candidatura ao governo do Estado?", questiona.
"Não comento sobre esse assunto", assim se referiu Jacinto Teles (PT) quando questionado sobre a reunião do Partido dos Trabalhadores que avaliou o desempenho dos seus candidatos nessas eleições. Jacinto e Odaly Medeiros não foram reeleitos à Câmara Municipal e demonstram insatisfação com fato de não terem logrado êxito nesse pleito eleitoral.
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16/10/2008 - 09h50min
Análise: Pela 1ª vez, PT polariza com PSDB em Teresina
Pela primeira vez, o PT alcançou uma votação partidária em Teresina que o coloca como a segunda força, atrás do PSDB. Antes, esse lugar cabia ao PMDB e, no caso da disputa de 2004, não PTB. A avaliação do desempenho partidário fica evidente na votação que o partido recebe na disputa para vereador, já que o candidato majoritário recebe votos de vários partidos, coligados ou não. Para a Câmara, o PT cresceu 81,3%, saindo da quarta para a segunda colocação como sigla mais votada. Teve uma votação de 56.885 votos (nominais e de legenda), pouco mais da metade dos 103 mil conseguidos pelos tucanos.
Dos principais partidos, os destaques ficam mesmo para PT e PSDB, os que mais cresceram em números de votos (somados os votos nominais e os de legenda) na disputa proporcional. Os tucanos tiveram 39% mais votos que em 2004, o que em parte é explicado pela chegada de novas lideranças (como Joninha e Urbano Eulálio) e os quase 20 mil votos conseguidos pelo ex-prefeito Firmino Filho. O PPtambém cresceu (19,7%), assim como o PSB (17,5%).
O PTB e o DEM tiveram os piores desempenhos entre os principais partidos, perdendo 31,1% e 50,3%, respectivamente. O PTB caiu de segundo para o terceiro lugar, e o DEM despencou de sexto para 11º. Os maiores crescimentos relativos ficam para pequenos partidos, como o PRTB, que em 2004 teve apenas 113 votos e agora somou 8.632 – desses, 7.478 dados ao major Paulo Roberto. A evolução foi de mais de 7 mil por cento. No caso do PTC, o crescimento foi superior a 2.200%. Nas asas de Quem-Quem, o PSL teve 148% mais votos que em 2004.
Os números da eleição deste ano revelam que o crescimento do PT fica prejudicado pela política de alianças: dos cinco eleitos pela coligação, o partido elegeu dois, o PMDB outros dois e o PRB, um – no caso, o pastor Levino de Jesus. O PRB é um exemplo claro da distorção da possibilidade de aliança porporcional: com apenas 5.982 votos (5.183 de Levino), o partido fez um vereador, enquanto o PT, com votação quase dez vezes maior, ficou com duas vagas.
O resultado também mostra que a votação do PSDB, considerada frustrante por alguns, de fato é bem superior que em 2004: saiu de 74.604 para 103.710 votos. A frustração, certamente, fica por conta da exagerada expectativa: alguns analistas esperavam que o partido elegesse até oito vereadores. E acabou com seis.
Dos principais partidos, os destaques ficam mesmo para PT e PSDB, os que mais cresceram em números de votos (somados os votos nominais e os de legenda) na disputa proporcional. Os tucanos tiveram 39% mais votos que em 2004, o que em parte é explicado pela chegada de novas lideranças (como Joninha e Urbano Eulálio) e os quase 20 mil votos conseguidos pelo ex-prefeito Firmino Filho. O PPtambém cresceu (19,7%), assim como o PSB (17,5%).
O PTB e o DEM tiveram os piores desempenhos entre os principais partidos, perdendo 31,1% e 50,3%, respectivamente. O PTB caiu de segundo para o terceiro lugar, e o DEM despencou de sexto para 11º. Os maiores crescimentos relativos ficam para pequenos partidos, como o PRTB, que em 2004 teve apenas 113 votos e agora somou 8.632 – desses, 7.478 dados ao major Paulo Roberto. A evolução foi de mais de 7 mil por cento. No caso do PTC, o crescimento foi superior a 2.200%. Nas asas de Quem-Quem, o PSL teve 148% mais votos que em 2004.
Os números da eleição deste ano revelam que o crescimento do PT fica prejudicado pela política de alianças: dos cinco eleitos pela coligação, o partido elegeu dois, o PMDB outros dois e o PRB, um – no caso, o pastor Levino de Jesus. O PRB é um exemplo claro da distorção da possibilidade de aliança porporcional: com apenas 5.982 votos (5.183 de Levino), o partido fez um vereador, enquanto o PT, com votação quase dez vezes maior, ficou com duas vagas.
O resultado também mostra que a votação do PSDB, considerada frustrante por alguns, de fato é bem superior que em 2004: saiu de 74.604 para 103.710 votos. A frustração, certamente, fica por conta da exagerada expectativa: alguns analistas esperavam que o partido elegesse até oito vereadores. E acabou com seis.
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15/10/2008 - 17h04min
Robert Rios: "PC do B não deve crescer em 2010"
As feridas deixadas pelo pleito municipal no PC do B ainda não estão cicatrizadas. De acordo com o secretário estadual de Segurança Pública, o partido não cresceu na eleições deste ano, o que também inviabilizaria um melhor desempenho da sigla em 2010 em relação a 2006.
“O resultado mostra que o partido adotou a estratégia errada. O partido precisava de um candidato próprio. Tínhamos um candidato muito bom, Dino Pereira, que não se elegeu”, criticou Robert Rios. “Em 2004 eu fui candidato a prefeito, tive um desempenho modesto, mas tivemos 24 mil votos para vereador. Agora não tivemos nem 10 mil”, argumentou.
Evitando falar sobre a perda da única vaga do PC do B na Câmara Municipal de Teresina, Robert Rios afirmou que só fala em vitórias. “Na minha cidade (Piracuruca), eu criei o partido, lancei o candidato e venci. Dos três municípios em que o partido elegeu, dois são apoiados por mim”, disse.
De acordo com o secretário, o PC do B ainda não fez uma avaliação de seu desempenho nessas eleições. “O partido está se poupando dessa avaliação porque as feridas ainda estão abertas. Mas o interesse é continuar no bloco da esquerda. Precisamos saber é quem lidera esse bloco”, comentou.
Em relação às eleições de 2010, o secretário acredita que o partido repita o desempenho de 206 com a reeleição do deputado federal Osmar Júnior e de sua própria reeleição para a Assembléia Legislativa do Piauí. “Não enxergo que o partido cresça. O resultado de 2008 não permite que o partido cresça em 2010”, analisou Robert Rios. As afirmações foram feitas pelo secretário após entrevista à Net TV, do sistema O DIA de comunicação, sobre o Dia do Piauí, já que também é historiador
“O resultado mostra que o partido adotou a estratégia errada. O partido precisava de um candidato próprio. Tínhamos um candidato muito bom, Dino Pereira, que não se elegeu”, criticou Robert Rios. “Em 2004 eu fui candidato a prefeito, tive um desempenho modesto, mas tivemos 24 mil votos para vereador. Agora não tivemos nem 10 mil”, argumentou.
Evitando falar sobre a perda da única vaga do PC do B na Câmara Municipal de Teresina, Robert Rios afirmou que só fala em vitórias. “Na minha cidade (Piracuruca), eu criei o partido, lancei o candidato e venci. Dos três municípios em que o partido elegeu, dois são apoiados por mim”, disse.
De acordo com o secretário, o PC do B ainda não fez uma avaliação de seu desempenho nessas eleições. “O partido está se poupando dessa avaliação porque as feridas ainda estão abertas. Mas o interesse é continuar no bloco da esquerda. Precisamos saber é quem lidera esse bloco”, comentou.
Em relação às eleições de 2010, o secretário acredita que o partido repita o desempenho de 206 com a reeleição do deputado federal Osmar Júnior e de sua própria reeleição para a Assembléia Legislativa do Piauí. “Não enxergo que o partido cresça. O resultado de 2008 não permite que o partido cresça em 2010”, analisou Robert Rios. As afirmações foram feitas pelo secretário após entrevista à Net TV, do sistema O DIA de comunicação, sobre o Dia do Piauí, já que também é historiador
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15/10/2008 - 15h12min
ANÁLISE: João Vicente é candidato ao governo!
O PT do Piauí tem um projeto público muito claro para 2010: o governador Wellington Dias abre mão de sua candidatura natural ao Senado e fica no Palácio de Karnak até o final do mandato. O projeto petista coincide, em parte, com o do governador. Ele só quer sair se deixar a casa arrumada, ou seja, se emplacar um candidato de consenso à sua sucessão. Nesse ponto, o PT e o governador querem comer da mesma fruta, pois a candidatura de consenso do esquema governista deveria recair sobre o nome do secretário de Fazenda, Antônio Neto.
Mas tal projeto está ameaçado, desde já. O senador João Vicente Claudino já fincou o pé e decidiu que será candidato a governador em 2010, com ou sem apoio do governo. Ele chegou a esta decisão depois de percorrer todo o Piauí, na última campanha eleitoral. Seu nome é o que tem maior preferência para o governo, sempre acima de 50 por cento, em todos os municípios.
O jornalista Carlos Augusto foi tomar um café na segunda-feira à tarde com o senador à tarde com o senador, em seu escritório, na Socimol, uma das empresas de seu grupo. Chegou por volta das 16h e saiu de lá quase às 20 horas, conversando, folheando pesquisas de intenção de voto para senador, fazendo especulações.
O senador disse ao jornalista que só não será candidato a governador se não estiver bem nas pesquisas. Mas, se mantiver o atual desempenho até a época das definições, disputará o governo em qualquer circunstância. Nas pesquisas feitas em setembro último, enquanto João Vicente aparece com mais de 50 por cento de preferência do eleitorado, o vice-governador Wilson Martins pontua como segundo colocado, bem distante dele. O secretário Antônio Neto aparece com menos de 5 por cento.
Os números não chegam a surpreender, pois o senador praticamente emendou sua campanha de senador à de governador, colada na de prefeito. Mas eles sinalizam para um ponto importante: que o seu nome está consolidado como candidato ao Palácio de Karnak, enquanto os de seus eventuais concorrentes ainda precisam ser feitos.
O jornalista Carlos Augusto destacou que a posição do senador foi avaliada pelo seu pai, empresário João Claudino, que chegou ao escritório do filho à noitinha. “Se ele tiver ruim (nas pesquisas), não vai afrontar o povo”, condicionou o empresário
Mas tal projeto está ameaçado, desde já. O senador João Vicente Claudino já fincou o pé e decidiu que será candidato a governador em 2010, com ou sem apoio do governo. Ele chegou a esta decisão depois de percorrer todo o Piauí, na última campanha eleitoral. Seu nome é o que tem maior preferência para o governo, sempre acima de 50 por cento, em todos os municípios.
O jornalista Carlos Augusto foi tomar um café na segunda-feira à tarde com o senador à tarde com o senador, em seu escritório, na Socimol, uma das empresas de seu grupo. Chegou por volta das 16h e saiu de lá quase às 20 horas, conversando, folheando pesquisas de intenção de voto para senador, fazendo especulações.
O senador disse ao jornalista que só não será candidato a governador se não estiver bem nas pesquisas. Mas, se mantiver o atual desempenho até a época das definições, disputará o governo em qualquer circunstância. Nas pesquisas feitas em setembro último, enquanto João Vicente aparece com mais de 50 por cento de preferência do eleitorado, o vice-governador Wilson Martins pontua como segundo colocado, bem distante dele. O secretário Antônio Neto aparece com menos de 5 por cento.
Os números não chegam a surpreender, pois o senador praticamente emendou sua campanha de senador à de governador, colada na de prefeito. Mas eles sinalizam para um ponto importante: que o seu nome está consolidado como candidato ao Palácio de Karnak, enquanto os de seus eventuais concorrentes ainda precisam ser feitos.
O jornalista Carlos Augusto destacou que a posição do senador foi avaliada pelo seu pai, empresário João Claudino, que chegou ao escritório do filho à noitinha. “Se ele tiver ruim (nas pesquisas), não vai afrontar o povo”, condicionou o empresário
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14/10/2008 - 15h42min
Análise do Instituto Piauiense de Opinião Pública - IPOP
Como sempre tem ocorrido no fim de uma campanha eleitoral, os analistas procuram entender , para terem elementos para explicar, como será o desenho político deixado diante da revelação dos candidatos, dos partidos e das coligações que conseguiram a vitória e dos que não conseguiram êxito na eleição.
É o momento também de se analisar o desempenho dos institutos de pesquisa que durante toda a campanha acompanharam a evolução das intenções de voto nos mais diversos municípios do Estado.
Quero expor o desempenho do Instituto Piauiense de Opinião Pública - IPOP.
O período de referência são as pesquisas contratadas a partir do dia 22 de agosto, quando começou a propaganda eleitoral, até a última pesquisa concluída no dia 2 de setembro. Nesse intervalo foram atendidos 80 municípios e desses, o resultado da última pesquisa foi confirmado em 64 municípios (80%) e em 16 (20%) municípios os resultados do IPOP não foram os resultados apurados nas urnas. Estes percentuais foram os mesmos na reta final da campanha.
É importante a esclarecer que essa diferença entre o resultado da pesquisa e o resultado apurado nas urnas tem que ser analisado considerando duas situações.
A primeira é o período do levantamento dos dados, as pesquisas realizadas o mais próximo possível da eleição, logicamente tende a apresentar com maior precisão e acurácia os resultados das urnas. Outro aspecto são as circunstâncias determinadas pela dinâmica da eleição.
O que os clientes do IPOP descrevem dessas circunstâncias, tanto de quem ganhou quanto de quem perdeu as eleições, foi de um quadro desigual motivados pelos abusos de natureza econômica, política e até intimidações policiais ao eleitor que fizeram com que as estimativas das pesquisas ficassem alteradas diante dessas realidades.
Portanto, a análise do desempenho da pesquisa eleitoral não pode ser puramente numérica nesta campanha de 2008. Digo isso porque tenho 22 anos de experiência no mercado eleitoral piauiense.
Por Batista Teles
É o momento também de se analisar o desempenho dos institutos de pesquisa que durante toda a campanha acompanharam a evolução das intenções de voto nos mais diversos municípios do Estado.
Quero expor o desempenho do Instituto Piauiense de Opinião Pública - IPOP.
O período de referência são as pesquisas contratadas a partir do dia 22 de agosto, quando começou a propaganda eleitoral, até a última pesquisa concluída no dia 2 de setembro. Nesse intervalo foram atendidos 80 municípios e desses, o resultado da última pesquisa foi confirmado em 64 municípios (80%) e em 16 (20%) municípios os resultados do IPOP não foram os resultados apurados nas urnas. Estes percentuais foram os mesmos na reta final da campanha.
É importante a esclarecer que essa diferença entre o resultado da pesquisa e o resultado apurado nas urnas tem que ser analisado considerando duas situações.
A primeira é o período do levantamento dos dados, as pesquisas realizadas o mais próximo possível da eleição, logicamente tende a apresentar com maior precisão e acurácia os resultados das urnas. Outro aspecto são as circunstâncias determinadas pela dinâmica da eleição.
O que os clientes do IPOP descrevem dessas circunstâncias, tanto de quem ganhou quanto de quem perdeu as eleições, foi de um quadro desigual motivados pelos abusos de natureza econômica, política e até intimidações policiais ao eleitor que fizeram com que as estimativas das pesquisas ficassem alteradas diante dessas realidades.
Portanto, a análise do desempenho da pesquisa eleitoral não pode ser puramente numérica nesta campanha de 2008. Digo isso porque tenho 22 anos de experiência no mercado eleitoral piauiense.
Por Batista Teles
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14/10/2008 - 08h20min
Análise por Zózimo Tavares: O PMDB e o acaso
No bloco governista, o PT, o PTB, o PSB e até o PDT reivindicam
cadeiras à mesa das discussões da sucessão estadual de 2.010.
Mas, até o momento, o PMDB não cogita tal pretensão. Seria areia demais para seu caminhão, pois, enquanto os demais partidos governistas ainda soltam rojões pelas vitórias alcançadas no último dia 5, os peemedebistas estão acabrunhados com as derrotas sofridas.
Há 14 anos, o PMDB vivia uma crise parecida. Sem candidato a governador nas eleições de 90, quando o partido se contentou em indicar o candidato a vice do tucano Wall Ferraz, em 1994 era que a sigla estava fraca mesmo. Sem governo e sem perspectiva de poder. Ninguém com alguma expressão eleitoral no partido queria ser candidato ao governo.
Mas aí, praticamente do acaso, surgiu a candidatura de Mão Santa, que entrou no partido já na última hora das filiações, mais para ser candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo prefeito Wall Ferraz. Não vingou a nova candidatura de Wall. Mão Santa ocupou o seu lugar, eletrizou o partido, encantou o eleitorado e virou governador.
Em 1998, o PMDB estava lá, no poder, firme e forte, concorrendo à reeleição de Mão Santa, contra o maior líder oposicionista de então, o senador Hugo Napoleão. Nova vitória. Mão Santa foi apeado do poder durante o segundo mandato. Mesmo ferido de morte, o partido foi à luta e bancou a candidatura do petista Wellington Dias ao governo.
Com a vitória de Wellington, a vez era novamente dele, em 2006, quando foi para a reeleição. Sua primeira opção era uma composição com o PMDB. O senador Mão Santa recusou a proposta para sua mulher, dona Adalgisa, ser a vice do governador. Preferiu medir forças com os correligionários na convenção. Ele venceu, mas não levou. Os peemedebistas que tinham voto descarregaram sua votação no governador.
Com isso, o senador Mão Santa perdeu a eleição para o governo e o PMDB ficou com apenas alguns cargos sem muita expressão na administração estadual. Os cargos foram entregues aos parlamentares que ficaram contra a candidatura própria e apoiaram a do governador.
Assim, de derrota em derrota, o PMDB está outra vez enfraquecido, sem perspectiva de poder, como em 94, e sem chances de reunificação a médio prazo. E, sem um racha no esquema governista, não receberá qualquer convite para sentar-se à mesa da sucessão de 2.010.
cadeiras à mesa das discussões da sucessão estadual de 2.010.
Mas, até o momento, o PMDB não cogita tal pretensão. Seria areia demais para seu caminhão, pois, enquanto os demais partidos governistas ainda soltam rojões pelas vitórias alcançadas no último dia 5, os peemedebistas estão acabrunhados com as derrotas sofridas.
Há 14 anos, o PMDB vivia uma crise parecida. Sem candidato a governador nas eleições de 90, quando o partido se contentou em indicar o candidato a vice do tucano Wall Ferraz, em 1994 era que a sigla estava fraca mesmo. Sem governo e sem perspectiva de poder. Ninguém com alguma expressão eleitoral no partido queria ser candidato ao governo.
Mas aí, praticamente do acaso, surgiu a candidatura de Mão Santa, que entrou no partido já na última hora das filiações, mais para ser candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo prefeito Wall Ferraz. Não vingou a nova candidatura de Wall. Mão Santa ocupou o seu lugar, eletrizou o partido, encantou o eleitorado e virou governador.
Em 1998, o PMDB estava lá, no poder, firme e forte, concorrendo à reeleição de Mão Santa, contra o maior líder oposicionista de então, o senador Hugo Napoleão. Nova vitória. Mão Santa foi apeado do poder durante o segundo mandato. Mesmo ferido de morte, o partido foi à luta e bancou a candidatura do petista Wellington Dias ao governo.
Com a vitória de Wellington, a vez era novamente dele, em 2006, quando foi para a reeleição. Sua primeira opção era uma composição com o PMDB. O senador Mão Santa recusou a proposta para sua mulher, dona Adalgisa, ser a vice do governador. Preferiu medir forças com os correligionários na convenção. Ele venceu, mas não levou. Os peemedebistas que tinham voto descarregaram sua votação no governador.
Com isso, o senador Mão Santa perdeu a eleição para o governo e o PMDB ficou com apenas alguns cargos sem muita expressão na administração estadual. Os cargos foram entregues aos parlamentares que ficaram contra a candidatura própria e apoiaram a do governador.
Assim, de derrota em derrota, o PMDB está outra vez enfraquecido, sem perspectiva de poder, como em 94, e sem chances de reunificação a médio prazo. E, sem um racha no esquema governista, não receberá qualquer convite para sentar-se à mesa da sucessão de 2.010.
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13/10/2008 - 17h19min
Após eleições, Assembléia permanece sem alteração
Os deputados estaduais do Piauí que concorreram a cargos eletivos em municípios do Piauí não tiveram sucesso. Dos 30 deputados, entre titulares e suplentes, apenas três disputaram vagas de prefeituras do interior do Piauí: Paulo Martins (PT), Dr. Pinto (PDT) e Deusimar Brito (PSDB).
O saldo nas urnas não foi muito positivo para os deputados. Em Parnaíba, Tererê foi vencido pelo candidato José Hamilton, do PTB. Já na cidade de Campo Maior, Paulo Martins não teve sucesso e perdeu a vaga para Joãozinho Félix (PPS). E em Piripiri, a superioridade dos votos foi para Luiz Menezes (PTB), consagrando a derrota do deputado Dr. Pinto.
Com isso, pelo menos por enquanto, a atual estrutura política da Assembléia continua a mesma. Mas, há previsão de que até o final do ano esse quadro possa mudar com o possível retorno do secretário de Administração do Município, Luciano Nunes (PSDB) ao cargo de deputado da Casa, atualmente ocupado por Deusimar Brito (Tererê).
O deputado Deusimar Brito informou que ainda não foi comunicado oficialmente sobre a volta do deputado estadual pelo PSDB, Luciano Nunes. “Até hoje não houve uma reunião para determinar isso”, esclareceu. Mas Tererê mostrou-se feliz pela possibilidade de Nunes assumir o cargo na Assembléia. “Fico grato pelo apoio que o secretário me deu, e é um direito dele retornar à Casa”, pontuou.
O saldo nas urnas não foi muito positivo para os deputados. Em Parnaíba, Tererê foi vencido pelo candidato José Hamilton, do PTB. Já na cidade de Campo Maior, Paulo Martins não teve sucesso e perdeu a vaga para Joãozinho Félix (PPS). E em Piripiri, a superioridade dos votos foi para Luiz Menezes (PTB), consagrando a derrota do deputado Dr. Pinto.
Com isso, pelo menos por enquanto, a atual estrutura política da Assembléia continua a mesma. Mas, há previsão de que até o final do ano esse quadro possa mudar com o possível retorno do secretário de Administração do Município, Luciano Nunes (PSDB) ao cargo de deputado da Casa, atualmente ocupado por Deusimar Brito (Tererê).
O deputado Deusimar Brito informou que ainda não foi comunicado oficialmente sobre a volta do deputado estadual pelo PSDB, Luciano Nunes. “Até hoje não houve uma reunião para determinar isso”, esclareceu. Mas Tererê mostrou-se feliz pela possibilidade de Nunes assumir o cargo na Assembléia. “Fico grato pelo apoio que o secretário me deu, e é um direito dele retornar à Casa”, pontuou.
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13/10/2008 - 08h17min
Análise das eleições em THE: Ótica marketing político-eleitoral
A história costuma ser escrita pelos vencedores. Mas, falar somente de como Sílvio Mendes se reelegeu com, absoluta tranqüilidade, mostra apenas uma versão dos fatos. Por isso, vou expor a visão dualista daqueles que, como eu, participaram da campanha no cenário da batalha do marketing eleitoral, onde a dinâmica é provocada pela ação e reação, pelos erros e acertos dos candidatos. Nesse contexto, Sílvio tinha uma margem de segurança para errar – e não errou, chegando ao final com o mesmo percentual da largada (mais de 70% dos votos). Nazareno precisava fazer tudo certo e ainda torcer para que algo de muito grave acontecesse no caminho de Sílvio. Cometeu muitos erros e não surgiu nenhum fato que pudesse modificar a história.
Como nós compreendíamos o que estava acontecendo nesse jogo fascinante que é uma disputa a cargo majoritário? Quem deseja sair vitorioso não pode fazer uma campanha baseada em “achismo”, muito menos em impressões daqueles que estão envolvidos emocionalmente com a contenda e distorcem a percepção da realidade. A campanha de Sílvio – aliás, desde a sua primeira eleição, em 2004, quando começou com meros 3% das intenções de voto – foi orientada por análises extraídas de pesquisas quantitativas e qualitativas realizadas, constantemente, para se obter um diagnóstico do que e porque estava acontecendo. Ou seja, foi ditada pela opinião da população – que é a verdadeira marqueteira de todas as eleições. Basta escutá-la.
Essa, aliás, é a primeira questão a ser colocada: ou a campanha de Nazareno não trabalhava com pesquisas ou – a julgar pelos indicadores apresentados pelo Datacerto – estavam recebendo informações erradas. O certo é que não havia nenhum indicativo que suas ações seguissem um mínimo de planejamento estratégico com bases científicas.
Uma evidência disso é a própria candidatura de Nazareno. O seu perfil de político o tornava um candidato que a cidade não desejava para a missão de gerente, função que mais caracteriza o cargo de prefeito. Nesse caso, há preferência por técnicos.
Além de ser o candidato tecnicamente errado, Nazareno nada fez para se mostrar a pessoa certa para o lugar certo e na hora certa. Simplesmente, a maioria das pessoas desconhecia a sua história e as suas qualidades que poderiam apresentá-lo como uma alternativa melhor que Sílvio. Por falta dessa habilitação tão elementar, no máximo as pessoas achavam que trocariam “seis por meia dúzia”, ou seja, não tinham nada a ganhar com sua eleição. Isso parece inacreditável, haja vista que Nazareno disputou todas as eleições, nos últimos 20 anos, em todos os níveis (vereador, prefeito, governador, deputado estadual, deputado federal e senador). Mas era o que aparecia nas pesquisas.
Outro erro foi achar que Lula e Wellington Dias poderiam transferir a Nazareno suas imagens, suas popularidades e também os seus votos. O chamado alinhamento dos planetas, na forma como foi colocado, serviu apenas para anular ainda mais a tênue identidade de Nazareno. Chegou-se ao cúmulo de ser enviada a todos os domicílios da capital uma mala direta que trazia apenas as fotos de Lula e Dias, omitindo Nazareno. É preciso entender que a transferência de votos não se dá apenas por vontade das partes; tem que ser combinada com o eleitor, que é o verdadeiro dono do sufrágio. E acontece mais ou menos dentro dos princípios da operação entre doador e receptor de um órgão: tem que haver compatibilidades e procedimentos, se não há rejeição.
Cometeu-se também um erro cromático: o vermelho. O programa era petista demais, talvez perfeito para envolver a militância, mas inadequado para criar vínculos com o eleitor que vota em pessoas e não em partidos, até porque já não acredita mais em diferenças éticas entre as agremiações políticas. Lula sabia disso e ganhou a última eleição presidencial com as cores da bandeira brasileira.
Poderia elencar pelo menos 13 motivos – como gostam os companheiros – que contribuíram para que o melhor desempenho de Nazareno só acontecesse nas pesquisas do Datacerto. Mas estes apenas somariam influência aos que já foram apresentados. E que, fique claro, não devem ser imputados aos competentes profissionais que fizeram a sua comunicação, pois, muito provavelmente, foram frutos de interferências políticas. Nós, que fazemos a comunicação das campanhas, temos a convicção de que os políticos só atrapalham quando se metem nessa área.
E onde Sílvio acertou? Primeiro, na sua administração. Quem aprova tende a votar. Segundo, na sua postura de “não político”, perfeita para um cargo executivo e para se contrapor ao modelo saturado do “político tradicional”. Terceiro, na sua bem consolidada imagem pública: equilíbrio, firmeza, capacidade de entendimento e, sobretudo, trabalho. Mais uma vez, falo de percepções. E foi aí onde a S/A fez a diferença ao potencializar a mais admirável qualidade de Sílvio, segundo as pesquisas, em um poderoso bordão: “Ê, Sílvio trabalhador!”.
Todos os possíveis pontos fracos de Sílvio – decorrentes, principalmente do tempo do modelo no poder – e que poderiam ser atacados pelos adversários foram previamente “vacinados”. Apresentadores jovens em situações interativas e dinâmicas renovaram a sua mensagem. Mostrou-se uma Teresina grande e bonita quando era preciso demonstrar as transformações do seu trabalho. E o próprio Sílvio expôs, in loco, problemas que a cidade ainda não conseguiu resolver, apontando soluções semelhantes já implementadas em outras áreas. Tudo de forma clara, quase que didática. E, pelo resultado das urnas, compreendida perfeitamente pela população.
Agora é hora de começar a escrever a história de 2010. Desejando que seja uma eleição mais disputada. Esta última foi tediosa demais. Não sei como ainda consegui escrever este artigo. Muito menos como você chegou até o fim. Obrigado pela paciência.
Por: Bonifácio Neto
Como nós compreendíamos o que estava acontecendo nesse jogo fascinante que é uma disputa a cargo majoritário? Quem deseja sair vitorioso não pode fazer uma campanha baseada em “achismo”, muito menos em impressões daqueles que estão envolvidos emocionalmente com a contenda e distorcem a percepção da realidade. A campanha de Sílvio – aliás, desde a sua primeira eleição, em 2004, quando começou com meros 3% das intenções de voto – foi orientada por análises extraídas de pesquisas quantitativas e qualitativas realizadas, constantemente, para se obter um diagnóstico do que e porque estava acontecendo. Ou seja, foi ditada pela opinião da população – que é a verdadeira marqueteira de todas as eleições. Basta escutá-la.
Essa, aliás, é a primeira questão a ser colocada: ou a campanha de Nazareno não trabalhava com pesquisas ou – a julgar pelos indicadores apresentados pelo Datacerto – estavam recebendo informações erradas. O certo é que não havia nenhum indicativo que suas ações seguissem um mínimo de planejamento estratégico com bases científicas.
Uma evidência disso é a própria candidatura de Nazareno. O seu perfil de político o tornava um candidato que a cidade não desejava para a missão de gerente, função que mais caracteriza o cargo de prefeito. Nesse caso, há preferência por técnicos.
Além de ser o candidato tecnicamente errado, Nazareno nada fez para se mostrar a pessoa certa para o lugar certo e na hora certa. Simplesmente, a maioria das pessoas desconhecia a sua história e as suas qualidades que poderiam apresentá-lo como uma alternativa melhor que Sílvio. Por falta dessa habilitação tão elementar, no máximo as pessoas achavam que trocariam “seis por meia dúzia”, ou seja, não tinham nada a ganhar com sua eleição. Isso parece inacreditável, haja vista que Nazareno disputou todas as eleições, nos últimos 20 anos, em todos os níveis (vereador, prefeito, governador, deputado estadual, deputado federal e senador). Mas era o que aparecia nas pesquisas.
Outro erro foi achar que Lula e Wellington Dias poderiam transferir a Nazareno suas imagens, suas popularidades e também os seus votos. O chamado alinhamento dos planetas, na forma como foi colocado, serviu apenas para anular ainda mais a tênue identidade de Nazareno. Chegou-se ao cúmulo de ser enviada a todos os domicílios da capital uma mala direta que trazia apenas as fotos de Lula e Dias, omitindo Nazareno. É preciso entender que a transferência de votos não se dá apenas por vontade das partes; tem que ser combinada com o eleitor, que é o verdadeiro dono do sufrágio. E acontece mais ou menos dentro dos princípios da operação entre doador e receptor de um órgão: tem que haver compatibilidades e procedimentos, se não há rejeição.
Cometeu-se também um erro cromático: o vermelho. O programa era petista demais, talvez perfeito para envolver a militância, mas inadequado para criar vínculos com o eleitor que vota em pessoas e não em partidos, até porque já não acredita mais em diferenças éticas entre as agremiações políticas. Lula sabia disso e ganhou a última eleição presidencial com as cores da bandeira brasileira.
Poderia elencar pelo menos 13 motivos – como gostam os companheiros – que contribuíram para que o melhor desempenho de Nazareno só acontecesse nas pesquisas do Datacerto. Mas estes apenas somariam influência aos que já foram apresentados. E que, fique claro, não devem ser imputados aos competentes profissionais que fizeram a sua comunicação, pois, muito provavelmente, foram frutos de interferências políticas. Nós, que fazemos a comunicação das campanhas, temos a convicção de que os políticos só atrapalham quando se metem nessa área.
E onde Sílvio acertou? Primeiro, na sua administração. Quem aprova tende a votar. Segundo, na sua postura de “não político”, perfeita para um cargo executivo e para se contrapor ao modelo saturado do “político tradicional”. Terceiro, na sua bem consolidada imagem pública: equilíbrio, firmeza, capacidade de entendimento e, sobretudo, trabalho. Mais uma vez, falo de percepções. E foi aí onde a S/A fez a diferença ao potencializar a mais admirável qualidade de Sílvio, segundo as pesquisas, em um poderoso bordão: “Ê, Sílvio trabalhador!”.
Todos os possíveis pontos fracos de Sílvio – decorrentes, principalmente do tempo do modelo no poder – e que poderiam ser atacados pelos adversários foram previamente “vacinados”. Apresentadores jovens em situações interativas e dinâmicas renovaram a sua mensagem. Mostrou-se uma Teresina grande e bonita quando era preciso demonstrar as transformações do seu trabalho. E o próprio Sílvio expôs, in loco, problemas que a cidade ainda não conseguiu resolver, apontando soluções semelhantes já implementadas em outras áreas. Tudo de forma clara, quase que didática. E, pelo resultado das urnas, compreendida perfeitamente pela população.
Agora é hora de começar a escrever a história de 2010. Desejando que seja uma eleição mais disputada. Esta última foi tediosa demais. Não sei como ainda consegui escrever este artigo. Muito menos como você chegou até o fim. Obrigado pela paciência.
Por: Bonifácio Neto
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12/10/2008 - 15h29min
Análise por Zózimo Tavares: PMDB só não cresceu no Piauí
O Sudeste foi a única região onde o PMDB perdeu votos nas eleições de domingo passado. O partido aumentou em 95% o número de prefeituras no Norte, 25% no Nordeste, 51% no Centro-Oeste e 5% no Sul. No Sudeste, o recuo aconteceu com a perda de 10 cidades no Rio, 20 em São Paulo e 23 em Minas, em relação a 2004.
No Nordeste, o crescimento mais expressivo do PMDB se deu na Bahia, onde o partido é liderado pelo ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima. Lá, o PMDB deu um salto vertiginoso, passando de 20 para 113 prefeituras. Parte do espólio também ficou para o PT, que passou de 19 para 66 cidades com a chegada do petista Jaques Wagner ao governo.
No Piauí, o PMDB ficou tonto, ao examinar esses dados, pois foi o único partido da base governista a murchar nas urnas. O deputado Kleber Eulálio, secretário de governo, ofereceu uma hipótese para o enfraquecimento do seu partido.Segundo ele, isso decorre da falta de identidade do PMDB, que tem duas caras ao mesmo tempo, a de governo e a de oposição.
Esta seria uma das explicações, talvez a de maior visibilidade. Mas há outras, além da briga interna entre as duas correntes do partido. Uma delas é a falta de prestígio dos peemedebistas governistas. Os cargos que eles ocupam no governo estadual não rendem dividendos nem políticos nem eleitorais para o partido.
A esta altura, muitos são apontados como responsáveis pelo encolhimento do PMDB. Há críticas diretas ao presidente regional, deputado federal Alberto Silva, e o senador Mão Santa, que não participaram da campanha dos candidatos peemedebistas. Mas, sem poder, eles teriam força para eleger candidatos que os que tão no poder não conseguiriam?
No Nordeste, o crescimento mais expressivo do PMDB se deu na Bahia, onde o partido é liderado pelo ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima. Lá, o PMDB deu um salto vertiginoso, passando de 20 para 113 prefeituras. Parte do espólio também ficou para o PT, que passou de 19 para 66 cidades com a chegada do petista Jaques Wagner ao governo.
No Piauí, o PMDB ficou tonto, ao examinar esses dados, pois foi o único partido da base governista a murchar nas urnas. O deputado Kleber Eulálio, secretário de governo, ofereceu uma hipótese para o enfraquecimento do seu partido.Segundo ele, isso decorre da falta de identidade do PMDB, que tem duas caras ao mesmo tempo, a de governo e a de oposição.
Esta seria uma das explicações, talvez a de maior visibilidade. Mas há outras, além da briga interna entre as duas correntes do partido. Uma delas é a falta de prestígio dos peemedebistas governistas. Os cargos que eles ocupam no governo estadual não rendem dividendos nem políticos nem eleitorais para o partido.
A esta altura, muitos são apontados como responsáveis pelo encolhimento do PMDB. Há críticas diretas ao presidente regional, deputado federal Alberto Silva, e o senador Mão Santa, que não participaram da campanha dos candidatos peemedebistas. Mas, sem poder, eles teriam força para eleger candidatos que os que tão no poder não conseguiriam?
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11/10/2008 - 08h21min
Segurança: Polícia Militar faz avaliação das eleições
O major Sá Júnior, relações públicas da Polícia Militar do Estado do Piauí, classificou como 'altamente positiva' a participação da corporação na segurança das eleições, ao afirmar que 'hoje, a Polícia Militar é o único órgão público estadual presente em todos os 224 municípios piauienses'. Na eleição, segundo o major, essa presença se tornou mais efetiva em face do trabalho desenvolvido em colaboração com as polícias Federal e Civil, assegurando a tranqüilidade do pleito.
Uma presença que se estendeu ao vizinho Estado do Maranhão, quando uma patrulha da Rone (Rondas Ostensivas de Natureza Especial), atendendo ao pedido do comandante militar do Maranhão, interveio em Benedito Leite, cidade maranhense em frente a Uruçuí, para dar segurança a um grupo de militares do Exército.
Segundo o major Sá Júnior, foi uma exceção porque o trabalho das tropas militares em território piauiense foi normal e tudo se desenrolou dentro de um quadro de normalidade observado em quase todos os municípios piauienses. A corporação, segundo o major Sá Júnior, comportou-se com autoridade mantendo a ordem e o bom andamento do pleito do domingo, dia 5 de outubro.
Para esse trabalho, a Polícia Militar lançou mão de um efetivo militar de mais de 2 mil policiais militares, que se deslocaram para todos os municípios piauienses, onde permaneceram até o fechamento das urnas e sua apuração. Um trabalho que o major Sá Júnior classificou como 'resultado de u planejamento em longo prazo'. Com efeito, um mês antes da data do pleito, o dispositivo militar a ser empregado na sua segurança estava totalmente constituído e testado.
Isso ocorreu sem prejuízo da segurança da capital pelo pessoal dos batalhões do policiamento ostensivo da capital e que pôde intervir em qualquer evento desde que solicitado através do telefone 190. O major Sá Júnior lembrou que a população deve fazer uso desse telefone para comunicar irregularidades de qualquer natureza sem necessidade de identificação. Esse número, segundo o major Sá Júnior, está disponível para atender à sociedade.
Na sexta-feira que antecedeu as eleições, um efetivo formado por mais de 2 mil homens levou a segurança ao interior durante as eleições municipais. Para esse trabalho, segundo o major Sá Júnior, a Polícia Militar lançou mão de seu pessoal da área administrativa para completar o número suficiente de policiais. Essa medida foi adotada com a finalidade de evitar prejuízo ao policiamento da capital. O policiamento que atuou nos 467 locais de votação de Teresina e na região metropolitana não prejudicou as operações de segurança na capital do Estado.
Uma presença que se estendeu ao vizinho Estado do Maranhão, quando uma patrulha da Rone (Rondas Ostensivas de Natureza Especial), atendendo ao pedido do comandante militar do Maranhão, interveio em Benedito Leite, cidade maranhense em frente a Uruçuí, para dar segurança a um grupo de militares do Exército.
Segundo o major Sá Júnior, foi uma exceção porque o trabalho das tropas militares em território piauiense foi normal e tudo se desenrolou dentro de um quadro de normalidade observado em quase todos os municípios piauienses. A corporação, segundo o major Sá Júnior, comportou-se com autoridade mantendo a ordem e o bom andamento do pleito do domingo, dia 5 de outubro.
Para esse trabalho, a Polícia Militar lançou mão de um efetivo militar de mais de 2 mil policiais militares, que se deslocaram para todos os municípios piauienses, onde permaneceram até o fechamento das urnas e sua apuração. Um trabalho que o major Sá Júnior classificou como 'resultado de u planejamento em longo prazo'. Com efeito, um mês antes da data do pleito, o dispositivo militar a ser empregado na sua segurança estava totalmente constituído e testado.
Isso ocorreu sem prejuízo da segurança da capital pelo pessoal dos batalhões do policiamento ostensivo da capital e que pôde intervir em qualquer evento desde que solicitado através do telefone 190. O major Sá Júnior lembrou que a população deve fazer uso desse telefone para comunicar irregularidades de qualquer natureza sem necessidade de identificação. Esse número, segundo o major Sá Júnior, está disponível para atender à sociedade.
Na sexta-feira que antecedeu as eleições, um efetivo formado por mais de 2 mil homens levou a segurança ao interior durante as eleições municipais. Para esse trabalho, segundo o major Sá Júnior, a Polícia Militar lançou mão de seu pessoal da área administrativa para completar o número suficiente de policiais. Essa medida foi adotada com a finalidade de evitar prejuízo ao policiamento da capital. O policiamento que atuou nos 467 locais de votação de Teresina e na região metropolitana não prejudicou as operações de segurança na capital do Estado.
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10/10/2008 - 17h33min
Análise por Zózimo Tavares: As feridas do PMDB
O partido com melhor desempenho nas eleições municipais deste ano no Piauí foi o PTB. Mas o que se saiu pior foi o PMDB. O secretário de Governo, deputado Kleber Eulálio, deu um diagnóstico do mal que se abateu sobre o seu partido: O PMDB piauiense encolheu nas urnas porque vive uma crise de identidade. Uma banda é governo e a outra é oposição. Tanto um quanto o outro sofreram derrotas no domingo passado.
Nas eleições de 2004, o PMDB concorreu à Prefeitura de Teresina. Perdeu para o PSDB, mas levou o pleito para o segundo turno, com a candidatura da ex-primeira dama Adalgisa Moraes Souza. A campanha mexeu com os brios do partido. Motivou a militância. Nas eleições deste ano, o PMDB se contentou em apresentar o candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada pelo PT. Sumiu na campanha.
Há quatro anos, as lideranças estaduais do PMDB praticamente centralizaram suas ações na campanha de Teresina. Os demais candidatos peemedebistas fizeram suas campanhas no interior , ganhando ou perdendo, pelos seus próprios esforços. Foi assim que o partido conseguiu 44 prefeituras. Este ano, o número de prefeitos eleitos pelo partido caiu para 31.
A maior ferida do PMDB foi aberta na sucessão estadual de 2006, quando uma banda do partido ficou com o governador Wellington Dias e a outra com o senador Mão Santa, que venceu os governistas na convenção e foi o candidato oficial do partido. O PMDB nunca se curou essa ferida e foi com ela para as eleições municipais deste ano.
Todos os partidos da base aliada se fortaleceram no governo, menos o PMDB. E, segundo o deputado Kleber Eulálio, isso não ocorreu por que as lideranças que se dispuseram a mudar de partido não optaram pelo PMDB, por não saberem se ele era governo ou oposição. Assim, quem queria ser governo foi para o PTB ou o PSB.
Ainda em clima de ressaca, os peemedebistas governistas querem, agora, uma definição para o partido. E o pior ainda não passou. Os prefeitos e vereadores eleitos agora pelo PMDB podem nem esquentar a cadeira no partido.
Se não cuidar de suas feridas, o PMDB ficará sem forças para a sucessão de 2010 e, em pouco tempo, vai se esfacelar completamente, como ocorreu com o PFL, hoje DEM.
Nas eleições de 2004, o PMDB concorreu à Prefeitura de Teresina. Perdeu para o PSDB, mas levou o pleito para o segundo turno, com a candidatura da ex-primeira dama Adalgisa Moraes Souza. A campanha mexeu com os brios do partido. Motivou a militância. Nas eleições deste ano, o PMDB se contentou em apresentar o candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada pelo PT. Sumiu na campanha.
Há quatro anos, as lideranças estaduais do PMDB praticamente centralizaram suas ações na campanha de Teresina. Os demais candidatos peemedebistas fizeram suas campanhas no interior , ganhando ou perdendo, pelos seus próprios esforços. Foi assim que o partido conseguiu 44 prefeituras. Este ano, o número de prefeitos eleitos pelo partido caiu para 31.
A maior ferida do PMDB foi aberta na sucessão estadual de 2006, quando uma banda do partido ficou com o governador Wellington Dias e a outra com o senador Mão Santa, que venceu os governistas na convenção e foi o candidato oficial do partido. O PMDB nunca se curou essa ferida e foi com ela para as eleições municipais deste ano.
Todos os partidos da base aliada se fortaleceram no governo, menos o PMDB. E, segundo o deputado Kleber Eulálio, isso não ocorreu por que as lideranças que se dispuseram a mudar de partido não optaram pelo PMDB, por não saberem se ele era governo ou oposição. Assim, quem queria ser governo foi para o PTB ou o PSB.
Ainda em clima de ressaca, os peemedebistas governistas querem, agora, uma definição para o partido. E o pior ainda não passou. Os prefeitos e vereadores eleitos agora pelo PMDB podem nem esquentar a cadeira no partido.
Se não cuidar de suas feridas, o PMDB ficará sem forças para a sucessão de 2010 e, em pouco tempo, vai se esfacelar completamente, como ocorreu com o PFL, hoje DEM.
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10/10/2008 - 13h40min
Análise: PDT elegeu 12 prefeitos no Piauí
O Partido Democrático Trabalhista (PDT) foi um dos partidos que conseguiu aumentar o número de vereadores e prefeitos eleitos em todo o Piauí. Nas eleições municipais deste ano a sigla elegeu 12 prefeitos, 9 vice-prefeitos e 100 vereadores.
Na avaliação do presidente regional do PDT, deputado Flávio Nogueira, o fato se deve a
Salvar credibilidade do partido. "O PDT conquistou a confiança do eleitor, além disso, as lideranças atuais em todo os municípios foram perseverantes e batalhadoras", disse.
Entre os vereadores eleitos, o PDT conseguiu manter o mandato do Dr. Pessoa, na capital. A coligação que o partido fez parte, o Bloco de Esquerda, formada pelo PDT, PSB E PCdoB, elegeu três representantes. Além de Dr. Pessoa, Rodrigo Martins e Edvaldo Marques, do PSB.
As cidades que elegeram prefeitos do PDT foram Palmeirais; São João da Serra; Santa Cruz dos Milagres; Pedro II; Júlio Borges, Hugo Napoleão; Guadalupe; Betânia do Piauí; Arraial; Anísio de Abreu; Fronteiras e Alvorada do Gurguéia.
Na avaliação do presidente regional do PDT, deputado Flávio Nogueira, o fato se deve a
Entre os vereadores eleitos, o PDT conseguiu manter o mandato do Dr. Pessoa, na capital. A coligação que o partido fez parte, o Bloco de Esquerda, formada pelo PDT, PSB E PCdoB, elegeu três representantes. Além de Dr. Pessoa, Rodrigo Martins e Edvaldo Marques, do PSB.
As cidades que elegeram prefeitos do PDT foram Palmeirais; São João da Serra; Santa Cruz dos Milagres; Pedro II; Júlio Borges, Hugo Napoleão; Guadalupe; Betânia do Piauí; Arraial; Anísio de Abreu; Fronteiras e Alvorada do Gurguéia.
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09/10/2008 - 22h32min
Análise: Robert Rios diz que houve erro de estratégia
O secretário de segurança Robert Rios elogiou o desempenho do PcdoB a nível estadual, mas deixou claro que houve um erro em Teresina na estratégia. Para ele, os resultados provaram que a estratégia não foi boa já que o partido não conseguiu eleger nenhum vereador. De acordo com Robert era importante que o partido tivesse um candidato à prefeitura para alavancar a campanha dos vereadores.
O PcdoB conseguiu eleger três prefeitos. Para Robert Rios o partido foi muito bem, principalmente porque conseguiu eleger o prefeito de Piracuruca, Raimundo Louro (PcdoB) que venceu as eleições por 90 votos de diferença. “Eu acho que o meu partido se saiu muito bem. Elegeu três prefeitos e muito bem votados e elegeu um prefeito de uma cidade grande que foi Piracuruca”, destacou Robert Rios a respeito do balanço do PcdoB para o Piauí.
Disse que a estratégia utilizada para as eleições estava errada e criticou a estratégia antes, assim como enfatizou que era necessário que o partido apresentasse um candidato a prefeito. “Em Teresina, a estratégia estava errada, não era boa. Tínhamos que ter candidato, levar às ruas a bandeira do partido. Há quatro anos atrás fui sacrificado, mas andei em todas as ruas de Teresina e fizemos 24 mil votos, o dobro desta eleição”, comentou Robert.
O PcdoB conseguiu eleger três prefeitos. Para Robert Rios o partido foi muito bem, principalmente porque conseguiu eleger o prefeito de Piracuruca, Raimundo Louro (PcdoB) que venceu as eleições por 90 votos de diferença. “Eu acho que o meu partido se saiu muito bem. Elegeu três prefeitos e muito bem votados e elegeu um prefeito de uma cidade grande que foi Piracuruca”, destacou Robert Rios a respeito do balanço do PcdoB para o Piauí.
Disse que a estratégia utilizada para as eleições estava errada e criticou a estratégia antes, assim como enfatizou que era necessário que o partido apresentasse um candidato a prefeito. “Em Teresina, a estratégia estava errada, não era boa. Tínhamos que ter candidato, levar às ruas a bandeira do partido. Há quatro anos atrás fui sacrificado, mas andei em todas as ruas de Teresina e fizemos 24 mil votos, o dobro desta eleição”, comentou Robert.
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09/10/2008 - 20h22min
Após eleições, crise no PMDB preocupa Themístocles Filho
O presidente estadual da Assembléia Legislativa Themístocles Filho (PMDB) dedicou-se ontem a ser um “bombeiro” para apagar o incêndio no PMDB. O parlamentar pediu calma aos companheiros de partido que exigem um comando mais efetivo e atribui a isso a redução do número de prefeituras ocupadas pelo partido.
O próprio presidente estadual do PMDB, deputado federal Alberto Silva entrou em campo para minimizar as críticas dos parlamentares do partido. Para o deputado Themístocles Filho é preciso o partido ouvir a opinião pública. “Quem decide em política é o eleitor. Temos que ouvir o que a opinião pública diz. Cada homem e mulher filiado ao PMDB é importante. Cada vereador, cada deputado estadual e cada deputado federal, senador”, disse o parlamentar. A respeito das críticas dos deputados estaduais peemidebistas Moraes Sousa Filho e João Mádison sobre a falta de comando do PMDB, Themístocles defendeu a conversa.
Para o presidente da Assembléia Legislativa, o importante é que hajam conversas para discutir o futuro do partido e não que os problemas sejam levados para a mídia. “Nós precisamos é conversar mais internamente. Saímos de uma eleição. Há alguns problemas, e espero que com o passar dos dias a gente volte a calmaria”, destacou o parlamentar. Em 2004, o PMDB saiu das urnas com 20,18% das prefeituras piauienses e em 2008 os resultados apontaram que 18,28% dos prefeitos piauienses são do partido.
Themístocles Filho destaca que mesmo com a redução o partido ocupa prefeituras importantes. “Em número de votos o maior partido do Brasil é o PMDB. Temos que olhar as prefeituras estratégicas do PMDB, como Picos e Barras”,disse o parlamentar. O presidente da Assembléia considera que a população vota de maneira diferente para cada esfera de poder. “O povo vota para prefeito de um jeito, para governador de outro jeito e para presidente de outra e quem não entende isso tem problemas”, comentou.
Sobre o assunto o presidente estadual do PMDB, deputado federal Alberto Silva (PMDB) pediu calma, mas também fez críticas aos parlamentares que criticam a falta de comando do partido. “Eles sempre foram de uma ala divergente e não deixamos de andar junto. O sobrinho do Mão Santa deve se acomodar como faz o Themístocles”, destacou o deputado federal.
O próprio presidente estadual do PMDB, deputado federal Alberto Silva entrou em campo para minimizar as críticas dos parlamentares do partido. Para o deputado Themístocles Filho é preciso o partido ouvir a opinião pública. “Quem decide em política é o eleitor. Temos que ouvir o que a opinião pública diz. Cada homem e mulher filiado ao PMDB é importante. Cada vereador, cada deputado estadual e cada deputado federal, senador”, disse o parlamentar. A respeito das críticas dos deputados estaduais peemidebistas Moraes Sousa Filho e João Mádison sobre a falta de comando do PMDB, Themístocles defendeu a conversa.
Para o presidente da Assembléia Legislativa, o importante é que hajam conversas para discutir o futuro do partido e não que os problemas sejam levados para a mídia. “Nós precisamos é conversar mais internamente. Saímos de uma eleição. Há alguns problemas, e espero que com o passar dos dias a gente volte a calmaria”, destacou o parlamentar. Em 2004, o PMDB saiu das urnas com 20,18% das prefeituras piauienses e em 2008 os resultados apontaram que 18,28% dos prefeitos piauienses são do partido.
Themístocles Filho destaca que mesmo com a redução o partido ocupa prefeituras importantes. “Em número de votos o maior partido do Brasil é o PMDB. Temos que olhar as prefeituras estratégicas do PMDB, como Picos e Barras”,disse o parlamentar. O presidente da Assembléia considera que a população vota de maneira diferente para cada esfera de poder. “O povo vota para prefeito de um jeito, para governador de outro jeito e para presidente de outra e quem não entende isso tem problemas”, comentou.
Sobre o assunto o presidente estadual do PMDB, deputado federal Alberto Silva (PMDB) pediu calma, mas também fez críticas aos parlamentares que criticam a falta de comando do partido. “Eles sempre foram de uma ala divergente e não deixamos de andar junto. O sobrinho do Mão Santa deve se acomodar como faz o Themístocles”, destacou o deputado federal.
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09/10/2008 - 11h14min
Análise por Zózimo Tavares: A eleição na Câmara
O ex-prefeito Firmino Filho salvou o PSDB de um vexame em Teresina, na eleição proporcional. Por pouco, os tucanos não amargaram também a derrota imposta ao PTB, que só reelegeu um de seus quatro vereadores. Como campeão de votos nas eleições para a Câmara Municipal, Firmino contribuiu para mais duas vagas, a dele e a do ex-vereador José Ferreira.
Em 2004, os tucanos conseguiram 61 mil votos para a Câmara e elegeram uma bancada de 5 vereadores. O partido tinha sete vereadores porque recebeu duas filiações depois, as de Joninha e de Urbano Eulálio, ambos reeleitos na nova sigla.
Nas eleições de domingo passado, a votação dos tucanos para a Câmara Municipal de Teresina subiu para 82 mil votos, em relação a 2004. A diferença representa exatamente a votação de Firmino Filho. Sem os votos do ex-prefeito, o PSDB teria ficado com no máximo quatro cadeiras de vereador.
As eleições deste ano para Câmara Municipal de Teresina registraram particularidades interessantes. A primeira delas foi a renovação. Dos 21 vereadores, 13 foram derrotados. Apenas 8 retornarão à Casa em janeiro. Outro detalhe foi que todos os candidatos com chance de eleição concorreram em pé de igualdade, respaldados por pesadas estruturas.
Finalmente, a terceira particularidade foi a fragmentação dos votos. Com isso, à exceção do PSDB, nenhum outro partido elegeu uma bancada expressiva. O PT manteve suas duas cadeiras. O PMDB também renovou suas duas vagas, a exemplo do PV e do PP. O PTB perdeu três vagas, o PCdoB perdeu a única que tinha e os demais partidos com representação na Câmara ficaram apenas com uma vaga. A exceção foi o PSB, com duas cadeiras. Ambas novas.
Em 2004, os tucanos conseguiram 61 mil votos para a Câmara e elegeram uma bancada de 5 vereadores. O partido tinha sete vereadores porque recebeu duas filiações depois, as de Joninha e de Urbano Eulálio, ambos reeleitos na nova sigla.
Nas eleições de domingo passado, a votação dos tucanos para a Câmara Municipal de Teresina subiu para 82 mil votos, em relação a 2004. A diferença representa exatamente a votação de Firmino Filho. Sem os votos do ex-prefeito, o PSDB teria ficado com no máximo quatro cadeiras de vereador.
As eleições deste ano para Câmara Municipal de Teresina registraram particularidades interessantes. A primeira delas foi a renovação. Dos 21 vereadores, 13 foram derrotados. Apenas 8 retornarão à Casa em janeiro. Outro detalhe foi que todos os candidatos com chance de eleição concorreram em pé de igualdade, respaldados por pesadas estruturas.
Finalmente, a terceira particularidade foi a fragmentação dos votos. Com isso, à exceção do PSDB, nenhum outro partido elegeu uma bancada expressiva. O PT manteve suas duas cadeiras. O PMDB também renovou suas duas vagas, a exemplo do PV e do PP. O PTB perdeu três vagas, o PCdoB perdeu a única que tinha e os demais partidos com representação na Câmara ficaram apenas com uma vaga. A exceção foi o PSB, com duas cadeiras. Ambas novas.
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08/10/2008 - 21h34min
Análise: Representação feminina diminui na Câmara
Oresultado das urnas foi quantitativamente ruim para a representatividade feminina na Câmara Municipal de Teresina. Se em 2004 haviam apenas três mulheres dentre os 21 vereadores eleitos, nesta eleição o índice foi ainda menor. Somente duas parlamentares foram eleitas na capital: Teresa Brito (PV), que vai para seu segundo mandato, e a estreante Rosário Bezerra (PT). Atualmente, além de Teresa Brito, Graça Amorim (PTB) e Carmem Lúcia (PMDB), que tentaram, mas não alcançaram a reeleição, possuem assentos naquela Casa Legislativa.
Campeã em número de projetos de lei, de requerimentos e de proposição de audiências públicas, Teresa Brito diz que com a diminuição da bancada feminina na Câmara, a responsabilidade de suas representantes aumenta muito. “Infelizmente a representação das mulheres diminui. Vamos intensificar esse trabalho de apoio às mulheres e continuar sendo vereadora de todos os segmentos”, disse a parlamentar.
Economista e mestre em Educação, Rosário Bezerra destaca que participa de movimentos sociais há muito tempo. “É uma pena que o número de mulheres na Câmara tenha reduzido. Um dos meus compromissos é o apoio integral às causas da mulher. Temos uma prefeitura essencialmente masculina. A mulher precisa de maior representação”, disse a vereadora eleita.
Além de ir desempenhar o primeiro mandato e de ser uma das duas representantes das mulheres na Câmara, Rosário Bezerra tem outro desafio: ser oposição em uma Casa com maioria situacionista. “Sou vereadora de Teresina. O que for bom para a população, eu irei aprovar e acompanhar. Mas tenho também a missão de fiscalizar, questionar e apresentar alternativas para aquilo que for contra o interesse da população”, acrescentou.
Campeã em número de projetos de lei, de requerimentos e de proposição de audiências públicas, Teresa Brito diz que com a diminuição da bancada feminina na Câmara, a responsabilidade de suas representantes aumenta muito. “Infelizmente a representação das mulheres diminui. Vamos intensificar esse trabalho de apoio às mulheres e continuar sendo vereadora de todos os segmentos”, disse a parlamentar.
Economista e mestre em Educação, Rosário Bezerra destaca que participa de movimentos sociais há muito tempo. “É uma pena que o número de mulheres na Câmara tenha reduzido. Um dos meus compromissos é o apoio integral às causas da mulher. Temos uma prefeitura essencialmente masculina. A mulher precisa de maior representação”, disse a vereadora eleita.
Além de ir desempenhar o primeiro mandato e de ser uma das duas representantes das mulheres na Câmara, Rosário Bezerra tem outro desafio: ser oposição em uma Casa com maioria situacionista. “Sou vereadora de Teresina. O que for bom para a população, eu irei aprovar e acompanhar. Mas tenho também a missão de fiscalizar, questionar e apresentar alternativas para aquilo que for contra o interesse da população”, acrescentou.


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